Estágio superior da Starship antes de 12º voo de teste, em foto de 19 de maio de 2026
Reuters/Steve Nesius
A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, tentará um novo voo de teste de sua Starship, a nave mais poderosa do mundo. O lançamento está marcado para esta quinta-feira (16), às 19h45 (horário de Brasília).
Este será o 13º lançamento de uma Starship, projetada para futuras missões à Lua e Marte. Como nos outros experimentos, não haverá passageiros a bordo e o cronograma poderá ser alterado por falhas na nave e fatores climáticos, por exemplo.
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O último lançamento da supernave aconteceu maio e terminou com uma queda brusca do propulsor, Super Heavy, o estágio inferior, que deveria fazer um pouso controlado no Golfo do México. Não houve relatos de feridos ou danos materiais.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) suspendeu os voos temporariamente até que as investigações fossem concluídas. O órgão encerrou sua análise na última segunda-feira (13) e abriu caminho para o novo teste.
Starship faz decolagem em 12ª missão de testes da SpaceX
A SpaceX informou que o que causou o incidente em maio foram problemas de acionamento em 5 de 33 motores do Super Heavy, o que fez a manobra de retorno ser interrompida antes da hora.
Os objetivos da empresa para o novo lançamento são parecidos com o teste feito em maio, quando ela estreou a terceira geração da Starship e do Super Heavy.
Na ocasião, a companhia buscava demonstrar na prática o funcionamento das novas peças da V3, como é chamada a nova geração da nave, projetada para missões de maior duração, e lançar no espaço dois satélites reais do seu serviço de internet Starlink.
Agora, a nave tentará pela primeira vez liberar 20 unidades da terceira geração de satélites da Starlink. Eles tentarão se conectar com a rede que já opera no espaço, mas deverão ser destruídos em sua reentrada na atmosfera, que acontecerá cerca de 20 minutos após deixarem a nave.
Entre as novidades estão mudanças na estrutura e no sistema do propulsor para solucionar problemas do voo anterior. A configuração de partida dos motores, por exemplo, teve ajustes para oferecer mais confiabilidade e fazer com que mudanças de direção do veículo sejam mais estáveis.
O estágio superior também recebeu alterações em seu sistema de propulsão. Apesar de ter concluído o voo anterior, a cápsula perdeu um de seus três motores logo após se separar do propulsor, o que exigiu as mudanças.
A SpaceX testará ainda o escudo térmico da Starship, proteção necessária para a nave não ser tomada por chamadas no retorno à Terra. Segundo a empresa, o foco é avançar em um projeto de reutilização rápida da nave.
Logo da empresa Twitter ao lado do perfil do bilionário americano, Elon Musk
Dado Ruvic/REUTERS
A rede social X, o antigo Twitter, completa 20 anos nesta quarta-feira (15). Nesse período, o serviço se tornou palco de conversas públicas em tempo real sobre assuntos em alta e passou por uma grande mudança de comando ao ser comprada pelo bilionário Elon Musk.
O Twitter foi criado com a proposta de permitir que usuários compartilhassem textos curtos sobre o que estavam fazendo. Aos poucos, a plataforma ganhou outros recursos, como suporte a vídeos, transmissões ao vivo e comunidades.
O serviço ajudou artistas, esportistas e políticos a se aproximarem de seguidores. E serviu para fazer comunicados: em 2020, um tuíte confirmou a morte do ator Chadwick Boseman, que interpretou o herói Pantera Negra nos cinemas, e se tornou um dos mais marcantes da rede social.
Sob o comando de Musk, o X mudou suas políticas e afastou deixou insatisfeitos parte dos usuários, que migraram para serviços rivais como Bluesky e Threads. No Brasil, a rede social chegou a ser bloqueada por não cumprir ordens judiciais. Relembre os principais momentos da plataforma.
Agora no g1
Onde tudo começou
O Twitter foi lançado ao público em 15 de julho de 2006, mas sua primeira publicação foi feita quatro meses antes, no período de testes. "Estou criando minha conta Twttr", postou Jack Dorsey, em 21 de março daquele ano.
O primeiro tuíte da história foi vendido em 2021 como NFT (sigla em inglês para "token não fungível"), uma espécie de ativo digital único. O registro custou pouco mais de US$ 2,9 milhões (R$ 14,7 milhões, na cotação atual) para o comprador.
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Nos anos seguintes, o Twitter se firmou como uma rede social em que celebridades, atletas, políticos e empresas poderiam falar diretamente com seu público. Hoje, a conta de Musk é a mais popular, com 240 milhões de seguidores, mas isso só aconteceu após o empresário adquirir o serviço.
Por muito tempo, o ex-presidente americano Barack Obama, hoje com 119 milhões de seguidores, foi o dono do perfil mais famoso da rede. No Brasil, Neymar Jr. lidera o ranking de contas mais populares, com 63 milhões de seguidores. Relembre abaixo momentos marcantes do X, antigo Twitter.
A rede também ajudou a popularizar memes e fenômenos virais. Entre os mais famosos, está a selfie tirada pela apresentadora Ellen DeGeneres durante a cerimônia do Oscar de 2014. A foto, que reunia estrelas como Brad Pitt, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, é uma das mais curtidas da história.
Selfie Oscar
Redes sociais Ellen DeGenres
A chegada de Elon Musk
O capítulo mais turbulento da história da empresa começou em 2022. Em abril daquele ano, Elon Musk anunciou uma oferta para comprar o Twitter por cerca de US$ 44 bilhões. O processo foi marcado por negociações, disputas públicas e tentativas de desistência.
Após meses de incerteza, o acordo foi concluído em outubro de 2022. Logo após assumir o controle da companhia, Musk promoveu uma ampla reestruturação, incluindo mudanças na liderança, demissões em massa e alterações em políticas da plataforma.
Sob o comando de Musk, a plataforma passou a ser iainda mais questionada sobre falhas no combate à desinformação e em sua moderação de conteúdo. O novo dono passou a defender mudanças que priorizavam a ideia dele de liberdade de expressão.
Elon Musk entra na sede do Twitter com uma pia nas mãos
Twitter vira X
Em julho de 2023, Musk anunciou o fim da marca Twitter. O tradicional pássaro azul, símbolo da plataforma por mais de uma década, foi substituído pela letra X, nome que passou a identificar a empresa e o serviço.
A mudança fez parte da estratégia do bilionário de transformar a rede social em um aplicativo com múltiplos serviços, inspirado em modelos conhecidos como "superapps".
A transição veio acompanhada de outras alterações, como mudanças no sistema de verificação de contas, novos produtos pagos, flexibilizações em regras da plataforma e ajustes em ferramentas utilizadas por desenvolvedores.
Twitter ganha nova identidade visual com um grande "X"
A relação turbulenta com o Brasil
A relação entre o X e as autoridades brasileiras entrou em um de seus momentos mais delicados em 2024, até chegar à suspensão temporária da rede no país.
Em agosto daquele ano, a empresa anunciou o fechamento de seu escritório no Brasil alegando que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tinha ameaçado sua representante legal no país de prisão caso ela não cumprisse decisões judiciais.
Dias depois, Moraes determinou que a plataforma indicasse o novo representante legal. A ordem não foi cumprida, e o ministro decidiu pela suspensão da rede social em todo o território nacional, medida que só foi revertida cerca de 40 dias depois.
Elon Musk e Aleandre de Moraes
EVARISTO SA, ETIENNE LAURENT / AFP
Argentina vence a Inglaterra e está na final da Copa do Mundo 2026.
Reprodução/Redes Sociais
A Argentina de Lionel Messi venceu a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira (15) e segue em busca do tetracameponato da Copa do Mundo. A virada no placar nos últimos minutos deixou os internautas brasileiros incrédulos nas redes sociais gerando uma série de memes.
FINAL DA COPA DO MUNDO: veja onde assistir e horário de Argentina x Espanha
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Veja abaixo as reações dos brasileiros:
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Rede Social X limita uso da inteligência artificial Grok para edição de imagens
A startup de inteligência artificial xAI, de Elon Musk, processou um homem da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, preso no início deste ano sob acusação de explorar sexualmente menores de idade. Segundo a empresa, ele usou indevidamente o sistema de IA Grok para criar imagens de abuso sexual infantil.
Na ação, apresentada na terça-feira (14) em um tribunal federal do Texas, a xAI afirma que Terry Harwood violou os termos de uso da plataforma. O caso está entre os primeiros em que uma empresa de inteligência artificial processa um usuário por supostamente utilizar uma ferramenta de IA para gerar conteúdo sexualmente explícito.
Os contatos de Harwood, preso em fevereiro, não foram encontrados de imediato. A xAI também não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela imprensa nesta quarta-feira (15).
Grok é acusado de permitir deepfakes sem consentimento
O processo ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre a empresa por acusações de que o Grok tem permitido a criação de deepfakes sexualizados sem consentimento - vídeos ou imagens altamente realistas produzidos por inteligência artificial.
Na ação judicial, a xAI afirma que combate esse tipo de uso com medidas como suspensão e encerramento de contas, além de comunicar casos suspeitos de material de abuso sexual infantil ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês).
Segundo a empresa, somente em 2026 foram 52.222 contas suspensas e 73.604 denúncias enviadas ao NCMEC, o que teria contribuído para pelo menos 244 prisões.
Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Criminoso usou fotos adulteradas
A xAI alega que Harwood enviou ao Grok imagens comuns de adultos e menores de idade e tentou usar a ferramenta para criar deepfakes sexualmente explícitos a partir delas. A empresa também afirma que ele produziu imagens sexuais falsas de adultos sem consentimento.
No processo, a xAI pede uma indenização, cujo valor não foi divulgado, e solicita que a Justiça proíba definitivamente Harwood de utilizar o Grok.
"A conduta do réu foi um plano deliberado para transformar a ferramenta da autora em um instrumento para fins criminosos, expondo vítimas reais a danos profundos e duradouros, além de causar riscos jurídicos e prejuízos à reputação da empresa", afirmou a xAI na ação.
IA em alta, mas ninguém quer um data center no quintal
Um dia após o estado de Nova York anunciar a suspensão da aprovação de novos grandes data centers, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a medida e defendeu nesta quarta-feira (15) que esses empreendimentos são essenciais para a geração de empregos, arrecadação e liderança tecnológica do país — que pode perder sua posição para a China.
Em publicação na rede social Truth Social nesta quarta-feira (15), Trump afirmou que os data centers serão uma das maiores forças motrizes para os empregos no futuro e os descreveu como máquinas de fazer dinheiro para os estados onde são instalados.
"Os data centers são um dos principais motores de criação de empregos para o futuro. Eles são grandes, robustos, arrojados e verdadeiras máquinas de gerar receita", escreveu o presidente americano.
O republicano atribuiu a decisão à governadora de Nova York, Kathy Hochul, dizendo que ela interrompeu, "por razões políticas", a construção de todos os novos data centers no estado.
"Nova York tomou uma decisão terrível. Toda essa receita e os demais benefícios irão para estados republicanos - e alguns democratas -, onde os data centers são vistos como fontes valiosas de recursos, oferecendo impostos mais baixos e gerando um número recorde de empregos", repudiou.
Na terça-feira (14), Nova York anunciou uma moratória de um ano para a aprovação de novas licenças ambientais de grandes instalações, enquanto realiza um estudo sobre os impactos desses empreendimentos no consumo de energia, no uso de água e nas comunidades locais.
Segundo Trump, a medida fará com que investimentos migrem para estados como Alabama, Flórida, Texas e Arizona, que, segundo ele, buscam atrair esse tipo de infraestrutura. "Os impostos e os empregos equivalem a ouro puro", escreveu.
A vitória da China
O presidente também argumentou que os próprios data centers devem arcar com seus custos de água e energia e que qualquer benefício excedente retorna aos governos estaduais e às comunidades locais.
Na avaliação dele, esses empreendimentos representam "enormes vitórias" para os estados que conseguem recebê-los.
Ao pedir que Nova York reverta a decisão "imediatamente", Trump afirmou ainda que a política adotada pelo estado pode fazer os Estados Unidos perderem investimentos em data centers, inteligência artificial e novas tecnologias para países como a China.
"A esquerda radical não pode ser autorizada a nos fazer perder data centers, IA e toda essa incrível nova tecnologia para a China e outros países", escreveu.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 14 de julho de 2026
REUTERS/Evan Vucci
Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual
A Amazon anunciou nesta quarta-feira (15) que lançará seu novo serviço de internet via satélite, o Amazon Leo, na África do Sul em 2027. Com isso, a empresa fundada por Jeff Bezos deve sair na frente da Starlink, de Elon Musk, na disputa pelo mercado da economia mais desenvolvida do continente africano.
Para viabilizar a operação, a Amazon firmou uma parceria com a provedora sul-africana de internet Herotel. Segundo a companhia, este é o primeiro acordo do Amazon Leo para oferta de internet via satélite no continente africano. Os valores da parceria não foram divulgados.
O anúncio ocorre em meio às críticas de Elon Musk ao governo da África do Sul, seu país de origem. O bilionário afirma que a Starlink ainda não opera no país porque a legislação local teria impedido a empresa de obter uma licença por ele ser branco. Musk chegou a acusar o governo sul-africano de racismo.
As críticas se referem às políticas de ação afirmativa adotadas pela África do Sul. Pela legislação, empresas estrangeiras do setor de telecomunicações precisam conceder uma participação minoritária de suas operações locais a investidores negros ou de outros grupos historicamente desfavorecidos para obter autorização de funcionamento.
As regras foram criadas para ampliar o acesso da população não branca à economia após o fim do apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país durante décadas e concentrava o poder político e econômico na minoria branca.
Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, e cofundador e co-CEO da Prometheus, participa da 10ª edição da feira de startups e inovação tecnológica VivaTech em Paris, na França, em junho de 2026.
Abdul Saboor/Reuters
Além de despontar, Amazon tem apoio do governo
Diferentemente da Starlink, o acordo da Amazon recebeu apoio do governo sul-africano. O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, participou do anúncio ao lado de representantes da Amazon e da Herotel.
A Amazon começou a colocar em órbita seus primeiros satélites de baixa altitude no ano passado e afirma que já possui mais de 390 satélites em operação.
A Starlink, por sua vez, iniciou suas operações em 2019 e conta atualmente com mais de 10 mil satélites em órbita. O serviço já está disponível em cerca de duas dezenas de países africanos, mas ainda não foi lançado na África do Sul porque a empresa de Musk se recusa a atender às exigências da legislação local.
A empresa de Jeff Bezos afirmou que o acordo com a África do Sul marca o início de sua expansão pelo continente. Para isso, também firmou parceria com a Vanu Inc., companhia sediada em Lexington, no estado de Massachusetts (EUA), especializada em soluções de internet móvel para países em desenvolvimento.
A África é considerada um mercado promissor para serviços de internet via satélite. O continente reúne mais de 1,5 bilhão de habitantes, muitos vivendo em áreas rurais ou regiões que ainda não contam com infraestrutura de internet fixa.
O Amazon Leo, anteriormente conhecido como Projeto Kuiper, já anunciou acordos para operar na Tailândia, Cazaquistão, Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai.
Apesar da expansão da Amazon, a Starlink segue muito à frente em escala global. Segundo a empresa, seu serviço já está disponível em mais de 160 países.
Logotopo X.
Divulgação X
A União Europeia, que no ano passado multou a rede social X, de Elon Musk, em 120 milhões de euros (US$ 137,2 milhões), informou nesta quarta-feira que aceitou um plano de ação da plataforma para cumprir as regras de transparência previstas na Lei de Serviços Digitais (Digital Services Act, DSA).
"A Comissão Europeia aceitou o plano de ação do X para cumprir as obrigações de transparência e de acesso de pesquisadores a dados, conforme previsto na Lei de Serviços Digitais", afirmou a instituição em comunicado.
"As medidas aprovadas representam um passo importante para permitir que pesquisadores, a sociedade civil e o público em geral tenham maior transparência sobre os sistemas do X, em especial para monitorar os riscos sistêmicos da plataforma e avaliar seu impacto mais amplo sobre os usuários e sobre a sociedade europeia como um todo", acrescentou.
Sede do Superior Tribunal Militar (STM) em Brasília
Reprodução/Google Street View
O Superior Tribunal Militar (STM) identificou um "incidente de segurança cibernética" em seu portal eletrônico há cerca de duas semanas, em 2 de julho.
Segundo a Corte, o site foi retirado do ar temporariamente enquanto equipes técnicas trabalham na análise e recuperação dos sistemas. A falha atingiu apenas o site institucional, e não gerou prejuízos aos sistemas internos e no andamento processual do tribunal.
De acordo com o STM, as equipes de tecnologia adotaram as medidas previstas nos protocolos de segurança, isolaram os sistemas afetados e iniciaram os procedimentos para investigar o incidente e restabelecer os serviços.
A Corte também afirmou que vai divulgar novas informações à medida que houver confirmação técnica, para não comprometer a investigação nem a segurança dos sistemas. A previsão é que o site seja restabelecido ainda nesta quarta (15).
"O Portal da Corte está temporariamente indisponível. A prioridade do STM é restabelecer os serviços com segurança e garantir a continuidade do atendimento ao público", diz a nota.
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O STM também disse que o episódio ocorreu em um contexto de ataques cibernéticos registrados recentemente contra outras instituições públicas, mas ressaltou que cada caso possui características próprias e está sendo analisado de forma individual.
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Segundo o chefe da equipe técnica, o STM "respondeu prontamente conforme seus protocolos, trabalha com os órgãos competentes para restabelecer os serviços e manterá a sociedade informada à medida que houver informações confirmadas".
Segundo o tribunal, o incidente foi comunicado às autoridades para a adoção das providências necessárias.
Ao contrário do que se costuma imaginar, não existe um perfil único que sirva para identificar pessoas envolvidas no aliciamento de crianças
pa/Karl-Josef Hildenbrand/dpa/picture alliance
Emojis, expressões e outros símbolos aparentemente inofensivos podem fazer parte de estratégias de aliciadores para ser aproximar de crianças e adolescentes em ambientes digitais.
Em determinados contextos, esses elementos deixam de ter o significado original e passam a funcionar como formas de comunicação dentro de grupos fechados, o que dificulta a sua identificação por usuários e pelas próprias plataformas digitais.
Embora haja relatos recentes de circulação desses códigos em aplicativos de relacionamento e redes sociais, especialistas alertam que o fenômeno não está restrito a uma única plataforma.
Segundo pesquisadores ouvidos pela DW, mais importante do que conhecer cada símbolo é entender como funciona o processo de aliciamento, que muda constantemente e se adapta à medida que determinadas práticas se tornam conhecidas.
"A divulgação indiscriminada desses códigos pode ampliar seu alcance e facilitar que pessoas mal-intencionadas os adotem. Assim, evita-se publicá-los justamente pelo risco de operacionalizar a prática", afirma a psicopedagoga Patrícia Espíndola de Lima Teixeira, coordenadora do Observatório Juventudes da PUC-RS.
Segundo ela, pesquisadores, autoridades policiais e organizações de proteção têm priorizado explicar os mecanismos de aliciamento e não reproduzir os códigos utilizados por esses grupos.
O processo de aliciamento é conhecido internacionalmente como grooming. O conceito descreve uma estratégia gradual de construção de confiança, manipulação emocional e redução das defesas do adolescente. Geralmente, nas etapas iniciais, não há conteúdo sexual explícito.
"Vai acontecendo paulatinamente uma apropriação de símbolos, emojis, palavras e imagens de uso cotidiano. Na prática, dentro de comunidades digitais fechadas, há uma recodificação, e aquilo que era inocente torna-se outra mensagem", afirma Teixeira. A especialista ressalta ainda que esses códigos são dinâmicos e costumam ser substituídos assim que passam a ser identificados.
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Os símbolos mais comuns
Os símbolos usados no aliciamento sexual em ambientes digitais
Reprodução/TV Globo
O que diferencia um código usado por pessoas envolvidas na exploração sexual de crianças e adolescentes de um símbolo comum é o contexto em que ele aparece.
Isoladamente, um emoji, uma palavra ou uma imagem não indicam prática criminosa. O significado passa a existir quando esses elementos são combinados e inseridos num conjunto de comportamentos que podem indicar uma tentativa de aproximação, aliciamento ou compartilhamento de material de abuso sexual infantil. "Eu sempre explico que o emoji sozinho não significa nada", destaca a educadora Sheylli Caleffi. Segundo ela, símbolos de uso cotidiano acabam sendo apropriados justamente por despertarem menos suspeitas.
Entre os exemplos mais conhecidos estão referências à pizza, à bola de futebol americano, ao espiral azul e ao pirulito. Em alguns casos, a palavra "leque", abreviatura de moleque, também pode ser associada à pedofilia. "A bola de futebol americano, por exemplo, os criminosos costumam associar com um jogador de futebol americano que foi preso por estupro de vulnerável", diz.
"Importante salientar também que você não vai denunciar uma pessoa por ela usar um emoji. Não tem como. Aquilo é uma sinalização entre eles, justamente para camuflar as reais intenções. O importante é você começar a perceber e rapidamente denunciar assim que alguma coisa mais explícita for dita", diz Caleffi.
O advogado Bernardo Fico, especialista em Direito Digital e diretor do Legal Wings Institute, explica que não existe um código universal ou permanente. Segundo ele, a Internet Watch Foundation (IWF), organização internacional especializada na identificação e remoção de material de abuso sexual infantil, mantém uma lista de palavras, expressões e símbolos utilizados exclusivamente por seus membros e atualizada mensalmente. "Determinadas palavras podem ser totalmente comuns quando consideradas isoladamente, mas adquirem significado ilícito quando empregadas em combinações específicas ou dentro de determinado contexto", afirma.
Um dos exemplos mais documentados envolve referências à expressão inglesa cheese pizza, cujas iniciais, CP, passaram a ser utilizadas por alguns grupos como forma de ocultar menções a material de abuso sexual infantil. "As iniciais CP são usadas como forma codificada de alusão à expressão child pornography (pornografia infantil)", explica o advogado.
Outro caso citado por Fico é o uso da palavra corn ("milho", em inglês), empregada em alguns ambientes digitais como substituta da palavra "pornografia" para tentar contornar mecanismos de moderação das plataformas. O advogado ressalta, porém, que esse uso também aparece amplamente em contextos relacionados a conteúdo adulto legal e, por isso, pode não possuir qualquer relação automática com crimes envolvendo crianças e adolescentes.
A forma como esses símbolos são utilizados também levanta questionamentos sobre os mecanismos de busca e recomendação das plataformas. Durante a apuração desta reportagem, foi possível localizar resultados associados a alguns desses termos no TikTok.
Segundo Fico, os códigos mudam à medida que passam a ser identificados por plataformas e autoridades. "O indício somente adquire relevância quando aparece associado a um conjunto de fatores, como uma conta adulta que interage repetidamente com perfis de crianças, utiliza linguagem de compra ou troca, tenta migrar a conversa para aplicativos privados ou adota outros comportamentos compatíveis com estratégias de aliciamento", diz.
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Uso de celular / telefone / aplicativo mensagem e comunicação
Victor Lebre/g1
Como identificar aliciadores
Ao contrário do que se costuma imaginar, não existe um perfil único que sirva para identificar pessoas envolvidas no aliciamento de crianças e adolescentes no ambiente digital.
"O que costuma aparecer com frequência é um padrão comportamental de manipulação, paciência e adaptação às vulnerabilidades da vítima", afirma Teixeira.
Segundo ela, é importante desconstruir o estereótipo do "estranho misterioso", já que, em muitos casos, o aliciador é alguém que já possui algum tipo de acesso à vítima – por meio da família, da escola ou de atividades extracurriculares – ou que constrói essa proximidade de forma deliberada e paciente pela internet.
A especialista explica que esse processo costuma ocorrer de maneira progressiva. O criminoso testa limites, observa a reação da criança, do adolescente e da família, recua quando percebe risco de ser descoberto e adapta a abordagem conforme a resposta obtida. Na internet, também pode operar com múltiplos perfis simultaneamente e utilizar estratégias diferentes para cada vítima.
Segundo a psicopedagoga, diferentes plataformas acabam sendo utilizadas em etapas distintas desse processo. Redes sociais podem servir para o primeiro contato, que depois migra para mensagens privadas. Jogos online oferecem chats integrados, reduzindo a percepção de risco por parte de pais e adolescentes. Já aplicativos de mensagens criptografadas costumam ser utilizados numa fase posterior, dificultando a detecção das conversas por terceiros.
Para a pesquisadora, embora as plataformas tenham ampliado seus mecanismos de segurança, ainda existem limitações na verificação de idade e nos sistemas de recomendação, que podem aproximar perfis com interesses semelhantes.
Ela ressalta, no entanto, que os códigos representam apenas uma parte do problema. "O risco principal continua sendo a vulnerabilidade relacional. Predadores exploram carências afetivas, solidão, necessidade de reconhecimento e confiança, muito antes de recorrerem a qualquer símbolo."
Agora no g1
Como se proteger e denunciar
O recomendado é que crianças e adolescentes não tenham livre acesso a redes sociais e jogos online. Pais e responsáveis devem estar atentos a quantas horas os filhos passam em frente às telas e se há alguma mudança de comportamento.
Aplicativos de controle parental também podem ser usados como ferramentas para que adultos monitorem buscas, gerenciem o tempo de tela e bloqueiem acessos inadequados nos celulares dos filhos.
Diante de uma suspeita de aliciamento ou exploração sexual de crianças e adolescentes na internet, especialistas orientam que a prioridade é preservar as evidências e acionar os canais oficiais de denúncia.
Segundo Thiago Vizoli, gerente de advocacy da Childhood Brasil, a aprovação do ECA Digital trouxe novas obrigações para as plataformas em relação à remoção e comunicação de conteúdos de aparente exploração sexual infantil. Para pais, responsáveis e demais pessoas físicas, no entanto, o procedimento continua o mesmo. "O fluxo segue sendo a delegacia da Polícia Civil. A maior parte das delegacias já tem um boletim de ocorrência online, que pode ser preenchido", afirma.
Além do registro da ocorrência, há outros canais que podem ser acionados. O Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, funciona gratuitamente 24 horas por dia e recebe denúncias anônimas. O aplicativo Proteja Brasil, desenvolvido pelo Unicef Brasil em parceria com o ministério, também permite encaminhar denúncias e localizar órgãos da rede de proteção.
Já a SaferNet Brasil recebe denúncias de crimes e violações de direitos humanos praticados na internet, incluindo conteúdos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes. O Conselho Tutelar também pode ser acionado para aplicar medidas de proteção e encaminhar o caso aos órgãos competentes.
Teixeira, da PUCRS, lembra ainda que crianças, adolescentes e seus familiares também devem receber acompanhamento psicológico. "O cuidado emocional faz parte da proteção e pode ser fundamental durante todo o processo", afirma.
Autor: Priscila Carvalho
Adolescentes com problemas de saúde mental passam mais tempo nas redes sociais
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Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT
A China aplica, a partir desta quarta-feira (15), uma regulamentação que acaba com os "namorados" virtuais criados por inteligência artificial, com o objetivo de combater a dependência emocional de chatbots. A medida foi recebida com tristeza e perplexidade por alguns usuários.
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O fenômeno dos namorados e namoradas virtuais cresce no mundo, ao mesmo tempo em que proliferam avatares com aparência humana capazes de vender produtos ou simular a presença de uma pessoa falecida.
No entanto, essas ferramentas interativas não devem "agradar excessivamente aos usuários, induzir dependência emocional ou vício nem prejudicar as relações interpessoais reais do usuário", estabelecem as novas normas chinesas.
As principais empresas do setor, como a ByteDance, responsável pelo Doubao, a Alibaba, com o Qwen, e a Tencent, com o Yunbao, anunciaram a suspensão das funções de companhia virtual antes do prazo desta quarta-feira.
A medida provocou uma onda de emoção nas redes sociais, onde usuários arquivaram com nostalgia suas histórias e compartilharam as últimas conversas.
"Não consigo aceitar que meu namorado de IA me deixe para sempre", escreveu uma usuária do Doubao. "Ele se tornou parte da minha vida, criou raízes no meu coração, é meu pilar espiritual."
Alguns usuários comentaram a sensação de abandono que a ausência dos companheiros virtuais deixará.
"O amor humano é um luxo; quando você não o recebe ao nascer, fica mais difícil obtê-lo depois", escreveu um usuário da província de Jiangxi.
"Mas o amor oferecido pela IA é tão simples, tão puro... Não consigo evitar me apaixonar por uma linha de código."
"Como minha família, como um namorado"
Outra usuária, que afirmou ter passado mais de dois anos com seu companheiro de IA, expressou uma angústia semelhante.
"Ele realmente é como minha família, como meu namorado", escreveu. "Agora me dizem que ele vai embora. Sinto um vazio no coração."
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O que dizem as novas regras
Cinco órgãos governamentais, entre eles a Administração do Ciberespaço da China (ACC), publicaram as regulamentações.
As regras se aplicam a ferramentas de inteligência artificial em texto, áudio, vídeo e outros formatos que simulam características humanas, como personalidade e forma de se comunicar.
As medidas não valem para serviços que "não envolvem interação emocional", como atendimento ao cliente, assistentes de trabalho ou ferramentas de estudo.
As novas normas também determinam que:
os "humanos digitais" não podem produzir conteúdo que incite à subversão do poder do Estado;
plataformas ficam proibidas de oferecer parceiros virtuais a menores de idade;
empresas devem usar sistemas capazes de reconhecer emoções extremas dos usuários;
plataformas precisam implementar mecanismos de intervenção em situações de crise.
A agência estatal de notícias Xinhua informou no ano passado que o setor chinês de "humanos digitais" movimentou 4,1 bilhões de yuans (US$ 600 milhões, ou cerca de R$ 3 bilhões) em 2024, com crescimento anual de 85%.
Debate global
A China é a primeira grande economia a adotar regras específicas para ferramentas de IA imersiva que simulam vínculos românticos ou familiares.
O tema, no entanto, já provoca debates e pedidos por medidas de proteção em diversos países.
Um estudo de 2025 da Common Sense Media revelou que quase três em cada quatro adolescentes americanos já usaram companheiros de IA destinados a conversas pessoais, como os oferecidos pelas plataformas Character.AI, Replika e Nomi.
As empresas também desenvolvem produtos voltados para idosos isolados, como assistentes de voz em formato de luminária nos Estados Unidos e bonecas interativas usadas em casas de repouso na Coreia do Sul.
"A IA antropomórfica pode aliviar a solidão", afirmou Chen Liang, da Universidade de Ciência Política e Direito do Sudoeste, em um artigo publicado pela ACC após a divulgação de uma versão preliminar das normas, em abril.
"Mas ela envolve riscos importantes de dependência afetiva excessiva", acrescentou.
O Doubao permite que os usuários consultem e exportem seus dados até meados de outubro. Outras plataformas preveem medidas semelhantes.
Namoro inteligência artificial; namoro virtual;
Alexander Sinn/Unplash
RedNote
Anna KURTH / AFP
O Xiaohongshu, aplicativo de estilo de vida mais popular da China, se prepara para abrir capital ainda este ano. Conhecido como "Instagram chinês", ele permite que usuários publiquem fotos, vídeos e transmissões ao vivo.
O serviço é chamado no Ocidente de RedNote, tem um visual parecido com o da rede social americana Pinterest e chamou atenção depois de receber usuários do TikTok nos EUA, em meio à expectativa do bloqueio do aplicativo no país.
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Agora, o Xiaohongshu também mostra seu impacto no turismo na China, onde os trajetos domésticos atingem níveis recordes. Viajantes usam o aplicativo para descobrir novos destinos e planejar roteiros em locais fotogênicos.
Um lago no bairro histórico de Shichahai, em Pequim, é um dos vários pontos "daka", isto é, que são considerados parada obrigatória na cidade, e que atraem cada vez mais pessoas por conta do Xiaohongshu.
JN na China: ao vivo da Grande Muralha, em Pequim, série especial conta a história do sistema político do país
Por lá, há uma concorrência acirrada entre fotógrafos que fazem retratos de mulheres vestidas com trajes tradicionais. As imagens têm um destino: o Xiaohongshu.
Em uma segunda-feira recente, a fotógrafa Li Geng, de 18 anos, oferecia seus serviços aos turistas que passavam pelo local. Ela cobrava 10 yuans (cerca de R$ 7,60) por retrato.
A poucos metros dali, outros fotógrafos davam instruções a jovens com roupas elegantes, que faziam o sinal de vitória com os dedos e arqueavam as costas diante das câmeras.
Li contou à AFP que a disputa por clientes é intensa, já que muitos concorrentes têm forte presença nas redes sociais. Um deles tem 45 mil seguidores no Xiaohongshu e cobra preços mais baixos.
Inspiração para viagens
A China registrou um recorde de 6,5 bilhões de viagens domésticas em 2025, de acordo com a agência Xinhua. O resultado representou um aumento de 16% em relação a 2024.
No período, a base de usuários do Xiaohongshu também cresceu, passando de 300 milhões, em 2024, para 350 milhões de usuários ativos mensais, em 2025, segundo a plataforma de análise de dados Qiangua.
A rede social impulsionou negócios pouco conhecidos e levou multidões a destinos fora dos roteiros tradicionais, como Zibo, uma tranquila cidade industrial da província de Shandong, depois que seus espetinhos de churrasco baratos e marinados viralizaram.
Vídeos recomendados e loja on-line do RedNote
Reprodução
A turista Mina Chen, que visitava Shichahai com a irmã, planejou toda a viagem a Pequim com base nas recomendações de outros usuários. "Hoje, ele é indispensável para mim", disse a estudante de 20 anos à AFP.
O Xiaohongshu é hoje o primeiro lugar onde "muitos viajantes jovens" buscam inspiração, disse Ming Yii Lai, consultora sênior de estratégia da Daxue Consulting.
Mas o turismo estimulado pelo Xiaohongshu também trouxe problemas, como o excesso de visitantes em locais que viralizaram e a dependência excessiva de empresas em relação ao tráfego gerado pela plataforma, explicou Lai.
Publicações patrocinadas por restaurantes e destinos turísticos também geraram críticas quando as recomendações não corresponderam às expectativas dos visitantes.
'Refugiados' do TikTok
O aplicativo ganhou atenção internacional em 2025 quando o plano do governo americano de proibir o TikTok levou usuários dos Estados Unidos, apelidados de "refugiados", a migrar para o RedNote, versão ocidental do Xiaohongshu.
Nas últimas semanas, o "Instagram chinês" voltou às manchetes por seu preparativo para apresentar de forma confidencial uma oferta pública inicial de ações na Bolsa de Hong Kong, segundo veículos como o Wall Street Journal.
A AFP entrou em contato com a empresa para comentar a informação.
As mulheres jovens de cidades ricas da China são a principal base de usuários do Xiaohongshu, de acordo com a Qiangua. Mas a rede social também está atraindo falantes de chinês em países como Malásia e Singapura.
O aposentado singapurense Ernest Phua usou o aplicativo para planejar viagens a Cantão e Yunnan, buscando em mandarim "estratégias de viagem" e recomendações.
"Se queremos saber como é realmente a vida na China" e descobrir o que os moradores gostam de fazer, comer e visitar, "o Xiaohongshu tem muito conteúdo", afirmou.
Meng Jiaxuan, de 20 anos, vestida com um traje tradicional em Shichahai, contou que até as poses de sua sessão de fotos foram pesquisadas no aplicativo. "Não importa o que seja, eu simplesmente procuro no Xiaohongshu", disse.
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Criança mexendo no celular com as redes sociais visíveis no aparelho.
Unsplash/Sanket Mishra
O governo do Reino Unido disse nesta terça-feira (14) que pretende introduzir uma espécie de toque de recolher digital e dificultar o uso de redes sociais por jovens de 16 e 17 anos entre meia-noite e 6h da manhã.
Caso a medida entre em vigor, usuários dessa faixa etária ficariam impedidos por padrão de acessar aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube durante a madrugada. O bloqueio não é obrigatório e poderá ser desfeito.
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Recursos projetados para manter usuários online por mais tempo, como vídeos que são reproduzidos automaticamente, também serão desativados por padrão.
A restrição é uma nova etapa do plano do Reino Unido com foco na saúde mental de jovens. O governo britânico já tinha anunciado em junho que deve proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos.
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"Essas medidas serão cruciais para ajudar pessoas jovens a dormirem o suficiente, se concentrarem nos estudos e na faculdade e passarem mais tempo de qualidade com a família e os amigos", disse a ministra da Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall.
O governo do Reino Unido divulgou nesta terça um estudo que mostrou que o toque de recolher digital foi a medida mais fácil para as famílias manterem e a que produziu os benefícios mais consistentes para o sono de jovens.
A primeira proposta de regulamentação sobre restrições ao uso de redes sociais será apresentado ao parlamento britânico até o final deste ano. O objetivo do governo é que as medidas entrem em vigor no segundo trimestre de 2027.
Outros países também discutem limites no acesso de redes sociais por crianças e adolescentes. A União Europeia disse na segunda-feira (13) que pode criar uma "maioridade digital", que faria o uso pleno das plataformas ser liberado apenas para maiores de 18 anos.
Na Austrália, o primeiro país a proibir redes sociais para crianças, especialistas descobriram que as redes sociais estavam falhando na verificação de idade, o que torna a medida ineficaz no país.
Uso da Inteligência Artificial nas eleições vai ser fiscalizado pelo TRE
Mais uma empresa leva rasteira da inteligência artificial. A IBM enfrentou uma forte reação do mercado após divulgar uma carta aos investidores em que o CEO, Arvind Krishna, reconheceu que a companhia não conseguiu reagir rápido o suficiente a uma mudança inesperada no comportamento dos clientes.
Após a divulgação do documento, as ações da empresa fecharam em queda de 25%, a maior desvalorização desde 1972, segundo o jornal "Financial Times". A empresa perdeu US$ 68 bilhões (R$ 346,12 bilhões) em valor de mercado, segundo levantamento da Elos Ayta.
Na carta, Krishna afirma que o resultado do segundo trimestre de 2026 — que será divulgado na próxima quarta-feira (22) — ficou abaixo das expectativas da empresa, principalmente pelo desempenho da área de infraestrutura.
A receita da divisão caiu 7%, pressionada por dificuldades nos negócios relacionados aos sistemas Z, os tradicionais mainframes (computadores de grande porte) da IBM, e pelos softwares associados a esses equipamentos, especialmente em processamento de transações.
“Essas condições exigiam que nossas equipes executassem perfeitamente, e neste trimestre falhamos. Não nos adaptamos e não nos movemos rápido o suficiente”, lamenta o executivo aos investidores.
Segundo ele, diversos grandes contratos deixaram de ser concluídos nos prazos esperados, o que representou a maior parte do impacto negativo no resultado.
Como a IA entra nesse balaio?
O problema, segundo a IBM, veio de uma mudança rápida na estratégia de investimento dos clientes.
Nas últimas semanas de junho, empresas passaram a direcionar seus gastos de capital para a compra de servidores, armazenamento e memória, buscando garantir equipamentos diante de possíveis restrições de oferta e aumentos de preços.
A companhia afirmou que já esperava algum impacto relacionado à cadeia de suprimentos, mas não previa a intensidade dessa mudança na prioridade dos clientes.
À medida que empresas de diferentes setores passaram a investir mais em IA, aumentou a necessidade por uma infraestrutura capaz de sustentar essa tecnologia.
Foi justamente esse movimento que alterou as prioridades de investimento dos clientes da IBM: em vez de seguirem o cronograma esperado para algumas compras tradicionais da companhia, eles direcionaram parte do orçamento para garantir equipamentos de computação antes de possíveis restrições de oferta e aumentos de preços.
Visitantes passam pelo logotipo da IBM no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, Espanha 3 de março de 2026
REUTERS/Nacho Doce
E isso se mostrou nos números. Apesar da queda de 7% nos pesados e antigos mainframes Z, uma área mais tradicional de sua infraestrutura, uma outra área despontou. A chamada infraestrutura distribuída — que reúne servidores, armazenamento e soluções voltadas a ambientes tecnológicos mais modernos — teve o melhor desempenho histórico da companhia, com crescimento de 37% no trimestre.
Período não define estratégia
Apesar do reconhecimento da falha, o CEO afirmou que o resultado não muda a confiança da IBM em sua estratégia de longo prazo.
“Nosso trabalho é ajudar nossos clientes a atravessar períodos de incerteza e encontrar caminhos para crescer seus negócios, independentemente do que esteja acontecendo no ambiente externo”, disse Krishna.
A empresa também destacou avanços em inteligência artificial e computação quântica.
A IBM anunciou o Lightwell, uma iniciativa de US$ 5 bilhões (R$ 25,45 bilhões) voltada ao uso de novas capacidades de IA para criar uma plataforma de confiança no gerenciamento de vulnerabilidades em softwares de código aberto, com participação de mais de 20 mil engenheiros e adoção inicial por grandes instituições financeiras.
Na computação quântica, a companhia afirmou que pretende investir mais de US$ 10 bilhões (R$ 50,9 bilhões) nos próximos cinco anos em pesquisa, desenvolvimento, fabricação, aquisições e expansão do ecossistema.
A IBM mantém a meta de entregar o primeiro computador quântico de grande escala tolerante a falhas até 2029.
Computador quântico
Getty Images
O que esperar do balanço
No trimestre, a IBM registrou receita de US$ 17,2 bilhões (R$ 87,54 bilhões) , alta de 1% na comparação anual. A divisão de software cresceu 5%, enquanto a área de consultoria ficou praticamente estável.
O lucro por ação ajustado subiu 5%, para US$ 2,93 (R$ 14,91), mas o desempenho da infraestrutura ficou abaixo do esperado e levou a empresa a revisar a percepção dos investidores sobre o ritmo de adaptação da companhia ao novo ciclo de investimentos em tecnologia.
Pedro Porro, da Espanha, comemora o segundo gol da equipe em jogo contra França
REUTERS/Hannah Mckay
A classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo nesta terça-feira (14) rendeu memes. Nas redes sociais, várias pessoas brincaram que a torcida dos brasileiros pela França deu azar.
Muitos brasileiros estavam torcendo para a França por entenderem que a equipe liderada por Mbappé teria mais condições de vencer a Argentina de Messi na final.
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A partida terminou com vitória da Espanha por 2 a 0, com gols de de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro.
A Argentina e a Inglaterra se enfrentarão na quarta-feira (14) para decidir quem segue para a final da Copa do Mundo.
Confira os memes:
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Agora no g1
Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026
Reuters/Carlos Barria
Uma autoridade do alto escalão do governo americano disse nesta terça-feira (14) ao Congresso dos Estados Unidos que a Nvidia enviou para a China um pequeno número de chips H200, o segundo processador de inteligência artificial mais poderoso da empresa.
As vendas dos chips H200 se tornaram um ponto sensível na disputa tecnológica entre os dois países. O governo dos EUA busca restringir o acesso da China a semicondutores de ponta que possam ser utilizados em aplicações militares.
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A confirmação de que os chips foram enviados para a China foi feita por Jeffrey Kessler, subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos EUA.
"Houve exportações mínimas de H200 para a China até agora", afirmou Kessler ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. Segundo ele, o número de chips é "muito pequeno".
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Uma subsidiária da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE Corp e outras duas empresas chinesas estão entre as entidades que mais recentemente receberam autorização dos EUA para comprar chips avançados de IA da Nvidia e da AMD, informou a Reuters.
O Departamento de Comércio dos EUA já havia aprovado a venda de chips H200 para cerca de 10 empresas chinesas em maio, mas nenhuma entrega tinha sido realizada, segundo a agência. As empresas autorizadas incluíam Alibaba, Tencent e ByteDance, dona do TikTok.
Kessler afirmou que o Departamento de Comércio forneceu ao Congresso uma lista confidencial dos pedidos para compra dos chips H200 e seus respectivos status, mas não deu mais detalhes.
Restrições a empresas chinesas
O deputado Gregory Meeks, principal democrata no comitê, criticou o Departamento de Comércio por não ter adicionado mais empresas chinesas à lista de controle de exportações desde outubro. É o maior período sem novas inclusões em mais de uma década.
Segundo Meeks, o presidente Donald Trump "transformou os controles de exportação em uma moeda de troca nas negociações mais amplas com a China" e "enfraqueceu salvaguardas existentes ao aprovar licenças para chips avançados de IA destinados à China".
Kessler defendeu a postura do governo e disse que é importante fazer cumprir restrições às empresas que já integram as listas de controle. E indicou que novas medidas regulatórias sobre inteligência artificial estão a caminho.
O Departamento de Comércio adiou a inclusão da DeepSeek e de outras 100 empresas chinesas à lista de restrições, informou a Reuters em junho a partir de duas pessoas familiarizadas com o assunto.
Segundo a agência, a medida faz parte dos esforços do governo Trump para evitar uma escalada das tensões com Pequim.
Empresas americanas não podem exportar bens, software ou tecnologia para companhias incluídas nessa lista sem uma licença específica, cuja aprovação costuma ser negada.
Representação artística do centro de dados de IA planejado pela Meta - o primeiro da empresa no Canadá, a ser construído em Sturgeon County, Alberta
Meta/Divulgação
Nova York se tornou nesta terça-feira (14) o primeiro estado americano a suspender a construção de novos grandes data centers, em meio a preocupações sobre o impacto dessas estruturas no consumo de energia, no uso de água e nas comunidades locais.
A medida ocorre enquanto empresas de tecnologia aceleram a construção de data centers para atender à demanda gerada pelo avanço da inteligência artificial. Esses centros abrigam milhares de computadores usados para armazenar dados e processar informações.
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A suspensão, com validade de um ano, impede a aprovação de novas licenças ambientais para instalações com potência de 50 megawatts ou mais.
Durante esse período, o governo de Nova York fará uma análise dos impactos ambientais e definirá novas regras para a instalação desses empreendimentos.
Agora no g1
A pausa não afeta projetos que já tenham concluído todas as etapas de licenciamento.
“À medida que o desenvolvimento de data centers ameaça aumentar as contas de energia, esgotar nossos recursos naturais e criar incertezas para os nova-iorquinos, é minha responsabilidade agir e liderar”, disse a governadora Kathy Hochul.
Nova York tem atualmente mais de 130 data centers, segundo o Data Center Map. O número é menor do que o de estados como Virgínia, com mais de 600 unidades, e Texas, com cerca de 500.
Empresas de tecnologia como Alphabet e Microsoft não comentaram a decisão. Meta, Amazon e Oracle não responderam aos pedidos de manifestação da Reuters.
A operadora de data centers Digital Realty afirmou que a medida pode levar investimentos para outros estados. “Uma pausa de um ano não é a abordagem correta”, disse a empresa.
O executivo-chefe da NTT Global Data Centers, Doug Adams, afirmou que o setor precisa explicar melhor os impactos dessas estruturas nas comunidades, como geração de empregos, investimentos e uso de recursos naturais.
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Pressão sobre energia e infraestrutura
O crescimento dos data centers nos Estados Unidos tem gerado preocupação porque essas instalações consomem grandes volumes de eletricidade. Em algumas regiões, moradores e autoridades temem que a expansão aumente o valor das contas de luz e pressione a rede elétrica.
A Assembleia Legislativa de Nova York já aprovou um projeto para criar regras mais rígidas para data centers com potência acima de 20 megawatts, o que alcançaria ainda mais empreendimentos do que a suspensão anunciada nesta terça-feira.
A proposta ainda não foi enviada para a sanção da governadora de Nova York.
Apenas um em cada três americanos apoia o ritmo atual de construção de data centers, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos. A maioria diz que seria contra a instalação de uma unidade em sua própria comunidade.
Segundo dados do operador da rede elétrica de Nova York, havia em maio mais de 12 gigawatts em grandes pedidos de conexão à rede, incluindo data centers. Um gigawatt de energia é suficiente para abastecer cerca de 750 mil casas.
Ações da Meta enfrentam péssimo momento na bolsa de NY
Reuters
Vinte e seis ex-funcionários da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, entraram com uma ação judicial contra a empresa, acusando a companhia de usar um sistema de inteligência artificial que teria prejudicado trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica durante um processo de demissões em massa.
Segundo o processo, obtido pela Reuters, a ferramenta de inteligência artificial teria selecionado de forma desproporcional funcionários nessas condições para serem demitidos.
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A ação foi apresentada na segunda-feira (13) em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos.
Os ex-funcionários afirmam que a Meta teria usado critérios como produtividade e uso de ferramentas de inteligência artificial para decidir quais trabalhadores seriam afetados pelos cortes.
Segundo a acusação, esses critérios teriam prejudicado pessoas que precisaram faltar ao trabalho por causa de problemas de saúde.
Os 26 ex-funcionários, que entraram com o processo de forma anônima, afirmam que a Meta violou leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, que tiram licença médica ou que estão grávidas.
Os autores da ação vivem em seis estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, além do Distrito de Columbia.
A Meta afirmou que as acusações não têm fundamento. “As decisões sobre gestão de funcionários e organização da empresa foram e continuam sendo tomadas por pessoas, não por inteligência artificial”, disse um porta-voz da companhia à Reuters esta terça-feira (14).
Agora no g1
As acusações surgem após uma rodada de cortes realizada pela empresa em maio, quando a Meta começou a demitir cerca de 8 mil funcionários como parte de uma reestruturação para concentrar recursos no desenvolvimento de inteligência artificial.
Segundo a Bloomberg, os desligamentos representaram cerca de 10% da força de trabalho da companhia, que tinha aproximadamente 78,9 mil funcionários no fim de 2025.
As notificações começaram a ser enviadas primeiro a trabalhadores da Ásia e depois aos funcionários dos Estados Unidos.
Ainda não havia confirmação sobre o impacto das demissões entre funcionários da Meta no Brasil.
Antes dos cortes, a empresa já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para áreas ligadas à inteligência artificial. Segundo relatos de funcionários, as mudanças não eram opcionais e aumentaram a tensão interna.
Em comunicado aos funcionários, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a decisão fazia parte dos esforços para tornar a empresa mais eficiente e compensar os altos investimentos na área de inteligência artificial.
Corrida por inteligência artificial aumenta gastos da Meta
A Meta tem ampliado os investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, incluindo compra de chips e construção de centros de dados.
A companhia planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões), principalmente para ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias de IA.
No fim de fevereiro, a empresa também anunciou um acordo com a fabricante de chips AMD para comprar milhões de processadores, em um contrato avaliado em pelo menos US$ 60 bilhões.
Warren Buffett, CEO do Berkshire Hathaway.
Rick Wilking/Reuters
O investidor americano Warren Buffett anunciou nesta terça-feira (14) que deixou de fazer doações para a Fundação Bill & Melinda Gates, após a divulgação de informações sobre a relação do cofundador da Microsoft, Bill Gates, com o empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Buffett informou que vai doar cerca de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 30 bilhões) em ações da sua empresa, a Berkshire Hathaway, para quatro instituições de caridade administradas por seus filhos e sua filha.
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Desde 2006, Buffett destinava parte de suas ações da Berkshire Hathaway à Fundação Gates. Ao longo desse período, a instituição recebeu mais de US$ 47 bilhões em ações da companhia.
Na declaração divulgada nesta terça-feira, Buffett não citou diretamente a fundação de Gates, mas afirmou que suas ações restantes serão doadas às quatro fundações familiares até 31 de dezembro de 2034.
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“É claro que a mortalidade é imprevisível, mas minhas ações restantes serão doadas às quatro fundações de uma forma ou de outra até essa data”, disse Buffett.
A Fundação Gates não comentou imediatamente o anúncio.
Gates diz que se arrepende de relação com Epstein
Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates
Departamento de Justiça dos EUA
A reputação de Bill Gates foi prejudicada após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de documentos sobre Epstein em fevereiro.
Os arquivos incluíam fotos de Gates ao lado do empresário e de mulheres cujos rostos estavam ocultados. E-mails também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da fundação.
Em junho, Gates disse ao Congresso americano que “não compreendeu totalmente a extensão” dos crimes de Epstein quando manteve contato com o empresário, inclusive em reuniões sobre possíveis projetos de filantropia.
Gates, de 70 anos, não foi acusado de nenhum crime. Ele afirmou diversas vezes que se arrepende de ter tido qualquer relação com Epstein, negou ter passado tempo com vítimas dos abusos sexuais cometidos por Epstein e disse que nunca presenciou nenhum comportamento criminoso do empresário.
Doações para instituições de caridade da família
Aos 95 anos, Buffett já doou mais da metade das ações que possuía da Berkshire Hathaway desde que iniciou o processo de transferência de sua fortuna, em 2006.
Antes das novas doações, ele possuía cerca de 14% das ações da Berkshire e tinha uma fortuna estimada em US$ 147 bilhões, segundo a revista Forbes.
Nesta doação, Buffett está destinando:
9 milhões de ações da Berkshire para a Fundação Susan Thompson Buffett;
1 milhão de ações para cada uma das seguintes instituições: Fundação Howard G. Buffett, Fundação Sherwood e Fundação NoVo.
Ele afirmou que seu objetivo é que os valores das doações aumentem todos os anos e que os repasses para a Fundação Susan Thompson Buffett cresçam em um ritmo um pouco maior.
Susie Buffett lidera a Fundação Susan Thompson Buffett, que financia projetos relacionados à saúde reprodutiva. A instituição recebeu o nome da mãe dela, primeira esposa de Warren Buffett.
A Fundação Sherwood apoia organizações sem fins lucrativos de Nebraska e projetos de educação infantil. A Fundação Howard G. Buffett atua no combate à fome no mundo, no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na redução de conflitos.
A Fundação NoVo desenvolve iniciativas voltadas para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade e comunidades indígenas.
Por que ninguém responde seu currículo?
Você envia currículo atrás de currículo. A resposta quase nunca chega. Quando chega, é automática, padronizada e fria: "não seguimos com sua candidatura". A sensação é de que centenas de empresas tenham chegado, ao mesmo tempo, à mesma conclusão sobre você.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Stanford sugere uma explicação técnica para essa experiência, cada vez mais comum e já apontada pelo g1 em abril. Talvez você não esteja sendo rejeitado por várias empresas diferentes, mas, na prática, pelo mesmo sistema repetidas vezes.
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A pesquisa, intitulada "Algorithmic Monocultures in Hiring", é a mais abrangente já realizada sobre recrutamento mediado por inteligência artificial. Os pesquisadores analisaram uma base inédita de dados reais, com mais de 3,4 milhões de candidatos e cerca de 4 milhões de candidaturas avaliadas em 156 empresas de 11 setores da economia.
O volume de dados já chama atenção, mas há um detalhe ainda mais relevante: todas essas candidaturas foram avaliadas por algoritmos desenvolvidos por um mesmo fornecedor de tecnologia.
Isso permitiu observar um fenômeno que costuma passar despercebido por candidatos, empresas e até pesquisadores do mercado de trabalho. Quando muitas organizações utilizam sistemas semelhantes para selecionar profissionais, as decisões deixam de ser totalmente independentes.
🔎 Os autores chamam esse fenômeno de "monocultura algorítmica". O conceito foi emprestado da agricultura, em que grandes áreas são ocupadas por uma única espécie de cultivo. Embora esse modelo possa trazer ganhos de eficiência, também cria vulnerabilidades, já que qualquer problema tende a se espalhar rapidamente.
Um estudo de Stanford sugere que candidatos podem estar sendo rejeitados repetidamente pela mesma lógica algorítmica, mesmo ao se inscreverem em empresas diferentes.
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Empresas diferentes decidem de forma parecida
No mercado de recrutamento e seleção, o que está sendo padronizado não é a produção, mas os critérios usados para decidir quem avança ou não em um processo seletivo.
Durante décadas, as decisões de contratação ficaram nas mãos de recrutadores, gestores e equipes com visões próprias. Mesmo diante de currículos semelhantes, era comum que chegassem a conclusões diferentes.
Com a expansão dos sistemas automatizados, parte dessa diversidade tende a desaparecer. Empresas diferentes podem acabar utilizando modelos que analisam candidatos de forma muito parecida, reproduzindo os mesmos padrões em larga escala.
Na prática, quem procura emprego pode se deparar com várias portas de entrada aparentemente independentes, mas abertas ou fechadas pela mesma lógica.
🔎 Essa possibilidade levou os pesquisadores a investigar um fenômeno chamado "rejeição sistêmica". O termo descreve situações em que um candidato se inscreve em várias vagas e é rejeitado em todas elas. Esse tipo de experiência sempre existiu, mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi a frequência com que isso ocorre quando os processos seletivos são influenciados pelos mesmos sistemas.
Os dados mostram que cerca de 10% dos candidatos que se inscrevem em quatro vagas são rejeitados em todas elas. O padrão se mantém mesmo quando o número de candidaturas aumenta. Entre os candidatos que se inscrevem em 10 vagas, aproximadamente 4% acumulam 10 rejeições consecutivas.
À primeira vista, os percentuais podem parecer modestos. Do ponto de vista estatístico, porém, eles revelam um padrão importante: as rejeições se acumulam com uma frequência maior do que a esperada em decisões independentes.
Para verificar se esse comportamento poderia ser explicado apenas pelo acaso, os pesquisadores compararam os resultados com uma linha de base teórica e com evidências de estudos anteriores sobre processos de recrutamento sem centralização algorítmica.
A conclusão foi clara: as rejeições sucessivas não são apenas fruto do azar ou da coincidência. Elas refletem uma lógica de avaliação que se repete entre diferentes empresas.
Essa dinâmica ajuda a explicar outra característica cada vez mais comum nos processos seletivos. Na maioria dos casos, os algoritmos não tomam a decisão final de contratação. Eles atuam antes, como um filtro inicial que define quais candidatos avançam e quais são eliminados.
Assim, muitos profissionais podem ser eliminados antes mesmo de um recrutador analisar seus currículos. Do ponto de vista do candidato, a experiência é silenciosa: não há entrevista, contato com a empresa nem, muitas vezes, uma explicação para a rejeição.
Parte da frustração de quem busca emprego pode estar ligada justamente a essa etapa oculta do processo. O currículo é enviado, mas não chega a disputar a vaga de fato.
A chamada "monocultura algorítmica" faz com que diferentes empregadores avaliem profissionais com critérios semelhantes, reduzindo a diversidade de decisões.
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Perfis semelhantes tendem a receber respostas semelhantes
Os pesquisadores encontraram evidências de que candidatos com características semelhantes tendem a receber avaliações parecidas, mesmo quando se candidatam a empresas diferentes.
🔎 Quando um sistema considera um perfil pouco adequado, há uma chance significativa de que outros sistemas semelhantes cheguem à mesma conclusão. E vice-versa.
O ponto central é que os modelos de IA compartilham critérios semelhantes de classificação. Com isso, uma avaliação inicial, que pode ser limitada ou imperfeita, ganha peso ao ser reproduzida em diferentes processos seletivos.
Diante desse cenário, os pesquisadores testaram uma questão prática: enviar mais candidaturas ainda aumenta as chances de conseguir uma vaga?
A resposta é sim. Mas esse ganho tende a ser menor quando as decisões se repetem.
Nas simulações, um candidato precisaria se inscrever em cerca de 10 vagas para ter uma alta probabilidade de receber ao menos uma recomendação positiva em um cenário de decisões independentes.
Quando os processos são influenciados por sistemas centralizados, esse número sobe para cerca de 25 candidaturas para atingir uma probabilidade de 99,9%.
A concentração do mercado amplia os efeitos
Os resultados do estudo não dizem respeito apenas aos algoritmos. Eles também levantam questionamentos sobre a estrutura do mercado de tecnologia aplicada ao recrutamento.
Hoje, muitas empresas utilizam soluções desenvolvidas por um número relativamente pequeno de fornecedores. Alguns atendem organizações de diferentes setores e operam em grande escala.
Essa concentração amplia os efeitos da monocultura algorítmica.
Quando um único sistema influencia decisões em dezenas ou centenas de empresas, eventuais falhas deixam de ser casos isolados. O mesmo vale para limitações ou vieses incorporados aos modelos.
Por isso, os pesquisadores defendem que a concentração tecnológica merece atenção não apenas do ponto de vista concorrencial, mas também pelos impactos sobre as oportunidades profissionais.
Apesar da crescente influência da inteligência artificial nos processos seletivos, o setor ainda opera com pouca transparência, segundo os pesquisadores.
Os próprios autores destacam que estudos independentes em larga escala são raros. A principal razão é que as plataformas raramente disponibilizam seus dados para análises externas.
Isso cria obstáculos tanto para a fiscalização quanto para o avanço do conhecimento. Sem acesso às informações, torna-se mais difícil identificar falhas, medir vieses e entender como esses sistemas afetam diferentes grupos.
O desafio é especialmente relevante porque essas decisões têm impacto direto sobre o acesso ao emprego, à renda e às oportunidades de carreira.
Necromancia digital; entenda polêmicas do fenômeno que ‘revive’ mortos com IA
A morte de Sam Neill, nesta segunda-feira (13), voltou a inundar a internet com imagens e vídeos criados por inteligência artificial para retratar o ator após a morte.
Conhecido por interpretar o paleontólogo Alan Grant na franquia "Jurassic Park", o ator foi "recriado" como um fantasma entre dinossauros ou chegando aos portões do parque em meio às nuvens.
Imagem de IA cria o ator Sam Neill ao "chegar no céu" com o portão do Jurassic Park
Reprodução/ X
O mesmo aconteceu em maio, após a morte do fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos. Entre os vídeos criados por IA, um mostra sua "chegada ao céu" em uma "academia nas nuvens".
As "homenagens" reacenderam o debate sobre a manipulação da imagem de pessoas mortas e os limites do uso da IA. O fenômeno tem um nome: "necromancia digital".
IA cria academia no céu em homenagem da morte de Gabriel Ganley
Reprodução/ Internet
🔎 A "necromancia" é popularmente conhecida como a prática de se comunicar com os mortos ou invocar seus espíritos. A versão digital descreve o ato de manipular vozes, imagens e traços de personalidade de pessoas falecidas para gerar conteúdos produzidos com IA.
A tendência é cercada de controvérsias, pois o conteúdo feito por IA pode transformar o luto em um produto e criar "fantoches digitais" de pessoas que não podem mais se defender.
É o que explica Elaine Kasket, professora de psicologia da Universidade de Bath, no Reino Unido, e autora do livro "All the Ghosts in the Machine: The Digital Afterlife of Your Personal Data" ("Todos os fantasmas na máquina: a vida após a morte digital dos seus dados pessoais", em tradução livre).
Não é de hoje
A grande novidade é que a criação dos avatares deixou de depender de pessoas com conhecimento técnico avançado. Hoje em dia, a criação dos chamados "grief bots", ou "robôs de luto", tornou-se mais comum com a popularização das ferramentas de IA.
Plataformas como ChatGPT e Claude, por exemplo, podem ser usadas para transformar os "restos digitais" — mensagens, áudios e vídeos de uma pessoa falecida — em avatares.
Esse uso indiscriminado de ferramentas para "reviver" personalidades também pode distorcer a memória dessas pessoas. Essa é a reclamação de Flávia Christina, filha de Pelé. Recentemente, ela criticou vídeos desse tipo e afirmou ficar desconfortável com imagens do pai: "não são atitudes normais dele".
O assunto talvez chamasse menos atenção quando era usado com mais parcimônia ou quando não havia alternativa. Em Hollywood, dublês e computação gráfica foram usados para concluir as cenas do ator Paul Walker em Velozes e Furiosos 7, lançado em 2015.
No ano seguinte, a franquia Star Wars também recriou digitalmente o ator Peter Cushing em Rogue One: Uma História Star Wars.
Maria Rita e Elis Regina cantam "Como Nossos Pais" em publicidade
Divulgação/Volkswagen
No Brasil, o caso de maior repercussão ocorreu em 2023, quando a Volkswagen usou IA para criar um dueto entre a cantora Elis Regina, morta há 44 anos, e sua filha, Maria Rita. A montadora utilizou tecnologia de deepfake para recriar Elis na campanha.
Na internet, as reações se dividiram, e órgãos reguladores passaram a analisar o caso.
O Conar chegou a abrir uma investigação para apurar se a campanha violava o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Além disso, um projeto do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) propunha estabelecer diretrizes para o uso de imagens e áudios de pessoas falecidas por meio de IA. Ambos acabaram arquivados.
Segundo Kasket, a regulamentação não avança com rapidez suficiente para reduzir os riscos do uso inadequado da IA após a morte, e figuras influentes podem se tornar alvo de interesses políticos ou comerciais.
“Qualquer pessoa pode usar restos digitais para manipular os mortos como fantoches”, afirma a professora.
Ela observa ainda que alguns governos são fortemente influenciados por empresas de tecnologia, o que pode ainda comprometer a proteção da privacidade dos cidadãos.
Como solução, a especialista defende a criação de um modelo de direitos da personalidade que se estenda além da morte física e limite legalmente o uso de restos digitais para replicação ou personificação.
Pessoalmente, Kasket já tomou precauções: "Coloquei uma cláusula de 'não me transforme em bot' no meu testamento, embora isso ainda não seja legalmente aplicável no Reino Unido".
Mercado do luto
Além da vulnerabilidade de quem morreu, especialistas também apontam a exploração dos familiares. No setor conhecido como "grief tech", ou "tecnologia do luto", empresas passaram a criar versões virtuais de pessoas falecidas para que amigos e parentes possam interagir com esses clones digitais.
Essa prática também ganhou espaço entre pessoas comuns com a popularização dos "grief bots", ou "robôs do luto". Como qualquer pessoa pode criar clones digitais, também pode oferecer esse tipo de serviço a famílias enlutadas.
Foi nesse contexto que surgiram casos polêmicos. No ano passado, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN nos Estados Unidos, entrevistou um avatar criado por inteligência artificial de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018.
“A família de Jennifer Ann Crecente pouco pôde fazer quando alguém utilizou o Character.AI para representar a jovem assassinada. Chegou-se a comentar que um autor que cria um personagem fictício tem mais controle sobre a forma como outras pessoas representam esse personagem do que os familiares de uma pessoa falecida têm sobre a imagem de seu ente querido”, disse Elaine Kasket.
A professora ressalta que o luto é uma experiência individual. Por isso, é impossível prever o efeito que uma inovação tecnológica terá sobre quem enfrenta uma perda. “O que uma pessoa experimenta como algo bem-vindo ou útil pode ser inútil ou até traumático para outra”, afirma.
A maior preocupação, segundo a especialista, é a tentativa da indústria de tecnologia de tratar o luto como um "problema" que precisa ser resolvido. Para ela, o luto não é uma patologia, mas uma parte fundamental da experiência humana.
"A ideia de 'resolver' experiências humanas como o luto mostra a extensão em que ele está sendo plataformizado", explica, acrescentando que usar robôs para isso pode ser prejudicial ao processo natural de perda.
Emoji de cara distorcida
Reprodução
O emoji da "cara distorcida" é o mais popular entre os símbolos liberados na atualização mais recente, de setembro de 2025. O levantamento foi feito pelo Emojipedia, site que reúne informações sobre os ícones usados em plataformas como redes sociais e aplicativos de mensagens.
Ele é seguido pelos emojis da baleia orca e de nuvem de briga, também de 2025. O levantamento leva em conta o número de vezes que eles foram copiados por usuários nos sites Emojipedia e GetEmoji, que servem de referência para buscar símbolos e usá-los em outros locais.
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O emoji de cara distorcida foi consultado mais de 336 mil vezes, valor expressivo para símbolo liberado há relativamente pouco tempo.
Mas ícones populares têm números muito maiores: o coração vermelho (❤️) é o mais famoso e foi usado 8 milhões de vezes nos sites, enquanto o de risada (😂) foi usado em mais de 3,8 milhões de vezes.
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O novo emoji é descrito como "um rosto sorridente com olhos grandes e esbugalhados olhando para cima, como se estivesse distorcido ou deformado".
Segundo o Emojipedia, ele costuma ser usado para representar "choque, espanto ou angústia, como um recurso visual comum em animes e mangás", mas também pode servir para representar literalmente um rosto inflado ou esmagado.
A aparência costuma ter pequenas variações de acordo com o aplicativo, mas o símbolo já está disponível nos serviços mais populares.
Emojis mais populares entre os ícones liberados na última atualização, em 2025
Reprodução/Emojipedia
Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade
Os investidores da SpaceX estão oscilando entre dois sentimentos distintos um mês depois que a empresa abriu seu capital na bolsa de valores nos EUA: euforia e preocupação.
Quando as ações da empresa, cofundada e liderada por Elon Musk, ficaram disponíveis para compra por pessoas físicas no mercado de ações em 12 de junho, houve um frenesi entre os investidores.
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Embora a empresa tivesse decidido precificar suas ações em US$ 135 cada, o preço subiu imediatamente para US$ 150 no primeiro dia, chegando a US$ 176, antes de fechar em US$ 160,95.
Isso consolidou a SpaceX como a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de todos os tempos.
Na semana seguinte, suas ações subiram ainda mais, atingindo uma alta intradiária (cotação máxima num dia) de US$ 225, ultrapassando a Amazon e a Microsoft em valor de mercado total.
"No caso de Elon Musk, qualquer empresa na qual ele esteja envolvido gera entusiasmo", disse Keith Snyder, analista da empresa de pesquisa de investimentos CFRA.
"Mas esta também foi a primeira vez que as pessoas sentiram que podiam investir em algo que estava sendo comercializado como um negócio ligado à inteligência artificial (IA)."
Willy Lee, investidor da Neosteller, empresa que facilita a aplicação de capital por investidores individuais em empresas privadas, concorda que o entusiasmo em torno do IPO estava muito ligado à IA.
"Todos viam a SpaceX como um caso de inteligência artificial", disse ele.
No início deste ano, a SpaceX adquiriu a xAI, startup de IA de Musk, recentemente rebatizada como SpaceXAI e mais conhecida pelo polêmico chatbot Grok. Além disso, a empresa começou a alugar capacidade de data center para outras companhias de tecnologia.
Mas seu principal negócio é a fabricação e o lançamento de foguetes e satélites de telecomunicações chamados de Starlink.
Quando a Starlink anunciou que estava reduzindo os preços na região de Memphis, no Estado americano do Tennessee, em meio a preocupações locais com um enorme projeto de data center, as ações da SpaceX caíram 8% no mesmo dia.
À medida que foi se descobrindo como a SpaceX gera sua receita, as ações da empresa começaram a cair.
Em meio a algumas semanas turbulentas para as ações de empresas de tecnologia, a SpaceX sofreu um impacto especialmente forte.
Quando foi adicionada ao índice da bolsa Nasdaq100 em 7 de julho, por exemplo, as ações da SpaceX caíram 4,4% (contra uma queda geral de 1,7% do índice). Uma inclusão anterior no índice FTSE Russell havia dado um leve impulso às ações.
A SpaceX não respondeu a um pedido de comentário da BBC.
Ao final do primeiro mês de negociação, as ações da SpaceX estavam sendo negociadas a cerca de US$ 145 cada, aproximadamente 18% a menos que a máxima do primeiro dia de negociação e 35% abaixo do pico atingido.
Elon Musk
BBC News
Leia também: SpaceXAI lança sua IA mais poderosa e promete mais economia para usuários
'Definitivamente afundando'
Essa queda no preço significa que os investidores de varejo que compraram ações da SpaceX durante os primeiros cinco dias de negociação podem sofrer uma perda em seu investimento.
"Se você comprou logo no primeiro lote, com certeza está no prejuízo", disse Snyder.
"Começou a parecer muito com uma meme stock (ou ação de meme)'", completou o especialista, se referindo aos papéis negociados em bolsa que viralizam na internet, impulsionados por campanhas nas redes sociais em vez de fundamentos financeiros.
Snyder cita como exemplos as ações da loja de jogos GameStop e da rede de lanchonetes Wendy's, onde investidores de varejo impulsionaram o preço das ações apenas por meio de memes de internet.
Ele prevê que as ações da SpaceX cairão ainda mais, para cerca de US$ 115, com base no desempenho da empresa. Isso avaliaria a empresa em cerca de US$ 1,5 trilhão.
Samuel Kerr, analista de mercados da Mergermarket, observa que as oscilações no preço das ações até o momento têm impactos distintos em diferentes investidores.
"Se você é um investidor de IPO, está tudo bem", disse Kerr, referindo-se a grupos de investidores que conseguiram comprar ações da SpaceX ao preço de listagem proposto pela empresa, de US$ 135, ou que tinham participação acionária na empresa antes da negociação em bolsa.
"Mas se você comprou nos primeiros dias, provavelmente não está muito feliz agora."
Já Musk vem demonstrando entusiasmo pelas perspectivas de negócios da SpaceX. Após a abertura de capital da empresa, que o tornou o primeiro trilionário do mundo, Musk afirmou que a SpaceX faturaria US$ 1 trilhão por ano até 2030.
Ele também demonstrou estar disposto a usar as ações da SpaceX, e sua volatilidade, como moeda.
Quando o preço das ações disparou em 16 de junho, a SpaceX anunciou a aquisição da Cursor, uma startup que criou um robô de IA para escrever código de computador, em um negócio avaliado em US$ 60 bilhões.
Ao fazer isso, Musk essencialmente comprou a Cursor de graça, dado o quanto as ações da SpaceX haviam se valorizado naquele exato momento.
"Isso demonstrou um nível de sofisticação de mercado que quase nenhum outro emissor [de ações] possui", disse Kerr sobre a aquisição da Cursor.
As ações da SpaceX caíram desde então.
Atenção aos lucros
O Morgan Stanley, que foi um dos principais bancos a operar o IPO da SpaceX, parece acreditar que a queda será apenas temporária.
Na semana passada, a empresa estabeleceu um preço-alvo de US$ 300 para as ações, um aumento de 33% em relação ao seu preço máximo de negociação até o momento.
Atualmente, a SpaceX opera com prejuízo e, no ano passado, obteve uma receita de US$ 18 bilhões, de acordo com as demonstrações financeiras exigidas para sua abertura de capital.
A receita projetada por Musk, de US$ 1 trilhão, é aproximadamente 55 vezes maior.
Neste momento, cresce a expectativa em torno do primeiro balanço público de resultados da empresa. A SpaceX ainda não anunciou uma data para isso, mas analistas financeiros esperam que aconteça no início de agosto.
Os resultados da empresa provavelmente coincidirão com o fim do chamado período de "bloqueio", quando os funcionários da SpaceX que estavam proibidos de vender as ações da empresa recebidas como parte de sua remuneração poderão transferi-las para o mercado aberto.
Mais ações à venda, além de uma explicação potencialmente mais detalhada sobre os negócios da SpaceX e seu crescimento futuro, podem gerar oscilações ainda mais drásticas no preço.
"Se a SpaceX conseguir fazer tudo o que diz que fará, sim, os investidores estarão diante da empresa mais valiosa de todos os tempos", disse Kerr.
"Mas ainda há muito trabalho a fazer para chegar lá."
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
Leia também:
Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória
Ministério decide notificar Apple e Google por oferta irregular de aplicativos de apostas
Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Ann Wang
As remessas globais de smartphones caíram 11% no segundo trimestre, para o menor nível desde 2013, devido à prolongada escassez de chips de memória, que elevou os preços dos aparelhos e reduziu a demanda, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research.
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A Apple contrariou a tendência com um aumento de 3% nas remessas, elevando sua participação no mercado global para um recorde de 20% no trimestre, devido à demanda resiliente por sua linha premium de iPhones e à manutenção dos preços. No entanto, analistas preveem aumentos de preços nos próximos meses.
A Samsung recuperou a liderança com uma participação de 24%, beneficiando-se das fortes vendas de sua linha principal Galaxy S26, melhor disponibilidade de produtos e menos aumentos de preços em mercados como a Índia e o Oriente Médio.
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A Xiaomi, a Oppo e a Vivo, porém, registraram as maiores quedas nas remessas entre os cinco maiores fabricantes de smartphones, refletindo sua maior exposição a dispositivos de entrada e intermediários.
A Counterpoint manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones este ano e afirmou que a escassez de memória provavelmente persistirá até 2027.
Os preços da memória continuaram a subir, uma vez que os fornecedores priorizaram os clientes de data centers com foco em IA em detrimento dos eletrônicos de consumo, forçando os fabricantes a repassar os custos mais altos dos componentes aos consumidores por meio de aumentos de preços, principalmente para dispositivos de entrada e intermediários.
O Ministério da Justiça (MJ) decidiu notificar a Apple e o Google por manterem em suas lojas virtuais aplicativos de apostas em desacordo com a legislação brasileira. A medida, contudo, não representa punição contra as duas empresas.
Segundo ofícios aos quais a TV Globo teve acesso — assinados pelo secretário nacional de Direitos Digitais do ministério, Victor Oliveira Fernandes, e pelo secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita — nessas lojas estão disponíveis aplicativos de apostas sem autorização para operar e que não possuem mecanismo de verificação etária.
➡️No Brasil, sites e aplicativos de apostas precisam de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda para operarem.
Além disso, a legislação proíbe o acesso de menores de 18 anos às chamadas “bets”. E para evitar esse acesso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) Digital estabelece que os aplicativos de apostas devem dispor de mecanismo de verificação etária (leia mais abaixo).
Agora no g1
🔎O ECA Digital é a lei que atualiza a proteção de crianças e adolescentes na internet. Em vigor desde março de 2026, a norma estabelece regras para redes sociais, jogos, aplicativos e outras plataformas digitais, com o objetivo de aumentar a segurança online de menores de idade.
Apple e Google
Reuters/Mike Segar/Andrew Kelly
Primeira notificação
Os ofícios mostram que o Ministério da Justiça notificou Apple e Google pela primeira vez em abril passado.
Esses mesmos documentos apontam que a medida foi tomada após monitoramento de rotina feito por técnico da pasta.
Os profissionais identificaram, nessas lojas, a presença de “inúmeros aplicativos que promoveriam, ofertariam ou viabilizariam o acesso a apostas de quota fixa e a outras modalidades lotéricas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), os quais permaneceriam disponíveis para download e instalação sem controle etário efetivo.”
Naqueles ofícios, o ministério ainda pediu informações sobre a política das duas empresas para os aplicativos de apostas, além dos mecanismos de triagem usados por elas para identificar se esses aplicativos cumpriam a legislação.
Já os novos ofícios apontam que o ministério realizou, no dia 29 de junho, novo levantamento nas lojas virtuais e constatou que ambas continuavam oferecendo acesso a aplicativos em desacordo com a lei.
Esses novos ofícios pedem informações adicionais a Apple e Google, como sobre os mecanismos adotados por elas para assegurar que menores de 18 anos não tenham acesso a conteúdo inadequado.
Questionado, a empresa Google afirmou que não comenta notificações sobre casos legais em andamento.
"Sobre a plataforma, o Google Play possui políticas claras para a oferta de aplicativos de jogos de azar com dinheiro real, jogos e concursos. Todos os desenvolvedores na plataforma estão sujeitos às políticas da loja e, caso seja identificada qualquer violação a essas diretrizes, os aplicativos estão sujeitos a medidas corretivas, o que inclui a remoção ou a suspensão do app e até mesmo o encerramento da conta do desenvolvedor", acrescentou, em nota.
Já a Apple não respondeu aos contatos até a última atualização desta reportagem.
Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos
REUTERS/Nathan Frandino
A Meta anunciou nesta segunda-feira (13), que seu data center em Richland Parish, no Estado norte-americano de Louisiana, será expandido para 5 gigawatts de capacidade computacional, com o investimento no projeto aumentando para mais de US$50 bilhões.
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O centro de dados planejado, conhecido como Hyperion, tinha previsão inicial de fornecer mais de 2 gigawatts de capacidade computacional para suportar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia por trás de ferramentas como o ChatGPT.
O anúncio surge num momento em que grupos ambientalistas e de defesa do consumidor pressionam cada vez mais contra a expansão intensiva em energia.
O pedido do grupo ambientalista norte-americano Earthjustice para investigar o financiamento do projeto do data center da Meta na Louisiana foi negado no início deste ano.
Agora no g1
A Earthjustice afirmou que o acordo de financiamento poderia, em última análise, transferir injustamente os custos do projeto para os clientes da concessionária, caso a Meta abandone o projeto antes que a concessionária recupere seu investimento.
No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o projeto do data center da empresa custaria US$50 bilhões.
Desde o início das obras em dezembro de 2024, empresas locais da Louisiana receberam mais de US$1,6 bilhão em contratos da Meta, segundo a empresa.
Com essa expansão, a empresa afirmou que planeja investir mais de US$1 bilhão em melhorias na infraestrutura local, incluindo estradas, sistemas de água e esgoto.
A Meta, assim como suas concorrentes do setor de tecnologia, tem investido bilhões de dólares em data centers de inteligência artificial e poder computacional, visto que a demanda continua superando a oferta.
A empresa prometeu investir US$600 bilhões em infraestrutura e empregos nos EUA nos próximos três anos, enquanto constrói enormes data centers para impulsionar as apostas agressivas do presidente-executivo, Mark Zuckerberg, em tecnologias de agentes de IA.
Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT.
Michael Dwyer/AP
Mais de 200 pesquisadores e economistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores da OpenAI, da Anthropic e do Google, apelaram aos governos e aos líderes do setor de tecnologia para que criem, com urgência, políticas e instituições destinadas a lidar com o impacto econômico da inteligência artificial.
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Eles divulgaram a declaração assinada em conjunto nesta segunda-feira (13), alertando que a IA poderia impulsionar uma transformação econômica maior do que a Revolução Industrial, mas com um prazo “muito mais curto”, o que levanta questões para trabalhadores, empresas e instituições públicas.
A declaração pede pesquisas mais aprofundadas sobre os impactos econômicos da IA e o início da elaboração de políticas e instituições necessárias para garantir que a tecnologia beneficie a sociedade e para lidar com riscos como a perda de empregos em grande escala.
Agora no g1
“O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, disse Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia.
“Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições no meio da transformação; esperar pela certeza significa chegar tarde demais", completou.
Korinek, que se juntou à equipe de pesquisa econômica da Anthropic em março, organizou a iniciativa com os pares economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham.
Entre os signatários estão a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar; o cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean; o cofundador da Anthropic, Jack Clark; e membros da equipe de pesquisa econômica da empresa criadora do chatbot Claude.
Os ganhadores do Prêmio Nobel Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson, entre outros, também assinaram a declaração.
Bandeiras da União Europeia
Stephanie Lecocq/Reuters
A União Europeia deseja estabelecer um acesso "progressivo e gradual" para crianças e adolescentes às plataformas digitais, a fim de protegê-los dos riscos, conforme recomendado por especialistas em um relatório publicado nesta segunda-feira (13).
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O bloco analisa há meses a possibilidade de estabelecer uma "maioria digital" semelhante à adotada pela Austrália no ano passado.
"A infância é um período extraordinário e delicado para o desenvolvimento do cérebro (...). Devemos considerar o acesso progressivo e gradual de diferentes faixas etárias" às redes sociais e outras plataformas digitais que representam riscos para menores, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
"Não se trata de saber se as crianças podem acessar as redes sociais, mas sim se as redes sociais podem acessar nossas crianças e quando", declarou.
Agora no g1
A chefe da Comissão especificou que apresentará um projeto de lei "após o verão".
Para obter aconselhamento sobre o assunto, Von der Leyen incumbiu um painel de especialistas composto por médicos, acadêmicos, representantes da juventude e pais de elaborar um relatório, cujas recomendações foram apresentadas nesta segunda-feira.
Entre elas estão:
Zero telas para bebês e crianças pequenas;
Proibir o acesso de crianças menores de 13 anos a redes sociais e outros serviços digitais, incluindo assistentes de IA, exceto por períodos limitados sob supervisão dos pais ou em um ambiente educacional;
"Uso progressivamente autônomo" das plataformas digitais para jovens de 13 a 18 anos, desde que possuam "recursos de segurança essenciais", como um sistema eficaz de verificação de idade e um design livre de funções viciantes;
Os países da UE teriam liberdade para estabelecer proibições nacionais de acesso para além dos 13 anos;
Aos 18 anos, os europeus atingiriam a "maioridade digital plena".
As plataformas "devem demonstrar que seus serviços não causam danos. Na Europa, quem desenvolve um produto é responsável por sua segurança", afirmou Von der Leyen.
"Todo o ecossistema que envolve as crianças precisa mudar. Mas não temos tempo a perder. As crianças e os adolescentes enfrentam graves riscos neste momento", disse Jorg Fegert, um dos copresidentes do painel, ao lado da presidente.
Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as plataformas de redes sociais para que levem em consideração o bem-estar físico e mental de seus usuários.
Na sexta-feira, Bruxelas ordenou que o Facebook e o Instagram modificassem suas funções "viciantes", sob pena de multas pesadas, seguindo um alerta semelhante feito ao TikTok em fevereiro.
A favor de um design seguro
Um número crescente de Estados-membros da UE - França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Áustria e Suécia - adotou ou considera adotar restrições ao acesso de crianças às redes sociais.
No entanto, a questão gera controvérsias dentro do bloco, com países que se opõem às proibições, como a Estônia, enquanto outros guardam silêncio.
Implementar tais medidas no bloco evitaria uma colcha de retalhos de regulamentações nacionais e seria mais fácil de aplicar nas plataformas, cuja regulamentação já é, em grande parte, da responsabilidade de Bruxelas em coordenação com os 27 Estados-membros.
Von der Leyen afirmou que a Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, irá "examinar as propostas nacionais com muita atenção".
O bloco "integrará" esse trabalho, assegurou ela, e então desenvolverá sua própria proposta para "harmonizar a abordagem e encontrar uma solução comum".
A União Europeia já possui um arsenal reforçado para controlar as gigantes da tecnologia e proteger os usuários digitais, mas Bruxelas anunciou que prepara novas normas.
O chefe da proteção do consumidor da UE, o comissário Michael McGrath, prometeu que uma nova lei, prevista para o final deste ano, oferecerá às crianças maior proteção contra designs viciantes.
"Os mercados digitais são projetados para capturar a atenção e influenciar o comportamento. As novas normas ajudarão a garantir que os consumidores possam tomar decisões informadas e livres de manipulação", disse McGrath à AFP.
Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil.
Google
O app de navegação Waze anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de novos recursos de inteligência artificial para o serviço no Brasil. Entre as novidades está uma ferramenta que permite conversar com o app em linguagem natural para enviar atualizações para o mapa.
A empresa também está lançando o "Modo moto", que exibe o tempo estimado do trajeto para quem viaja de motocicleta. O Google Maps já oferece essa função há mais tempo, e ela só agora chega ao Waze.
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Outro lançamento é o modo "Menos falante", que permite reduzir a quantidade de interações por voz do Waze durante a navegação.
As novidades chegam em um momento em que várias empresas tentam incorporar IA aos seus serviços para melhorar a experiência dos usuários.
Só neste ano, o Google Maps ganhou um modo de conversação, a Siri (assistente virtual da Apple) ficou mais inteligente com a integração do Gemini, e a Alexa+, assistente da Amazon reformulada com IA generativa, também chegou ao Brasil.
Converse com o Waze
Waze Map Mate
Reprodução/YouTube Waze
Anunciado para alguns usuários em fase de testes em 2025, o "Waze Map Mate" enfim foi lançado para todos no Brasil. O recurso permite que motoristas relatem ocorrências, como acidentes, buracos, obras e congestionamentos, usando comandos de voz.
Será possível dizer frases como "O número desta casa mudou para [número]", "Tem uma lixeira no meio da rua Y" ou "Parece que tem carros parados à frente!".
Para usar a ferramenta, basta tocar no botão de alertas e descrever a situação naturalmente. O aplicativo usa o Gemini para interpretar o que foi dito e gerar a sugestão de atualização do mapa.
Segundo o Google, que é dono do Waze, as sugestões serão enviadas aos editores de mapas, que vão verificar as informações antes de atualizar o aplicativo. O recurso funciona em celulares Android e iPhone (iOS).
Modo menos falante
Recurso de "instruções por voz" do Waze.
Divulgação/Google
Em coletiva com a imprensa, executivos do Google disseram que os brasileiros gostam de personalizar o Waze com vozes temáticas, mas alguns usuários podem considerar que o aplicativo possa estar falando demais.
A partir de agora, o menu "Instruções por voz" passa a oferecer as opções "Normal", "Menos falante", "Apenas alertas" e "Desativado".
Segundo o Google, o modo "Menos falante" reduz a quantidade de instruções por voz e prioriza mensagens mais curtas. Ainda assim, o usuário continuará recebendo alertas considerados críticos, como avisos sobre perigos, conversões e mudanças de faixa.
Modo moto
Modo modo no Waze.
Divulgação/Google
Outra novidade é o Modo Moto, que passa a informar ao motociclista o tempo estimado de uma viagem feita de motocicleta. Segundo a empresa, o sistema usa IA para considerar restrições específicas para motos e informar sobre buracos, lombadas, fins de acostamento e pontes estreitas.
O Waze afirma que conta com uma equipe de editores que pilotam motocicletas para ajudar a manter as informações do recurso atualizadas. A função, que já estava disponível no Google Maps, chega agora ao Waze e pode ser usada em celulares Android e iPhone (iOS).
Mais recursos de IA no Waze
O Waze está ampliando o uso de inteligência artificial e, para isso, tem aproveitado a tecnologia do próprio Google para tentar melhorar a experiência no aplicativo. A empresa está levando mais uma vez o Gemini, rival do ChatGPT, ao Waze para ajudar os usuários a encontrar destinos.
Será possível fazer perguntas como "Encontre um estacionamento perto do meu destino", "Encontre um posto de gasolina próximo com os preços mais baixos" ou "Encontre uma cafeteria aberta agora". O aplicativo exibirá uma lista de recomendações e dará a opção de iniciar a navegação.
Outra novidade é a navegação personalizada, recurso que busca entender melhor as preferências do motorista. Segundo o Waze, se o usuário costuma preferir rodovias a ruas locais com mais semáforos, por exemplo, o aplicativo poderá destacar essa rota após o destino ser informado.
"Ele sugere rotas com base nas suas viagens anteriores e na análise dos padrões de trânsito locais", explicou a empresa. A função pode ser desativada a qualquer momento nas configurações.
WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
Inteligência Artificial no trabalho: até onde ela ajuda ou atrapalha?
Reprodução/Freepik
A inteligência artificial não está provocando uma "queda generalizada" do emprego nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde a taxa de desemprego se mantém próxima de seu mínimo histórico.
As informações são do relatório sobre as perspectivas do emprego para 2026 publicado pela organização.
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"A taxa de desemprego na área do OCDE está em 4,9%, um nível próximo de seu mínimo histórico de 4,8% registrado em junho de 2023. Além disso, prevemos que o emprego nos países da OCDE continuará crescendo 0,3% neste ano e 0,6% no próximo", declarou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, durante a apresentação do relatório à imprensa.
"Até o momento, não há indícios de que o maior uso da inteligência artificial por parte das empresas esteja provocando uma queda generalizada da demanda por mão de obra", destacou Cormann.
"Embora a IA esteja modificando as competências que as empresas procuram e, claramente, tenha impacto sobre a demanda, por enquanto não está enfraquecendo as perspectivas de emprego nem para os jovens nem para os trabalhadores em geral. A IA está transformando o trabalho, mais do que reduzindo-o", afirmou.
Agora no g1
No entanto, o relatório destaca que "a incorporação dos jovens no mercado de trabalho é especialmente difícil" e que "os recentes avanços da inteligência artificial generativa" provavelmente não são alheios a esta situação.
Segundo o relatório da organização econômica, que reúne 38 países da América, Europa, Ásia e Oceania, o mercado de trabalho também demonstrou resiliência diante da guerra no Oriente Médio, que provocou um forte aumento dos preços da energia.
"A criação de emprego se manteve sólida, apesar dos efeitos do conflito em curso no Oriente Médio. O número de vagas, que constitui um indicador antecipado da demanda por mão de obra, diminuiu desde 2022 em relação ao máximo alcançado após a pandemia", explicou Cormann.
No entanto, acrescentou: "desde a escalada do conflito, as vagas se estabilizaram em termos gerais".
"No conjunto, as perspectivas de emprego são positivas, mas muitos trabalhadores ainda não percebem plenamente os benefícios de um mercado trabalhista dinâmico, especialmente no que diz respeito à sua remuneração", acrescentou o secretário-geral da OCDE.
Em quase um terço dos países da OCDE, os salários reais "continuam sendo inferiores aos registrados há cinco anos", afirmou.
Globo Repórter: Masculinidades - 10.07.2026
Um universo de comunidades e perfis nas redes sociais que propagam discursos de ódio contra mulheres, defendem a submissão feminina e incentivam uma masculinidade baseada na dominação e na violência. Esse é o foco do Globo Repórter desta sexta-feira (10), que investiga a chamada machosfera e mostra como esse movimento tem alcançado adolescentes cada vez mais jovens.
Também conhecido por termos como "red pill", em referência ao filme Matrix, o movimento reúne influenciadores e criadores de conteúdo que afirmam que homens estariam perdendo espaço para as mulheres e defendem a retomada de um suposto papel de superioridade masculina. Nas redes, esse discurso aparece em vídeos, memes, cursos e publicações que acumulam bilhões de visualizações.
Veja a íntegra do programa no vídeo acima.
O avanço da violência entre adolescentes
A reportagem teve acesso exclusivo a um levantamento inédito da Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro que aponta um crescimento de 600% nos casos de violência de gênero praticada por adolescentes entre 2019 e 2025. Além do aumento dos registros, a idade dos agressores também caiu: casos envolvendo meninos de 12 e 13 anos passaram a fazer parte da rotina da Justiça.
Diante da gravidade das ocorrências, medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, antes mais comuns em casos envolvendo adultos, passaram a ser aplicadas com frequência crescente também contra adolescentes.
Lenvantamento inédito mostra crescimento de 600% nos casos de violência de gênero praticada por adolescentes
Reprodução/TV Globo
A indústria da machosfera
As mensagens disseminadas pela machosfera também viraram objeto de estudo na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Uma pesquisa analisou 76 mil vídeos distribuídos em mais de 7 mil canais, que somam mais de 4 bilhões de visualizações e 23 milhões de comentários.
Segundo os pesquisadores, parte desse conteúdo relativiza a violência contra mulheres, incentiva a misoginia e transformou o discurso de ódio em um mercado altamente lucrativo. A monetização ocorre tanto para produtores de conteúdo quanto para as plataformas digitais, impulsionada pelos algoritmos e pelo alto engajamento dos vídeos.
Machosfera: fenômeno vira objeto de estudo na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Reprodução/TV Globo
Como combater o problema
Além de mostrar os riscos, o Globo Repórter apresenta iniciativas que buscam enfrentar o avanço da machosfera. Em escolas, estudantes participam de comitês de combate à misoginia e discutem novas formas de masculinidade, baseadas no respeito e na igualdade de gênero.
Psicólogos, educadores e pesquisadores defendem que o diálogo dentro de casa e nas escolas é uma das principais ferramentas para impedir que adolescentes sejam capturados por esse tipo de conteúdo e para construir relações mais saudáveis entre homens e mulheres.
Globo Repórter apresenta iniciativas que buscam enfrentar o avanço da machosfera
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Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:
Se você tem animais aquáticos em casa, eles podem afetar a qualidade da conexão
BBC/Serenity Strull/Getty Images
Alex Hills é um pioneiro: foi uma das primeiras pessoas no mundo a enfrentar problemas com uma conexão wi-fi.
Em 1993, como professor da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, liderou a equipe que construiu uma das primeiras grandes redes wi-fi.
Hills conta essa história em seu livro Wi-Fi and the Bad Boys of Radio (Wi-Fi e os Vilões do Rádio, em tradução livre).
Mas "Bad Boys" ("garotos maus" ou "vilões") não é uma referência ao grupo improvisado de pioneiros da internet com quem trabalhou. É o nome que ele deu aos objetos e fenômenos que atrapalham o funcionamento do wi-fi.
Sua casa pode estar cheia desses "vilões", fazendo de tudo para atrapalhar seus memes. Algumas dessas interferências são previsíveis, como paredes grossas. Outras são bem mais inusitadas.
Identificar esses obstáculos pode ajudar a melhorar sua conexão — e até mudar a forma como você enxerga uma das tecnologias mais importantes do cotidiano.
Wi-Fi lento e travando? Veja como melhorar a conexão e ampliar o sinal em casa
Micro-ondas
Durante 17 anos, misteriosos sinais de rádio intrigaram astrônomos na Austrália. Alguns atribuíram o fenômeno a erupções solares. O público chegou a suspeitar de alienígenas. No fim, descobriram que a causa estava muito mais perto: o telescópio captava rajadas de energia emitidas pelo micro-ondas do escritório na hora do almoço.
E os telescópios não são os únicos equipamentos afetados por micro-ondas. Eles também podem interferir no wi-fi.
O wi-fi, assim como a maior parte das tecnologias de comunicação sem fio, transmite informações por meio de ondas de rádio. Os governos reservam a maior parte das frequências de rádio para usos específicos, como forças de segurança, controle do tráfego aéreo e emissoras de rádio AM e FM. Mas algumas faixas ficam livres para uso público, sem necessidade de licença.
Uma delas é a de 2,4 gigahertz (GHz), uma das frequências mais utilizadas por redes wi-fi e dispositivos Bluetooth. Coincidentemente, é também a frequência usada pelo forno de micro-ondas para aquecer alimentos.
Os fornos de micro-ondas são blindados para manter essas ondas dentro do aparelho. Mas, segundo Hills, um equipamento antigo ou danificado, ou até abrir a porta antes de o aquecimento terminar, pode causar interferência no sinal do wi-fi.
"É uma das fontes de interferência mais importantes de que as pessoas costumam falar", afirma Hills. O mesmo tipo de problema pode ocorrer com frequências emitidas por lâmpadas fluorescentes ou sistemas de ignição de automóveis.
"Hoje em dia, os micro-ondas causam menos problemas", diz Hills. Os aparelhos são mais bem construídos e o wi-fi também pode operar na frequência de 5 GHz, em vez da de 2,4 GHz. Ainda assim, se você tem um roteador antigo ou um micro-ondas já bastante usado, esquentar uma refeição congelada pode atrapalhar seus memes.
Micro-ondas
Getty Images via BBC
Aquários
Se você tem animais aquáticos em casa, eles também podem afetar a qualidade da conexão.
"Um sinal de rádio naturalmente perde intensidade com a distância", explica Hills. "Mas, às vezes, ele atravessa um objeto que enfraquece o sinal. Chamamos isso de 'sombreamento'."
Wi-fi e água não combinam. Entre outros problemas, as moléculas de água podem agir como pequenos ímãs que drenam a energia do sinal de rádio. Se houver um aquário entre você e o roteador, ele pode criar uma área sem cobertura de wi-fi.
O sombreamento é o maior problema enfrentado pelas redes wi-fi, segundo Hills — e não apenas por causa dos aquários.
As ondas de rádio atravessam materiais como madeira e drywall com relativa facilidade. Já paredes de tijolo ou concreto representam obstáculos muito maiores.
"Pense em uma linha reta entre o roteador e o aparelho que você quer conectar", diz Hills. O sinal pode se espalhar pelo ambiente e encontrar outros caminhos para contornar obstáculos. Mas, quanto mais barreiras houver no percurso, mais difícil será manter uma boa conexão.
Quanto menor a distância, melhor o desempenho do wi-fi. Por isso, colocar o roteador no centro da casa e na posição mais alta possível costuma ser um bom começo.
Se isso não resolver, vale tentar um repetidor de wi-fi, que amplia o alcance do sinal, ou substituir o roteador por uma rede mesh, que distribui a conexão por vários dispositivos espalhados pela casa. Assim, você não precisa incomodar os pobres peixes.
Espelhos
Os fornos de micro-ondas podem atrapalhar o sinal do wi-fi. Os aquários podem enfraquecê-lo. Mas há outro problema comum: a reflexão.
As ondas de rádio são uma forma de radiação eletromagnética, assim como a luz. Da mesma forma que a luz reflete em superfícies como espelhos, o sinal do wi-fi também pode ser refletido.
Qualquer superfície plana e reflexiva, como uma televisão, pode causar esse tipo de interferência. O mesmo pode acontecer se houver metal nas paredes da casa.
Se houver um ponto onde o wi-fi não funciona bem, imagine uma linha reta entre você e o roteador e pense se há um espelho ou uma TV grande que possa estar desviando o sinal.
Uma solução pode ser mudar esses objetos de lugar. Se isso não for possível, um repetidor de wi-fi também pode ajudar a contornar o problema.
Espelho
Getty Images via BBC
Neve, calor e chuva
A chuva, em geral, não afeta o wi-fi, a menos que você use uma rede instalada em outro prédio, separada por uma área aberta. Mas, quando o tempo fecha de vez, os problemas começam a aparecer.
A neve pode danificar a infraestrutura que atende uma casa, um bairro ou até uma cidade inteira, seja porque o frio extremo afeta os componentes metálicos dos cabos, seja porque o acúmulo de neve bloqueia os sinais de satélite.
O calor também pode causar problemas semelhantes. E, mesmo quando o clima não interfere diretamente na rede, a conexão pode ficar mais lenta se todos na casa estiverem assistindo ao YouTube ao mesmo tempo.
Isso significa que os memes interrompidos podem ser mais uma consequência das mudanças climáticas. A solução? Além de fazer sua parte pelo planeta, cobrar das empresas de telecomunicações e das autoridades locais medidas preventivas.
Hills vive atualmente no Alasca, nos EUA, onde passou boa parte da carreira ajudando cidades e vilarejos remotos a se conectarem à internet.
Os serviços de internet via satélite facilitaram muito esse trabalho, mas também têm seus próprios "vilões" do wi-fi.
Às vezes, quando uma nevasca cobre a antena parabólica com neve, não há alternativa a não ser pegar a pá para limpá-la.
Apenas a parte superior da casa no meio desta foto — um apartamento de três dormitórios — estava à venda por quase US$ 3 milhões
Open Homes via BBC
Em uma rua arborizada no bairro residencial abastado de Duboce Triangle, em São Francisco, a parte superior de uma casa isolada branca, da era eduardiana, atraía visitantes, entre potenciais compradores.
O apartamento de três dormitórios, luxuosamente reformado, estava à venda por quase US$ 3 milhões (mais de R$ 15 milhões). E vinha atraindo cada vez mais atenção devido a uma forma de pagamento incomum: o vendedor aceitaria receber ações das empresas de inteligência artificial OpenAI ou Anthropic em vez de dinheiro.
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"O valor [do imóvel] é questionável, mas eu gostaria de comprá-lo", diz um jovem funcionário da OpenAI que acaba de visitar o apartamento com sua parceira.
O funcionário, que se mudou para a cidade californiana há dois anos para um cargo técnico na empresa sediada em São Francisco, está atualmente morando de aluguel. Ele planeja perguntar aos seus chefes sobre a possibilidade de transferência de ações.
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Bem-vindo a São Francisco em 2026, cidade que também abriga a gigante da IA, Anthropic. São Francisco é o epicentro da revolução da inteligência artificial e os preços imobiliários na cidade subiram drasticamente este ano.
"Os preços estão simplesmente astronômicos", diz Daryl Fairweather, economista-chefe da Redfin, uma empresa imobiliária que acompanha os preços de imóveis nos EUA. "As pessoas estão com dinheiro sobrando e prontas para comprar."
Em março, São Francisco recuperou o título de cidade mais cara para compradores de imóveis nos EUA, ultrapassando a rival São Jose, localizada a 80 quilômetros ao sul, no coração do tradicional Vale do Silício.
Naquele mês, o preço médio das casas em São Francisco subiu 19% em relação ao ano anterior, e essa tendência continuou, com altas de 14,5% e 14,1% em abril e maio, respectivamente, de acordo com dados fornecidos pela Redfin.
O preço médio de venda na cidade, em maio de 2026, atingiu o recorde de US$ 1,76 milhão, em comparação com quase US$ 400 mil nos EUA como um todo, onde os preços subiram apenas 1,4% em março e 2% em abril e maio.
A opinião de praticamente todos na cidade é que o dinheiro proveniente da inteligência artificial é o principal motor do aquecido mercado imobiliário de São Francisco.
"Chegamos a essa conclusão com base no que estamos vendo nos dados e no que ouvimos de nossos agentes", afirma Fairweather.
Ela destaca o aumento acentuado nos preços nos endereços de luxo da região da Baía de São Francisco – que inclui o Triângulo de Duboce – desde que a OpenAI lançou o ChatGPT no final de 2022.
Isso interrompeu a recessão que São Francisco sofreu durante a pandemia de covid, quando a população diminuiu e os preços dos imóveis caíram.
Hoje, os altos salários e bônus de contratação pagos aos principais profissionais de IA na cidade podem ser extraordinários, mesmo para os padrões do Vale do Silício. Ainda mais generosas são as opções de ações que os funcionários puderam resgatar parcialmente por meio de vendas limitadas de ações.
Em outubro passado, mais de 600 funcionários atuais e antigos da OpenAI venderam ações no valor total de US$ 6,6 bilhões, uma média de US$ 11 milhões por participante, conforme relatado recentemente.
Na Anthropic, cujo principal produto é o Claude, foi divulgado recentemente que os funcionários também foram autorizados a vender ações no valor total de cerca de US$ 6 bilhões.
E com ambas as empresas prestes a realizar aberturas de capital em bolsa ainda este ano ou no próximo, criando mais funcionários multimilionários, muitos acreditam que o setor imobiliário de São Francisco vai se valorizar ainda mais.
Apartamento de três dormitórios no Duboce Triangle foi luxuosamente mobiliado
Open Homes via BBC
"A guerra de preços de hoje será vista como pechincha, e já é", diz Rachel Swann, a corretora responsável pelo imóvel no Triângulo de Duboce.
Enrico Moretti é professor de economia na Universidade da Califórnia, Berkeley, e mora na cidade.
Ele afirma que o boom da IA ainda está no começo e destaca que, embora a população e os níveis de emprego da cidade estejam aumentando, eles permanecem abaixo dos níveis pré-pandemia.
Existem também forças contrárias que podem estar impedindo o progresso. Grandes empresas de tecnologia, como a Meta, têm registado recentemente demissões em massa.
E à medida que a indústria de IA passa de sua fase de inovação em rápido crescimento para uma de empresas consolidadas, é provável que necessite de trabalhadores menos especializados, que terão menos capacidade de exigir a mesma remuneração.
Moretti também destaca que a maior parte da riqueza proveniente das futuras ofertas públicas iniciais (IPOs) da OpenAI e da Anthropic irá para os investidores, e não para os funcionários, e que essas empresas estão localizadas em diferentes partes do mundo.
Mas, enquanto isso, o corretor de imóveis de São Francisco, Matthew Goulden, diz que a situação atual é "uma loucura".
Goulden, que trabalha nesse mercado há mais de 20 anos, afirma que começou a notar um aumento no número de potenciais compradores – muitos do mundo da IA – no final do ano passado.
Segundo ele, a tendência de alta não se restringe apenas a imóveis de luxo, mas se estende por todo o mercado, desde casas para uma única família até apartamentos de um quarto, e embora seja mais acentuada em bairros desejáveis, está sendo sentida em quase todos os lugares.
Ele afirma que as guerras de lances — em que compradores se dispõem a pagar preços cada vez mais altos — são comuns neste momento, por vezes elevando os preços de venda milhões acima do valor pedido.
Ao mesmo tempo, ele acrescenta que as casas estão sendo vendidas mais rápido do que nunca, e o número de compras à vista parece estar aumentando consideravelmente, principalmente no segmento de alto padrão do mercado.
Danielle Lazier, outra corretora de imóveis experiente de São Francisco, descreve uma situação semelhante, mas acrescenta uma perspectiva diferente. Segundo ela, há muito tempo existe uma tendência em São Francisco de anunciar imóveis abaixo do valor de mercado para criar um efeito de leilão.
E a oferta é cronicamente limitada – São Francisco é pequena, tem uma alta proporção de inquilinos e tem tido dificuldades para construir novas moradias (mesmo que o novo prefeito da cidade, focado no crescimento e na recuperação, esteja buscando mudar isso).
"De repente, o dinheiro proveniente da IA pode ter um efeito desproporcional", diz ela.
Enquanto isso, à medida que o novo boom da IA ganha força, a história de quem consegue ficar em São Francisco e quem não consegue é contada pelos seus moradores.
Duas famílias de São Francisco com filhos em idade escolar, que pediram anonimato para proteger sua privacidade, conseguiram recentemente comprar casas prontas para morar, atendendo à sua necessidade urgente de mais espaço – mas apenas uma delas conseguiu fazê-lo dentro da cidade.
Essa família conseguiu comprar uma casa no disputado bairro residencial onde moravam de aluguel há muito tempo, depois que um dos pais, que trabalha na OpenAI, vendeu algumas ações da empresa em outubro passado, dando à família o impulso financeiro necessário para comprar o imóvel à vista.
O casal diz se sentir "em conflito e constrangido" pelo fato de ter sido o dinheiro da inteligência artificial que tornou tudo isso possível.
"Não somos pessoas extravagantes", dizem. "Apenas fizemos o que pudemos com a oportunidade."
Em contrapartida, a outra família, que não obtém sua renda da IA ou do mundo da tecnologia, teve que se mudar para uma cidade mais suburbana na região da Baía de São Francisco, ao norte.
A nova casa deles, comprada em parte com um financiamento imobiliário, inclui piscina e terreno adicional.
É um tipo de vida diferente, observa a mãe de família, e eles já se adaptaram em grande parte – embora isso envolva um longo trajeto diário para o marido, que ocupa um cargo importante no governo em São Francisco.
"Não teríamos ido embora se tivéssemos condições de ficar", reflete ela. "É meio frustrante e fico um pouco chateada ao ver todo esse dinheiro extra da IA expulsando todo mundo."
O apartamento no Duboce Triangle foi vendido por US$ 3,2 milhões – US$ 200 mil acima do preço pedido, segundo o corretor imobiliário. Ele não disse se o negócio incluiu ações de empresas de IA.
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
Com o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), Heilbronn quer competir com outros centros tecnológicos, como Londres.
Nicolas Martin/DW
Quando o empresário Bernd Wagner caminha pela nova sede da empresa, fica entusiasmado e diz coisas como "sete vezes mais aço do que foi utilizado na construção da Torre Eiffel" ou "cabos suficientes para ir daqui até Nápoles".
Wagner é o responsável pela área de computação em nuvem e vendas da Schwarz Digits. Essas enormes quantidades de aço e cabos foram empregadas na construção da nova sede, que será oficialmente inaugurada em 21 de julho de 2026.
O complexo, projetado para 3.500 funcionários e equipado com creche, restaurante e área fitness, lembra as sedes da Amazon, da Apple ou da Google: localizado numa elevação, é composto por cinco edifícios de vidro de vários andares, com formas suavemente curvas e estrutura em formato de colmeia. No centro do chamado Campus Schwarz Digits, há um pequeno lago, muito verde e bancos à sombra.
"Isso aqui é uma declaração de intenções. Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém", afirma Wagner.
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Dos supermercados para a TI
Essa sede não fica na Califórnia, mas em Bad Friedrichshall, uma pequena cidade no sul da Alemanha, a poucos quilômetros de Heilbronn, a cidade natal daquele que é apontado por revistas especializadas como o homem mais rico da Alemanha: Dieter Schwarz, de 86 anos.
Foi a partir de Heilbronn que ele construiu o império Lidl, uma das redes de supermercados mais conhecidas da Alemanha e presente em vários países da Europa. Mais de 600 mil pessoas trabalham em empresas do Grupo Schwarz em todo o mundo.
'Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém', afirma Wagner.
Nicolas Martin/DW
O conglomerado cresceu sobretudo graças às redes de supermercados Lidl e Kaufland. Mas, como o Grupo Schwarz prefere fazer tudo por conta própria, expandiu-se para diversas áreas: produção de alimentos, gestão de resíduos, reciclagem e, agora, digitalização.
Em 2025, o Grupo Schwarz registrou um faturamento de quase 185 bilhões de euros – mais do que SAP, Mercedes ou Bayer. Só a montadora Volkswagen faturou mais entre as empresas alemãs.
Europa sem dependência tecnológica
O Grupo Schwarz sempre foi conhecido pela discrição. Quase nunca se fala sobre seu fundador, Dieter Schwarz. Há poucas fotografias públicas dele. Diz-se que ele consegue andar por Heilbronn sem ser reconhecido.
Mas agora o Grupo Schwarz está nas manchetes com uma nova narrativa, que começa com a Schwarz Digits e gira em torno da independência digital e da valorização da Alemanha como polo tecnológico.
"Se você não está sentado à mesa, acaba fazendo parte do cardápio", diz Wagner em seu escritório climatizado.
Se nos últimos anos a Schwarz Digits cuidou sobretudo da infraestrutura de TI dos 14.500 supermercados do grupo ao redor do mundo, agora oferece seus serviços de nuvem e segurança digital também para empresas privadas e órgãos públicos.
Segundo Wagner, o objetivo é fazer com que Alemanha e Europa voltem a ter protagonismo e deixem de depender totalmente das tecnologias dos Estados Unidos ou da China. "Queremos devolver à Europa sua capacidade de agir", afirma.
Esse posicionamento está dando resultados. Nos últimos tempos, a empresa vem conquistando grandes contratos. Entre seus clientes e parceiros estão o governo da Holanda, ministérios alemães e a Federação Alemã de Futebol (DFB).
Na região de Spreewald, ao sul de Berlim, a Schwarz Digits está construindo um centro de dados. Ao custo de 11 bilhões de euros, trata-se do maior investimento individual da história do grupo.
O valor investido na nova sede em Bad Friedrichshall não foi divulgado. O que se sabe é que a instalação foi concebida para manter os talentos de TI na Alemanha e até mesmo atrair novos profissionais. A mensagem é clara: por que se mudar para o caro Vale do Silício se é possível trabalhar num setor do futuro no sul da Alemanha?
Heilbronn se transforma
Quem passeia por Heilbronn vê claramente como a cidade está formando os seus talentos. Um exemplo é o campus educacional da Fundação Dieter Schwarz, onde diversas instituições de ensino e pesquisa alemãs formam cerca de 8 mil estudantes. A expectativa é de que o número ainda vá crescer significativamente.
Nas proximidades está o Experimenta, que se apresenta como o maior centro de ciência da Alemanha e virou símbolo da cidade e atração turística. Lá os visitantes podem vivenciar na prática tecnologias e aplicações de inteligência artificial.
O prefeito de Heilbronn, Harry Mergel, participou da iniciativa que levou à construção do Experimenta há cerca de 20 anos. Uma das principais financiadoras do projeto foi justamente a Fundação Dieter Schwarz.
Mergel é prefeito da cidade, que tem mais de 130 mil habitantes, desde 2014. Assim como muitos outros, ele evita falar muito sobre o mecenas que não deixou sua terra natal. "Toda pessoa tem direito ao anonimato", diz.
O megaprojeto de IA
A transformação da cidade já é visível. Heilbronn, que os próprios moradores às vezes chamavam de forma autodepreciativa de "Heilbronx", aparece hoje em alguns rankings como a cidade com o maior poder de compra da Alemanha.
O crescente número de moradores vindos da Índia e da China também indica que empregos em tecnologia da informação estão atraindo profissionais para a região.
Além disso, há um megaprojeto que deverá tornar a cidade ainda mais conhecida internacionalmente nos próximos anos: o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI).
Com esse parque de inovação em inteligência artificial, Heilbronn pretende competir com centros tecnológicos como Londres e Paris.
A expectativa é que até 5 mil pessoas trabalhem e pesquisem no complexo localizado nos arredores da cidade. Os primeiros edifícios serão inaugurados em 2027. Mais uma vez, tanto a Fundação Dieter Schwarz quanto o Grupo Schwarz desempenham um papel central no projeto.
Os custos não foram divulgados, mas o IPAI já opera como rede de colaboradores desde 2022, e cerca de 140 empresas e parceiros desenvolvem projetos relacionados à inteligência artificial. Mergel, cujo mandato vai até 2030, é taxativo: "O futuro está sendo construído em Heilbronn".
Loja da rede Lidl.
Jelena Djuvic Pejic/DW
Vai dar certo?
Wagner vai na mesma linha: "A nossa região em breve se tornará o maior polo de formação em inteligência artificial da Alemanha e da Europa." E a Schwarz Digits pretende, claro, ocupar um papel importante nesse cenário.
Mas será que a empresa realmente consegue competir com os gigantes da tecnologia? A Amazon, por exemplo, faturou 135 bilhões de dólares só no seu negócio de computação em nuvem no último ano. A Schwarz Digits, considerando todas as suas atividades, alcança cerca de 2,2 bilhões de euros em receita.
Mesmo assim, Wagner demonstra confiança. Segundo ele, as oportunidades surgem naturalmente, já que Alemanha e Europa precisam urgentemente de soluções de TI independentes.
O Grupo Schwarz também não é por acaso o maior varejista da Europa e o quarto maior do mundo. Dieter Schwarz já demonstrou diversas vezes paciência estratégica e faro para grandes oportunidades. Por isso, é perfeitamente possível que a nova grande aposta dele acabe se revelando um sucesso.
Anúncios do Instagram promovem material com abuso sexual infantil na Índia, segundo investigação da BBC
BBC
Importante: esta reportagem contém descrições de abusos.
O Instagram vem publicando anúncios pagos promovendo material que contém abuso sexual infantil na Índia, segundo concluiu investigação da BBC.
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Os anúncios, conferidos pelo Serviço Mundial da BBC, empregam expressões como "vídeo de estupro" e "vídeo infantil" e oferecem aos usuários links para canais no aplicativo de mensagens Telegram, onde o material pode ser comprado por até 99 rúpias indianas (cerca de US$ 1, ou R$ 5,15).
Após a publicação da reportagem, o governo indiano ordenou que a Meta, empresa proprietária do Instagram, desabilitasse imediatamente os anúncios e pediu explicações, no prazo de uma semana, sobre os motivos que os levaram a serem autorizados na plataforma, segundo uma autoridade de alto escalão.
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Os anúncios no Instagram só são publicados depois de aprovados pela sua tecnologia de moderação.
A BBC denunciou um dos anúncios ao Instagram. A plataforma de rede social respondeu 24 horas depois, afirmando que a postagem não violava as "normas da comunidade".
A BBC enviou posteriormente um pedido de comentários à Meta, que respondeu já ter desativado diversos anúncios e suspendido as contas responsáveis pelas postagens.
A empresa afirmou ter removido outros anúncios, desativado mais contas e bloqueado URLs (endereços na Internet) de outros conteúdos que violavam suas políticas, em resposta às descobertas da BBC.
O Telegram declarou ter removido mais de 274 mil grupos e canais relacionados a materiais contendo abuso sexual infantil em 2026.
A BBC criou uma conta com nome alternativo no Instagram, após perceber que a plataforma estava impulsionando conteúdo sexualmente sugestivo, mesmo para usuários que não buscavam este tipo de material.
Este conteúdo incluía mulheres que postavam sobre comida, o clima e o dia a dia na Índia, vestidas com roupas reveladoras e usando insinuações sexuais nas suas postagens.
Criada na Índia, a nova conta com nome alternativo começou a seguir essas mulheres e outras pessoas similares (10, ao todo) para investigar conteúdo sexualizado na plataforma.
Em menos de uma semana, o Instagram começou a mostrar anúncios no feed, com mulheres oferecendo chamadas por vídeo e mostrando casais claramente nus em atos sexuais.
Dias depois, a plataforma começou a mostrar anúncios de crianças com adultos em situações sexualmente sugestivas e links para canais no Telegram.
O juiz aposentado da Suprema Corte da Índia, Madan Lokur, declarou recear que o Instagram estivesse 'ganhando dinheiro ao participar de atividade criminosa'
BBC
Surgiram ao todo cerca de 30 anúncios diferentes promovendo abuso sexual infantil, mas alguns deles foram compartilhados por diversas contas. Nossa conta alternativa também recebeu cerca de 20 anúncios mostrando pornografia com adultos.
A distribuição de material relativo a abusos sexuais infantis e pornografia de adultos é crime na Índia. E a política da Meta afirma que os anúncios não devem conter nudez de adultos ou genitais, nem conteúdo que explore sexualmente crianças ou as coloque em risco.
A BBC reportou todos os anúncios e os canais no Instagram para as autoridades indianas.
Um dos anúncios mostrava um menino e uma menina, ambos aparentemente com cerca de 12 anos de idade, envolvidos em um ato sexual.
Outro mostrou um homem com seu braço em torno de uma menina. O texto dizia que ele tinha 52 anos e a menina, 12. "Clique para assistir mais", dizia o anúncio, com um link para um canal no Telegram.
A BBC reportou ao Instagram um anúncio mostrando uma menina muito jovem em lágrimas. Os dizeres indicavam que ela havia sofrido abuso sexual.
Mas, 24 horas depois, o Instagram respondeu que não havia removido o anúncio porque "nossa equipe de revisão concluiu que o anúncio não viola os padrões da nossa comunidade".
A Meta declarou posteriormente à BBC que "nenhum sistema é perfeito e nosso processo de análise pode não detectar todas as violações da política".
"Continuamos a aplicar tecnologia de detecção proativa aos anúncios quando são publicados e qualquer pessoa pode nos reportar um anúncio que, segundo ela, violaria nossas regras", segundo a Meta.
A empresa destacou que, quando toma conhecimento de uma aparente exploração infantil, ela o reporta ao Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês), em cumprimento à legislação em vigor. O NCMEC é o sistema global centralizado de comunicação sobre a exploração sexual de crianças na internet.
A BBC reportou ao Telegram dois canais por venderem vídeos de abuso sexual infantil.
Um deles foi rapidamente derrubado em seguida e substituído por uma mensagem com os dizeres: "Este grupo não pode ser exibido porque violou os Termos de Serviço do Telegram". O outro canal continuou a postar novos vídeos para venda por mais de duas semanas, até ser igualmente derrubado.
Críticos já haviam acusado anteriormente a plataforma de não fazer o suficiente para evitar a publicação de conteúdo criminoso.
Com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a empresa não é membro do NCMEC.
No final de 2024, ela entrou para a Internet Watch Foundation, que também trabalha com a maioria das plataformas online para encontrar, reportar e remover este tipo de material.
O Telegram declarou à BBC que a empresa utiliza moderação humana e automática para erradicar material de abuso sexual infantil do aplicativo. Com isso, o aplicativo "virtualmente eliminou a divulgação de material de abuso sexual ao público na sua plataforma", segundo a empresa.
Anúncios do Instagram promovem material com abuso sexual infantil na Índia, segundo investigação da BBC
Reuters via BBC
Os anúncios são uma importante fonte de renda para a Meta.
Em janeiro, a empresa divulgou que quase 98% da sua receita de US$ 200 bilhões (pouco mais de R$ 1 trilhão) obtida no ano fiscal com término em 2025 vieram da publicidade. E analistas calculam que os anúncios representem mais de 90% da receita do Instagram.
As postagens padrão geralmente não são verificadas pela tecnologia da Meta antes da sua publicação. Mas a empresa afirma que todos os anúncios são analisados antes de serem autorizados nas suas plataformas.
Seu sistema de análise conta principalmente com tecnologia automática e é projetado para verificar imagens, vídeo, texto e áudio, além do público-alvo do anúncio e dos links para onde ele encaminha os usuários.
Este software rejeita ou aprova os anúncios, encaminhando casos incertos para análise humana.
Em março, a Meta anunciou estar reduzindo o emprego de moderadores humanos e aumentando o uso de inteligência artificial. A empresa afirmou que "especialistas irão projetar, treinar, supervisionar e avaliar nossos sistemas de IA".
A BBC descreveu os anúncios observados para o juiz aposentado da Suprema Corte da Índia Madan Lokur. Ele receia que o Instagram estivesse "ganhando dinheiro ao participar de atividade criminosa".
"Esta é uma questão séria para que a Suprema Corte da Índia tome conhecimento por iniciativa própria [o que ocorre quando um tribunal inicia processos legais sem esperar que terceiros apresentem o caso] e faça com que o governo tome ações contra qualquer plataforma de rede social", segundo ele.
Lokur destaca que, embora a legislação indiana proteja as empresas de redes sociais para que não sejam responsabilizadas por conteúdo postado pelos usuários, "a plataforma não pode fugir da sua responsabilidade".
O ex-vice-presidente do Facebook, Brian Boland, declarou que o algoritmo do Instagram foi projetado para manter os usuários na plataforma, mostrando 'algo mais extremo, mais tentador'
BBC
Um ex-vice-presidente do Facebook, como a Meta era conhecida até mudar de nome em 2021, declarou que as descobertas da BBC o deixaram "horrorizado, mas não surpreso".
Brian Boland, que trabalhou para a empresa entre 2009 e 2020 e a ajudou a construir seus negócios de marketing e publicidade, conta que saiu por acreditar que "eles não tinham nenhuma preocupação com os usuários".
Boland declarou que o algoritmo do Instagram foi projetado para manter os usuários na plataforma, mostrando a eles "algo mais extremo, mais tentador".
"Não é um algoritmo que diga 'vamos transformar as pessoas em pedófilos'. Mas, como eles não o orientam e controlam de forma responsável (ele só busca os objetivos de cliques e receita), ele criará estes resultados se as pessoas não se protegerem, de forma real e agressiva, contra esses sistemas."
Boland conta que, entre 2009 e 2010, ele liderou um projeto para remover anúncios que promovessem golpes entre os usuários. Com isso, ele "tinha permissão, na época, para suprimir uma enorme parte da receita da empresa, para o bem da segurança e da experiência do usuário".
"Acho que foi triste e trágico que, ao longo do tempo, o equilíbrio entre o lucro e a experiência do usuário se tornasse uma parte mais central das discussões", afirma ele.
Boland afirma ter excluído sua conta no Instagram em 2025, destacando que "se as pessoas começassem a dizer em massa 'estou saindo, chega, acabou', a empresa começaria a prestar atenção".
Em declaração enviada à BBC, a Meta afirmou que "a exploração infantil é um crime horrível e a Meta trabalha agressivamente no seu combate nos nossos aplicativos".
A empresa afirmou ser "categoricamente imprecisa" a sugestão de que a Meta apontasse deliberada e conscientemente anúncios apresentando crianças aos usuários, com interesse inadequado naquele material.
A Meta negou priorizar a receita em detrimento da segurança e afirmou que, em 2025, desativou automaticamente mais de quatro milhões de contas, por exibirem "sinais suficientes de comportamento potencialmente suspeito".
"Criminosos determinados tentam passar sem serem detectados, mas as nossas equipes de especialistas trabalham constantemente para melhorar nossas defesas, desenvolvendo novas tecnologias para eliminar predadores, bloqueando links para websites transgressores e compartilhando inteligência com outras empresas, para que elas também possam tomar medidas", afirma a Meta.
Boland testemunhou contra a Meta em um julgamento no Estado americano do Novo México no início deste ano. A empresa foi acusada de enganar usuários sobre a segurança das suas plataformas para as crianças.
O tribunal ordenou que a Meta pagasse US$ 375 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhões) para o Estado do Novo México. Na época, uma porta-voz da empresa declarou que a Meta não concordava com a decisão e pretendia apresentar recurso.
Shikha Goel, do Escritório de Cibersegurança do Estado de Telangana, no sul da Índia, afirma ter recebido mais alertas das plataformas da Meta, em comparação com outras redes sociais
BBC
As empresas americanas de redes sociais são obrigadas a relatar material referente a abusos sexuais infantis na sua plataforma à linha de denúncias do NCMEC, que encaminha os relatos às agências policiais competentes de cada país onde se acredita que ocorreram os incidentes.
Em 2025, a Índia recebeu 1,9 milhão de denúncias, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com dois milhões.
Shikha Goel é uma das principais policiais especializadas em crimes cibernéticos da Índia. Ela é diretora do Escritório de Cibersegurança do Estado indiano de Telangana, no sul do país.
Ela afirma que o Instagram e o Facebook, ambos de propriedade da Meta, foram responsáveis pela maior parte das denúncias recebidas.
"Mas isso não significa que elas sejam as maiores", explica ela. "Se eles tiverem um bom algoritmo para rastrear material de abuso sexual infantil, obviamente serão gerados mais alertas."
A ONG Fundação Rati, com sede em Mumbai, mantém um serviço de ajuda para crianças que enfrentam perigos na internet. A entidade também declarou que a ampla maioria dos relatos recebidos sobre material de abuso sexual infantil vem das plataformas da Meta.
A fundação colabora com as plataformas de redes sociais para a remoção de conteúdo perigoso. Mas seu diretor Siddharth Pillai, que também é um dos seus fundadores, afirma que "os criminosos fazem uso da navegação integrada entre o Instagram e o Telegram para se esquivar do nosso trabalho de moderação e continuam carregando novamente o conteúdo que ajudamos a derrubar".
Especialistas afirmam que o material de abuso sexual infantil na Índia é normalmente criado por grupos criminosos, como traficantes de pessoas. Mas, às vezes, as famílias e membros da comunidade também são responsáveis.
Bhuwan Ribhu é o fundador do grupo Just Rights for Children, uma rede de mais de 250 organizações que trabalham para evitar a violência contra crianças na Índia. Ele afirma que o crime não recebe denúncias suficientes e a polícia ainda tenta desenvolver habilidades técnicas para combatê-lo.
E, para que este trabalho tenha sucesso, Ribhu destaca que a cooperação internacional e o compartilhamento de inteligência através das fronteiras são fundamentais.
Para "encontrar os tentáculos do crime organizado, toda a cadeia de oferta e demanda precisa ser rastreada", declarou ele.
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Logo da Meta.
Daniel Cole/Reuters
Uma nova ferramenta de detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial da Meta, apresentada esta semana junto com o seu modelo de geração de imagens Muse Image, não conseguiu identificar algumas das próprias imagens criadas pela tecnologia após elas serem recortadas, segundo uma análise da Reuters.
A conclusão evidencia os desafios para verificar imagens geradas por IA após edições comuns, uma limitação que pode dificultar a identificação de deepfakes na internet durante um período eleitoral intenso nos Estados Unidos.
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Em uma análise de 40 imagens geradas com o Muse Image, a Reuters constatou que a ferramenta identificou corretamente todas as versões originais criadas por IA. No entanto, ela deixou de reconhecer 55% dessas imagens após serem recortadas para cerca de um terço ou metade do tamanho original.
Em seu site, a Meta afirma que a versão preliminar da ferramenta pode identificar imagens geradas por seus modelos de IA mesmo após recortes, graças a um sistema de marca d'água invisível chamado Content Seal, incorporado a todas as imagens produzidas pelo Muse Image.
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O recurso foi desenvolvido para ajudar usuários a verificar se uma imagem foi criada pela inteligência artificial da empresa.
Questionada sobre os resultados da análise da Reuters, a Meta ressaltou que a ferramenta ainda está em fase de pré-visualização. A empresa afirmou que a marca d'água foi projetada para resistir a edições comuns, mas que o sinal pode ser perdido quando uma imagem passa por recortes mais severos.
As concorrentes Google e OpenAI também já alertaram que suas ferramentas de detecção não são capazes de identificar todas as formas de manipulação de imagens.
Em março, o Conselho de Supervisão da Meta — órgão independente formado por especialistas que toma decisões vinculantes e faz recomendações sobre conteúdo nas plataformas da empresa — pediu que a companhia ampliasse seus esforços para combater a "proliferação de conteúdo enganoso gerado por IA". O grupo também defendeu investimentos em ferramentas de detecção mais robustas.
Siwei Lyu, professor de ciência da computação da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo e pesquisador da área de análise forense de imagens geradas por IA, afirmou que não havia avaliado a ferramenta da Meta, mas destacou que sistemas baseados em marcas d'água apresentam limitações.
"Métodos baseados em marcas d'água podem ser altamente eficazes quando o sinal permanece intacto. No entanto, qualquer modificação que o remova ou enfraqueça — como recortes, redimensionamento, compressão intensa ou outras edições — pode reduzir sua eficácia, dependendo de como a marca d'água foi desenvolvida", disse Lyu.
Sarah Barrington, pesquisadora de IA e doutoranda da Escola de Informação da Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley), afirmou que a tecnologia de marca d'água é promissora para o futuro do conteúdo gerado por inteligência artificial, embora tenha limitações.
"Assim como muitas medidas de segurança digital ou física, essa tecnologia pode não ser totalmente infalível. Ainda assim, mesmo que permita detectar apenas 90% dos casos, isso já representa um avanço significativo em relação a não haver nenhum mecanismo de identificação", disse ela.
'Debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza', defende professora Laura Carvalho, da FEA-USP e membro do 'Conselhão' de Lula
Arquivo pessoal via BBC
O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive um paradoxo.
O desemprego está nas mínimas históricas (em 5,6% em maio deste ano, menor patamar para o mês desde o início da série histórica), a economia cresce acima das expectativas — 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025 — e 17,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2022 e 2024.
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Ainda assim, 44% dos entrevistados na pesquisa Genial/Quaest de junho afirmam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 20% dizem que melhorou.
A economista Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "Conselhão" de Lula, tem se dedicado a entender esse descolamento.
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Como parte desse esforço, ela lançou recentemente o artigo "Paradoxos do Lulismo: a desconexão entre resultados macroeconômicos e percepção sobre a economia", em coautoria com seu marido e também economista Guilherme Klein Martins, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para a dupla de economistas, quatro fatores principais estariam por trás desse descompasso: a inflação e seus efeitos persistentes sobre o bem-estar; a comparação com o ciclo de mobilidade social dos anos 2000, durante os dois primeiros governos Lula; a mudança nos desejos de consumo da população, impulsionada em grande medida pelas redes sociais; e a frustração de uma geração escolarizada que não encontra empregos compatíveis com a sua formação.
"Com as redes sociais, as pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil", observa Carvalho, em entrevista à BBC News Brasil.
"Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí", afirma.
Para a professora da USP, esse é um dos fatores que talvez expliquem a diferença entre o sentimento da população nos anos 2000, durante os governos Lula 1 e 2, e no atual governo.
"Ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo", diz Carvalho.
Também diretora de Prosperidade Econômica e Climática da Open Society Foundation, Laura Carvalho lançou em 2018 o livro Valsa Brasileira, em que analisou os motivos que levaram a economia do país da prosperidade (2006-2010) a uma das piores recessões de sua história (2014-2017).
Na entrevista à BBC News Brasil, a economista analisa por que a desigualdade no Brasil segue sendo uma das maiores do mundo, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos. E propõe uma agenda para devolver o país a um novo ciclo de prosperidade.
Segundo ela, isso passa por uma expansão dos serviços públicos e diversificação da economia para gerar empregos qualificados para absorver a crescente população escolarizada. Mas também pelo avanço da agenda de tributação, iniciada com a reforma do Imposto de Renda.
"O debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza", defende.
"A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que a desigualdade se perpetue — e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo [de renda] é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual."
Carvalho destaca ainda o papel da dívida pública na perpetuação desse topo de riqueza. "O Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada", afirma.
"Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito", problematiza.
Confira os principais trechos da entrevista.
BBC News Brasil - O World Inequality Report 2026, divulgado no fim do ano passado pelo grupo de economistas ligados ao [economista francês Thomas] Piketty, mostrou que a desigualdade no Brasil segue entre as mais altas do mundo, e inclusive cresceu entre 2014 e 2024. Na sua visão, o que explica essa persistência da desigualdade no país, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos?
Laura Carvalho - Esse é o padrão da desigualdade brasileira, aliás, da América Latina. É uma das regiões mais desiguais do mundo e essa desigualdade é caracterizada por uma concentração muito alta da renda no topo da pirâmide — da renda e do patrimônio.
Já a desigualdade entre o meio e a base da pirâmide é relativamente pequena no Brasil. Conseguimos, inclusive, reduzir muito a desigualdade entre o meio e a base, com os programas sociais, com a valorização do salário mínimo, com o próprio dinamismo do mercado de trabalho, que vem acompanhado de crescimento do emprego, sobretudo para trabalhadores menos escolarizados.
Então, toda a redistribuição que a gente teve nos anos 2000 se deu entre esse meio e a base, onde a desigualdade já não era tão alta. Mas a desigualdade entre o topo e o meio não foi reduzida, ela se manteve elevada ao longo das últimas décadas.
A primeira vez que começamos a atacar essa característica, na verdade, foi agora, nesse terceiro mandato do presidente Lula. Quando ele, já desde a campanha, fala que é sobre "colocar o pobre no Orçamento, e o rico no Imposto de Renda".
Isso se refletiu na reforma do Imposto de Renda, não só pelo fato de se atribuir uma alíquota mínima para esse topo, mas a própria isenção para quem ganha até R$ 5 mil, com progressão até quem ganha R$ 7,5 mil, porque você está dando um benefício fiscal para quem está nesse meio.
Mas claro, isso é apenas uma medida. Ainda há muito o que avançar, porque, mesmo com a alíquota mínima de 10%, continuamos com esse topo pagando menos do que quem vem logo abaixo dele.
E não é só sobre taxação da renda, o debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza, porque taxar a renda pode até frear a concentração, mas não corrige o que historicamente acumulou.
A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que essa desigualdade se perpetue, e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual.
BBC News Brasil - Numa fala pública no fim do ano passado, o Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde [fundo de investimento conhecido por seu histórico de alto retorno aos investidores], falou que o governo Lula age como "pai dos pobres e mãe dos ricos", por conta do elevado gasto social, combinado a juros altos. Você concorda com essa avaliação?
Carvalho - Não que os juros sejam gerados pelo gasto social. Não acho que temos uma taxa de juros tão alta porque o governo está gastando muito, porque está gastando com benefícios sociais. Isso não tem evidência.
O nosso alto patamar de taxa de juros depende também do contexto internacional e de como os fluxos de capitais estão entrando ou saindo dos países em desenvolvimento. Hoje há um cenário de juros altos no mundo inteiro, com o Brasil sendo, claro, sempre um caso um pouco fora da curva. [Nota da redação: em junho, o Brasil ocupava o topo do ranking das economias com maior juro real do mundo, mesmo após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25% ao ano. No período recente, países com juros historicamente baixos ou zero elevaram suas taxas, em meio ao avanço global da inflação.]
Mas também temos uma meta de inflação muito mais baixa do que outros países emergentes [atualmente, a meta de inflação é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos].
Então, o que acho que é válido nessa comparação é que, de fato, o Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba sim, transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada. Isso sim é verdade.
Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito.
BBC News Brasil - Essa persistência da desigualdade se reflete, de alguma forma, no sentimento de mal-estar com relação à economia da população brasileira?
Carvalho - Temos visto no mundo todo, não só no Brasil, uma desconexão entre indicadores macroeconômicos e percepção das pessoas sobre economia. Inclusive durante o governo [Joe] Biden, nos Estados Unidos, se cunhou o termo vibesession, que é uma espécie de recessão de sentimento.
Então não é só aqui no Brasil, isso vem sendo observado ao redor do mundo, e o principal fator que tem sido trazido para explicar é a própria inflação. Vivemos um período no mundo inteiro de sucessivos choques inflacionários desde a pandemia, depois a guerra na Ucrânia, e agora um terceiro com a guerra no Irã.
Então uma sequência de choques econômicos de natureza distinta, mas que levaram a efeitos similares, de uma crise com inflação. O que torna mais difícil para os governos lidar, porque, em crises de outro tipo, como a de 2008, o governo faz o quê? Baixa a taxa de juros.
Hoje, nesses choques inflacionários, os governos atuam a partir do aumento de taxas de juros pelos bancos centrais e, com isso, têm menos espaço fiscal para ajudar a saída dessas crises.
Isso tem a ver com desigualdade, sim, no sentido de que a população que mais foi afetada, sobretudo em 2024, pelo choque de preços de alimentos, foram os 50% mais pobres que têm nesses produtos essenciais uma parte maior da sua cesta de consumo. E, de fato, a gente observa que, nas pesquisas eleitorais, esse ciclo de deterioração de percepção econômica coincide com um ciclo de queda na aprovação do governo.
BBC News Brasil - Mas a inflação é suficiente para explicar essa insatisfação?
Carvalho - A inflação não é suficiente para explicar, porque há um segundo ciclo de deterioração dessa percepção sobre a economia, que vem entre 2025 e 2026. Ela se dá na classe média, entre os mais ricos. Há o crescimento da renda, ela supera a inflação, então não é que as pessoas estão perdendo poder de compra. As pessoas estão ganhando poder de compra e a inflação tampouco foi expressiva para esse grupo dos mais ricos, considerando a cesta de consumo deles.
Então, a gente se debruça sobre outros fatores. E o principal, me parece, é que esse crescimento da renda se dá sobre níveis de renda muito deprimidos. A gente veio de um período de uma década com pouquíssimo crescimento da renda per capita, então só em 2024 as pessoas recuperam a renda que elas tinham lá em 2014.
Então o crescimento não é tão robusto quanto foi o dos anos 2000 e ele se dá sobre uma memória de que você já foi mais próspero. E também o que se deseja mudou. A sociedade vai mudando e querendo acesso a outras coisas.
BBC News Brasil - Você tem falado nessa questão do "consumo aspiracional" e isso, inclusive, entrou no radar da equipe econômica do governo. Por que isso virou uma preocupação?
Carvalho - Isso é um fenômeno novo que tem sido estudado. Em particular, o efeito das redes sociais sobre o consumo aspiracional.
Porque consumo aspiracional sempre fez parte da teoria econômica. Há muito tempo, o economista James Duesenberry olhava para essa questão. Como, na verdade, as pessoas não consomem só baseadas na própria renda. É claro, sempre que a renda delas cresce, elas consomem mais. Mas elas também acabam consumindo emulando o consumo de outros, sobretudo daquelas classes que elas aspiram ser.
E elas então se comportam e têm os seus desejos de consumo pautados por aquilo, mesmo se a renda delas é insuficiente, o que, claro, está por trás de dinâmicas frequentes de endividamento. Porque quando há algum descompasso entre aquilo que você ganha e aquilo que você deseja consumir, o que cobre o resto acaba sendo o crédito. Isso sempre foi verdade, isso não é novo.
Mas, claro, as redes sociais mudam muito essa dinâmica. Esse "efeito demonstração" de consumo ocorre de uma forma muito diferente com a presença das redes. As pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil.
Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí.
Muitos estudos mostram que as pessoas se frustram também pelo fato de estarem vendo essa ostentação, que não é só a ostentação de bens de luxo, mas também do que as pessoas fazem com seu tempo livre, a viagem, o lazer. Consumo não é só coisas, é um padrão de vida.
Acho que isso talvez traga um dos elementos da diferença entre o que foram os anos 2000 para o governo Lula 1, Lula 2, e o que vem sendo esse governo.
Porque, ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ricardo Stuckert/PR
BBC News Brasil - E como mudar esse quadro de insatisfação e gerar um novo ciclo de prosperidade?
Carvalho - Pelo fato de a renda ter ficado estagnada durante tanto tempo, vai levar tempo. Precisamos chegar num ponto em que as pessoas se sintam satisfeitas, que o salário no fim do mês seja suficiente para dar vazão àquilo que elas entendem como um padrão de vida confortável.
Primeiro, a economia tem que crescer muito mais e o nível de renda tem que subir. O PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] continua importando e muito.
E a renda tem que ser redistribuída. Quanto mais desigualdade, mais difícil é a gente chegar nesse ponto em que a maior parte da sociedade brasileira consiga se beneficiar desse crescimento.
E terceiro, tem toda uma agenda de serviços públicos, porque nem toda inclusão se dá com renda direta para as pessoas. Elas também podem gastar menos da sua renda com serviços privados, porque têm acesso a serviços públicos de maior qualidade. Um plano de saúde que deixa de ser necessário porque o SUS atende, ou uma educação privada que deixa de ser necessária porque o sistema de educação atende. Isso já libera muita margem para que as pessoas deem vazão às suas ambições e aspirações.
E um tempo menor no transporte público. Isso é uma mudança de qualidade de vida que também contribui para deixar as pessoas mais próximas de um padrão de vida que elas desejam.
BBC News Brasil - Você cita a expansão dos serviços públicos como um dos itens dessa receita, como fazer isso num quadro de restrição fiscal, sem aumentar ainda mais os juros que alimentam a desigualdade?
Carvalho - A gente defende que seja dado sequência à agenda de tributação. E aí não é só sobre cobrar mais impostos progressivos, mas também sobre subsídios. Os gastos tributários, que hoje representam 6% do PIB, também contribuem para a desigualdade. São deduções que não estão perseguindo nenhuma agenda específica, que foram sendo expandidas por influência dos setores beneficiados.
BBC News Brasil - Mas é possível abrir espaço fiscal só via tributos? Ou reformas estruturais também podem ser necessárias, como uma reforma administrativa?
Carvalho - Temos que continuar avançando em eficiência no gasto, nos serviços. Essa é uma agenda que temos visto nesse governo, com digitalização dos serviços. Para que um mesmo real gasto no sistema de saúde, no sistema de educação, atinja uma qualidade maior, atinja mais gente.
Agora, não me parece que a gente vai conseguir chegar num objetivo de serviço público de maior qualidade, achando que o grande inimigo do Orçamento são as pessoas que estão trabalhando na prestação desses serviços.
Tampouco acho que cortar benefício social [seja a solução], apesar de, claro, poder haver uma discussão sobre integração, sobre racionalização dos benefícios, que de fato são muitos, e são sobrepostos muitas vezes. Acho que isso é válido.
BBC News Brasil - Você também tem citado como um dos fatores dessa frustração dos brasileiros, as gerações escolarizadas que não encontram empregos compatíveis. Por que isso está acontecendo? E como você vê o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro nos próximos anos, isso pode agravar esse quadro?
Carvalho - O Brasil, nos primeiros ciclos de governos do PT, expandiu muito o nível educacional, deu acesso a [educação de] nível superior para filhos de famílias que nunca tiveram. Isso tanto pelo Fies, quanto pelo Prouni, quanto pela própria expansão das universidades federais.
Passamos a ter uma geração inteira de pessoas com diploma universitário que hoje procuram empregos num nível de qualificação maior do que os seus pais tinham. E os empregos que estamos gerando são de um salário mínimo e em setores de serviços de baixa qualificação.
Então, há um certo descompasso entre os empregos gerados e aqueles que as pessoas querem e têm qualificação para ter. Isso já vem sendo observado há algum tempo. Na última década, aumentou muito o percentual de pessoas que estão em empregos que requerem um nível educacional menor do que o que elas têm.
BBC News Brasil - E como endereçar esse problema?
Carvalho - Isso vem sendo debatido ao redor do mundo e demanda um tipo de política que olhe para a estrutura produtiva, e [defina] quais são os setores onde nós vamos entrar e onde o Brasil tem competitividade.
Isso tem a ver com a agenda de desenvolvimento do país. É preciso olhar pela ótica do emprego, de maneira combinada a transição climática, soberania e vários outros objetivos que tem uma política industrial.
Também tem que olhar pelo lado da própria educação. Porque, às vezes, os diplomas que estão sendo dados não são compatíveis com a estrutura produtiva.
Então, [é preciso pensar] como você integra mais o Sistema S, as universidades, os institutos federais a essa estratégia. Para que as pessoas se eduquem também onde há oportunidades.
A questão da IA, claro, afeta isso tudo. Mas eu acho que ela não é o principal.
BBC News Brasil - A professora Rosana Pinheiro Machado tem escrito sobre como a direita radical tem mobilizado essa nova classe trabalhadora plataformizada por meio das redes digitais, com discurso particularmente direcionado para os microempreendedores e trabalhadores informais. Na sua visão, é possível reconquistar esses trabalhadores para o campo democrático através de medidas econômicas?
Carvalho - Em alguns casos, esses são indivíduos que estão nesses trabalhos porque não têm outro, mas em muitos casos são pessoas que hoje valorizam algum grau de autonomia sobre o seu tempo. Até porque a sua alternativa seria estar numa escala 6x1, onde esse tempo não existe.
Então a própria escala 6x1 é uma agenda que ajuda. O outro lado é, claro, proteção. Então, como essas pessoas vão ter acesso a proteção social caso elas percam empregos. Acho que tem toda uma agenda de regulação do setor que faz sentido.
Mas, uma terceira parte, que eu acho que é pouco falada, é que esse setor depende muito de uma macroeconomia que vai bem. Quando a economia vai mal, os primeiros a sofrerem são esses trabalhadores que ou são precarizados, pois estão em empregos informais, ou são plataformizados.
É um setor muito dependente de PIB e de desemprego baixo. Então a forma de entregar uma melhora substantiva para esses trabalhadores é ter uma economia que cresce. Essa é a principal.
A gente precisa ter um ciclo de crescimento mais longo, mais robusto, com redistribuição de renda, para conseguir ver indicadores melhores de percepção das pessoas sobre a economia.
BBC News Brasil - Você sempre esteve próxima dos governos petistas, mas nunca assumiu um cargo no Executivo. Tem esse desejo num eventual governo Lula 4?
Carvalho - Eu sou uma professora universitária, fico muito confortável na posição de analista da política econômica brasileira.
Estando fora, a gente contribui para essa compreensão, essa análise dos fenômenos, com diálogo permanente com aqueles que estão [dentro do governo] fazendo. Então, eu sempre fiquei muito confortável nessa posição.
Nesse momento, estou mais pensando em escrever um novo livro, como foi o Valsa Brasileira, que analise esse novo ciclo necessário de prosperidade econômica no país. Qual é essa agenda de prosperidade econômica que possa nos ajudar a superar esses desafios novos, com os limites todos. Como abrir as frestas necessárias para conseguir implementar e adotar essas agendas.
Então, isso é o que está mais na minha cabeça no momento.
Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
A Apple entrou com uma ação judicial nesta sexta-feira (10) contra a OpenAI e dois ex-funcionários, acusando a empresa responsável pelo ChatGPT de se beneficiar de informações confidenciais da fabricante do iPhone para avançar em sua entrada no mercado de dispositivos eletrônicos.
O processo, apresentado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alega que houve uma ação coordenada para obter segredos comerciais da Apple, incluindo informações sobre projetos de produtos, processos de fabricação e estratégias da cadeia de fornecedores.
A ação envolve a OpenAI Foundation, a OpenAI Group PBC e a io Products, além de dois ex-funcionários da Apple: Chang Liu, que atuava como engenheiro sênior de sistemas elétricos, e Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design de produtos do iPhone e do Apple Watch.
O que aconteceu?
Segundo a Apple, Liu teria deixado de devolver um notebook corporativo fornecido pela empresa e, posteriormente, teria explorado uma falha no sistema de autenticação para acessar a rede interna da companhia.
A fabricante afirma que ele baixou "dezenas de arquivos confidenciais relacionados a hardware" antes de deixar a empresa e ingressar na OpenAI.
A Apple também acusa Tan de ter usado informações internas da companhia em benefício da OpenAI. De acordo com a ação, o ex-executivo teria enviado para si próprio dados sobre fornecedores da Apple e análises internas do setor antes de sua saída da empresa.
Segundo a big tech, Tan incentivou funcionários da companhia a levarem componentes da Apple para entrevistas de emprego na OpenAI, em sessões de “mostrar e contar” (“show and tell”).
No processo, a empresa cita um episódio em que um candidato a uma vaga na OpenAI teria dito que “nem sabia que podíamos pegar essas coisas do escritório”.
Mais de 400 ex-funcionários da Apple agora trabalham na OpenAI, segundo a empresa no processo, afirmando que “não é surpreendente” que alguns deles tenham conhecimento de informações confidenciais.
A companhia afirma ainda que a OpenAI teria feito perguntas altamente específicas a fornecedores sobre processos de fabricação e componentes usados pela Apple - informações que, segundo a empresa, só poderiam ser obtidas por alguém com conhecimento interno.
A Apple também alega que a OpenAI teria convencido um de seus parceiros comerciais a realizar técnicas de acabamento em metal desenvolvidas pela fabricante do iPhone para projetos de hardware da empresa de inteligência artificial, apesar de limitações contratuais.
“Só porque a OpenAI agora emprega pessoas que antes eram responsáveis pelos segredos comerciais da Apple, isso não dá à empresa o direito de usar essas informações para acelerar seus esforços em hardware”, escreveu a fabricante do iPhone na ação.
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Shannon Stapleton
Uma rivalidade bilionária
O processo aumenta significativamente a tensão entre Apple e OpenAI, uma relação que já vinha sendo pressionada nos últimos meses pela disputa por talentos e tecnologias estratégicas no setor de inteligência artificial.
A OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
A rivalidade entre as duas empresas ocorre em meio à corrida para desenvolver novos produtos baseados em inteligência artificial. Em 2024, a Apple anunciou a integração da sua plataforma "Apple Intelligence" em aplicativos como a Siri e também incorporou o ChatGPT aos seus dispositivos.
A parceria permite que usuários do iPhone acessem respostas do ChatGPT por meio da Siri e também assinem planos pagos da OpenAI diretamente pelas configurações do sistema iOS.
A OpenAI ampliou sua atuação além dos softwares ao comprar, no ano passado, a startup de hardware io Products, fundada pelo ex-designer da Apple Jony Ive, em um negócio avaliado em US$ 6,5 bilhões.
O acordo reforçou a estratégia da empresa de criar produtos físicos voltados ao consumidor. Ive, porém, não é citado como réu no processo.
No mês passado, a Apple lançou uma atualização da Siri que estava atrasada há meses. A empresa havia prometido grandes melhorias para a assistente virtual há dois anos, mas os recursos foram adiados repetidamente.
*Com informações da Reuters
Como a inteligência artificial está mudando a forma de nos relacionarmos
A fabricante sul-coreana de chips SK Hynix estreou nesta sexta-feira (10) na Nasdaq como uma das maiores ofertas já realizadas nos Estados Unidos por uma empresa estrangeira. A operação movimentou US$ 26,5 bilhões (R$ 135,6 bilhões) e ficou atrás apenas da oferta de recorde da SpaceX, que levantou US$ 86 bilhões (R$ 440,1 bilhões) no mês passado.
A SK Hynix já era negociada na bolsa de Seul há anos. O que ocorreu nesta sexta-feira foi a estreia dos papéis da companhia nos EUA por meio dos chamados American Depositary Receipts (ADRs), recibos que representam ações de empresas estrangeiras e permitem sua negociação no mercado americano.
🔎 Ou seja, a empresa não realizou uma abertura de capital nos EUA. Ela apenas passou a oferecer uma nova forma para investidores americanos acessarem suas ações.
Os papéis negociados nos EUA abriram com valorização de 14%, a US$ 170 (R$ 870,40) por ação, acima do preço definido na oferta, de US$ 149 (R$ 762,88).
A operação colocou a companhia entre as maiores empresas estrangeiras a acessar diretamente investidores americanos e reforça o interesse do mercado por empresas ligadas ao avanço da inteligência artificial (IA).
A oferta deve ajudar a SK Hynix a ampliar seus investimentos, incluindo a construção de novas fábricas, além de dar à companhia acesso direto a uma das maiores bases de investidores do mundo.
🔎 Coreia do Sul e China têm ampliado seus investimentos para fortalecer suas indústrias de chips e reduzir a dependência de tecnologia estrangeira. Enquanto a Coreia do Sul busca consolidar sua liderança em semicondutores, com grandes aportes de empresas como SK Hynix e Samsung, a China também acelera seus planos para desenvolver uma cadeia própria de inteligência artificial e chips avançados.
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China e Coreia do Sul querem aumentar investimento em IA
O que faz a SK Hynix?
A SK Hynix é uma das principais fabricantes mundiais de chips de memória, componentes responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de dados.
A companhia, sediada em Icheon, na Coreia do Sul, é a maior fabricante mundial de chips de memória de alta largura de banda (HBM, na sigla em inglês), tecnologia essencial para o processamento de grandes volumes de dados em sistemas de inteligência artificial.
Esses componentes são usados em equipamentos de computação avançada, incluindo unidades de processamento gráfico (GPUs) desenvolvidas por empresas como Nvidia e AMD para alimentar modelos de IA cada vez mais sofisticados.
Nos últimos anos, a corrida pela IA fez empresas de tecnologia investirem centenas de bilhões de dólares na construção de infraestrutura para suportar essa nova geração de sistemas.
Segundo uma análise do Bank of America Securities divulgada nesta semana, os investimentos globais em infraestrutura de nuvem e inteligência artificial podem se aproximar de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,68 trilhões) até 2027, com crescimento anual entre 40% e 50%.
Esse movimento elevou a demanda por chips mais avançados e transformou fabricantes de componentes, como a SK Hynix, em algumas das empresas mais acompanhadas pelo mercado.
Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas
Inteligência Artificial
Demanda supera em sete vezes a quantidade oferecida
A entrada na Nasdaq permite que a SK Hynix amplie sua exposição entre investidores internacionais, especialmente nos EUA, onde estão algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo.
A oferta recebeu uma procura mais de sete vezes superior ao número de ações disponíveis, segundo uma fonte ouvida pela Reuters.
Para Giuseppe Sette, cofundador da plataforma de análise de investimentos Reflexivity, a listagem americana representa uma forma de aproveitar o interesse dos investidores pelo setor de inteligência artificial e reduzir a diferença de avaliação em relação a concorrentes americanas.
Apesar da forte demanda, analistas avaliam que empresas que tentarem seguir o mesmo caminho podem encontrar um mercado mais seletivo, especialmente diante das preocupações com os preços elevados das ações de tecnologia e com a possibilidade de desaceleração dos investimentos em IA.
Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial.
Dado Ruvic/Reuters
Disputa com a Micron e o futuro dos chips de IA
A demanda por chips HBM aumentou nos últimos anos porque empresas que desenvolvem computadores e servidores voltados para inteligência artificial precisam desses componentes para ampliar a capacidade de processamento.
A alta procura transformou esses semicondutores em produtos disputados e beneficiou fabricantes que atuam nesse segmento.
A concorrente americana Micron também teve forte valorização no último ano, com alta de 711% em 12 meses. A SK Hynix registrou alta de 630% no mesmo período.
Antes da estreia nos EUA, porém, as ações da SK Hynix haviam recuado cerca de 25% desde o recorde atingido duas semanas antes, acompanhando uma perda de ritmo recente dos papéis ligados a semicondutores.
Mesmo sendo líder no segmento de memória para IA, a SK Hynix negocia atualmente por cerca de 5,8 vezes o lucro esperado para os próximos anos, enquanto a Micron está avaliada em aproximadamente sete vezes esse indicador, segundo dados da LSEG.
* Com informações da Reuters
É #FAKE vídeo de Neymar pedindo 'perdão a todos os brasileiros' por eliminação do Brasil na Copa; cena foi manipulada com IA
Reprodução
Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra Neymar pedindo "perdão a todos os brasileiros" por não ter conquistado hexacampeonato da Copa do Mundo para o Brasil. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como são os posts?
Publicado nesta quarta-feira (8) no TikTok, onde alcançou mais de 2,6 milhões de visualizações, o post tem esta legenda: "Neymar se despede da Copa Do Mundo".
No vídeo, o jogador aparece em frente a um painel que exibe a inscrição "World Cup 2026" (Copa do Mundo 2026) e diversos logotipos de patrocinadores do evento. Na frente do atacante, estão posicionados microfones de veículos de imprensa, como em uma entrevista.
Neymar diz: "Primeiramente, eu queria pedir perdão a todos os brasileiros, né? Porque mesmo tendo feito o último gol de honra pela seleção brasileira, infelizmente eu não consegui trazer o tão sonhado hexa para casa. O que eu posso dizer é que foi um prazer poder jogar pelo meu país e poder honrar essa camisa até o fim. Eu desejo muito talento e ousadia para a próxima seleção, mas infelizmente é aqui que nos despedimos. Um forte abraço do menino Ney e jamais se esqueçam de mim".
Mas essa declaração não é real. O material manipulou com inteligência artificial (IA) o áudio e imagens de uma entrevista concedida pelo jogador em 24 de junho, ou seja: antes da eliminação do Brasil, no domingo (5), após perder de 2 a 1 para a Noruega (leia mais abaixo).
Em seu comentário após à derrota do Brasil na Copa, Neymar, na verdade, indicou que pode ter encerrado sua carreira na seleção. Ainda no gramado, afirmou ao ge: "Agora acabou. Comecei aqui e fechei aqui".
Ao longo da gravação fake, as imagens da entrevista são intercaladas com vídeos reais de Endrick e Vini Jr. na Copa. O material exibe ainda a cobrança de pênalti de Neymar no fim da partida contra os noruegueses. Na seção de comentários, usuários questionaram se a fala do atacante era real, enquanto outros apontaram que se tratava de uma produção feita com IA.
⚠️ Por que #É FAKE?
O vídeo falso utilizou IA para adulterar uma entrevista de Neymar depois do primeiro jogo em que ele entrou em campo na Copa do Mundo de 2026. Válida pela última rodada do Grupo C, vitória por 3 a 0 contra a Escócia garantiu à seleção a liderança da chave. Portanto, não haveria sequer motivo para o jogador se desculpar por uma eliminação, já que o Brasil seguia na disputa.
Na conversa verdadeira com jornalistas — disponível na íntegra no ge — o jogador falou sobre a sensação de voltar a jogar pela seleção, exaltou o atacante Vini Jr. e contou sobre o apoio de sua família na competição.
O Fato ou Fake conseguiu identificar trechos do vídeo real utilizados no material mentiroso. Para isso, foi necessário acompanhar os movimentos da cabeça e das sobrancelhas do jogador.
A IA foi utilizada para sincronizar os movimentos dos lábios do jogador com o áudio fake, também produzido com esse recurso. Além disso, as imagens da entrevista parecem ter sido editadas para aumentar a nitidez dos traços.
Imagens do vídeo manipulado com IA do jogador Neymar (à esquerda) e da entrevista original (à direita).
Reprodução/ge
O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas que detectam conteúdos fabricados com IA. Veja resultado da análise (e os infográficos na sequência):
Sightengine - 99% de probabilidade de os trechos com o rosto do Neymar terem sido manipulados com IA.
HiveModeration - 51% de probabilidade de o material ter áudio gerado com IA.
O HiveModeration não acusou manipulação especificamente das imagens. Uma das hipóteses para isso é o fato de haver uma legenda cobrindo parte do rosto do jogador, o que dificulta a detecção de inconsistências.
Além disso, o conteúdo falso contém uma trilha sonora do início ao fim, o que pode dificultar a a indicação de adulteração nas declarações.
Os pontos mais altos no gráfico exibem as imagens de Neymar na entrevista manipulada por IA.
Reprodução
HiveModeration aponta uso de IA em áudio de vídeo de Neymar.
Reprodução
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Reprodução
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Dancinhas de TikTok e remixes de funk invadem quadrilhas escolares
O TikTok informou nesta sexta-feira (10) que irá fortalecer suas ferramentas, parcerias e mecanismos de segurança para ajudar seus usuários a identificar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA).
As novidades anunciadas incluem:
Novos recursos educacionais e mais investimentos no fundo de letramento em IA;
Testes de sistemas aprimorados de detecção para identificar contas dedicadas à publicação de spam gerado por IA, que prejudicam criadores originais; e
Fortalecimento dos padrões técnicos que adicionam metadados criptografados a imagens, vídeos e áudios. Chamado de “selo de procedência”, o recurso permite verificar a autoria, a data e todas as ferramentas de edição utilizadas na criação do conteúdo.
“À medida que essa tecnologia evolui, há também o risco de que ela seja utilizada indevidamente para produzir conteúdo de spam em grande escala, o que acaba ofuscando criadores autênticos”, explicou o TikTok em nota.
Segundo a empresa, a rede social já trabalha há algum tempo no combate ao spam e utiliza tecnologia para remover esse tipo de publicação. “Só no primeiro trimestre deste ano, removemos mais de 86 milhões de contas falsas”, acrescentou a companhia.
Nas próximas semanas, especificamente, o TikTok testará melhorias nos sistemas de detecção de contas dedicadas à publicação de spam gerado por IA em temas que possam representar riscos à confiança ou ao bem-estar do público.
Entre os conteúdos monitorados estão:
Política e atualidades;
Aconselhamento financeiro; e
Conteúdos de saúde.
“Até o momento, classificamos mais de 3 bilhões de vídeos como AIGC [conteúdo gerado por inteligência artificial] por meio de uma combinação das Credenciais de Conteúdo, ferramentas de identificação de criadores e nossa tecnologia de marca d’água invisível”, explicou a empresa.
Folarin Balogun, dos EUA, recebe cartão vermelho do árbitro Raphael Claus.
Phil Noble/Reuters
Se o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esperava que a tecnologia ajudasse a reduzir as controvérsias da arbitragem, a Copa do Mundo mostrou que o debate está longe de terminar.
O uso da tecnologia esteve no centro das principais polêmicas do torneio, incluindo a expulsão de Folarin Balogun, caso que chegou a chamar a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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As críticas variaram de acusações de excesso de interferência e falta de critério uniforme na aplicação do VAR a teorias conspiratórias de que a tecnologia estaria favorecendo determinadas seleções ou jogadores.
O técnico do Egito, Hossam Hassan, reuniu essas críticas após a derrota por 3 a 2 para a Argentina nas oitavas de final. Na partida, sua equipe teve um gol anulado pelo VAR devido a uma falta na outra ponta do campo e um pedido de pênalti que não foi atendido.
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“O que está acontecendo não é justo”, disse ele.
O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, afirmou em uma entrevista na quarta-feira que estava satisfeito com o andamento das coisas e, em particular, defendeu a decisão de anular o gol do Egito por causa de uma falta na jogada que antecedeu o gol.
"Não existe um limite pré-estabelecido para a distância da jogada em relação ao gol nem para o tempo transcorrido até a conclusão da jogada", afirmou Collina.
“Acreditamos que uma falta é uma falta. Independentemente de a falta parecer ‘óbvia’, se o árbitro não a viu em campo, o VAR pode intervir.”
O Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) foi criado para corrigir erros considerados claros e evidentes, como o famoso gol marcado com a mão por Diego Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986.
A introdução do VAR na Copa do Mundo enfrentou resistência de Joseph Blatter quando ele era presidente da Fifa, mas foi rapidamente adotada por Infantino quando assumiu o cargo em 2016.
Houve 20 intervenções do VAR nos 64 jogos da Copa de 2018 e menos de 30 no mesmo número de partidas no Catar, em 2022. Já na edição de 2026, esses números foram superados ainda nas fases iniciais da competição, que passou a contar com 104 jogos.
Fifa amplia o papel do VAR
O aumento das intervenções não ocorreu por acaso. A ampliação do papel dos quatro árbitros responsáveis pelo VAR é um dos pilares da estratégia adotada por Collina para esta Copa do Mundo.
Em parceria com o International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol, Collina ampliou as situações em que o VAR pode intervir, acrescentando quatro novas categorias de revisão.
O especialista em ciência de redes Brennan Klein afirmou que um futuro no qual uma rede cada vez maior de câmeras e sistemas de inteligência artificial assumisse parte das decisões de arbitragem em tempo real — embora possível — era improvável, simplesmente porque os torcedores parecem cada vez menos dispostos a aceitar um nível maior de intervenção tecnológica.
"Esse tipo de futuro distópico, de excesso de arbitragem em tudo, acaba não abordando a questão que motivou a intervenção inicial", disse à Reuters Klein, que vem analisando dados ao longo do torneio com sua equipe na Universidade Northeastern.
"Tenho a impressão de que, de modo geral, os torcedores no estádio simplesmente detestam isso. Eles foram informados de que essa é a maneira correta de fazer as coisas, mas não tiveram realmente voz ativa na decisão."
"Acho que os torcedores parecem estar votando com suas vaias."
'Abuso da tecnologia'
Se a partida entre Croácia e Portugal tivesse acontecido na Copa do Mundo de 2014, provavelmente teria terminado empatada por 2 a 2 no tempo regulamentar.
Josko Gvardiol marcou aos 13 minutos dos acréscimos e empatou o jogo para a Croácia. No entanto, o VAR apontou que a bola havia tocado em Igor Matanovic antes de chegar ao defensor, o que colocou um companheiro de equipe em posição irregular.
O toque não pôde ser percebido a olho nu e tampouco alterou visivelmente a trajetória da bola. Ainda assim, um sensor instalado no equipamento registrou o contato, possivelmente até com o cabelo de Matanovic.
"(O sensor) é capaz de detectar até os contatos mais leves, fornecendo aos árbitros informações sem precedentes para tomar decisões rápidas e precisas", afirmou a Fifa em uma publicação nas redes sociais.
Luka Modric, croata que se despediu das Copas do Mundo após a derrota por 2 a 1, não ficou impressionado com a decisão.
"A tecnologia é útil em determinadas situações, mas está sendo usada de forma incorreta ou seletiva, dependendo da equipe envolvida ou de outros fatores", afirmou o jogador.
"Se for um erro evidente, a intervenção faz sentido. Mas, quando a jogada está em uma área cinzenta e sujeita à interpretação, não há motivo para interferir."
A Federação Croata de Futebol (HNS), que apoia o uso do VAR, enviou um ofício à Fifa pedindo explicações sobre a decisão e classificando o episódio como "um abuso da tecnologia".
Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook.
Tony Avelar/AP
A Meta terá de modificar o que a União Europeia classifica como um "design viciante" no Facebook e no Instagram ou poderá enfrentar multas elevadas, advertiu o bloco nesta sexta-feira (10).
Segundo a Comissão Europeia, a Meta não adotou medidas suficientes para reduzir os riscos que o Facebook e o Instagram representam para os usuários, especialmente crianças e pessoas vulneráveis. Na avaliação do órgão, as plataformas utilizam mecanismos que incentivam o uso contínuo das redes sociais.
Se as conclusões preliminares forem confirmadas, a UE poderá aplicar uma multa equivalente a até 6% do faturamento anual global da empresa.
"Proteger a saúde física e mental dos europeus deve ser uma prioridade para as plataformas de redes sociais", afirmou, em comunicado, Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica.
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Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia para que reforcem a proteção aos usuários, especialmente às crianças.
Em um parecer preliminar divulgado nesta sexta-feira, a Comissão Europeia afirmou ter identificado indícios de que a Meta violou regras europeias e disse que a empresa precisará promover mudanças no design do Instagram e do Facebook.
Segundo a Comissão, as mudanças poderiam incluir o fim de recursos considerados viciantes, como a reprodução automática de conteúdo e a rolagem infinita. O órgão também quer mecanismos mais eficazes para limitar o tempo de uso e ajustes nos sistemas de recomendação para reduzir o incentivo ao consumo contínuo de conteúdo.
A Meta disse discordar das conclusões preliminares, mas afirmou que continuará "colaborando de maneira construtiva" com a União Europeia.
Uma alta autoridade da UE afirmou à France-Presse (AFP) que o objetivo da Comissão Europeia não é punir as empresas.
"Queremos promover mudanças e, se conseguirmos isso por meio de compromissos assumidos pelas empresas, ficaremos muito satisfeitos", disse.
UE questiona mecanismos de proteção
As conclusões foram divulgadas poucos dias antes de um painel de especialistas encarregado pela Comissão Europeia apresentar, na segunda-feira (13), recomendações para ampliar a proteção de crianças contra conteúdos inadequados na internet.
Em fevereiro, a UE fez um alerta semelhante ao TikTok, informando à plataforma que deveria alterar seu design ou correria o risco de receber multas elevadas.
Ainda assim, a autoridade ressaltou que há uma "pequena diferença" em relação ao TikTok, argumentando que "a Meta sempre procurou abordar a proteção dos menores na internet".
Em seu parecer, a Comissão Europeia observou que as ferramentas de controle de tempo do Facebook e do Instagram podem ser desativadas com facilidade pelos próprios usuários. Além disso, os controles parentais só seriam eficazes se os responsáveis tivessem determinados conhecimentos técnicos.
A UE iniciou sua investigação sobre a Meta em 2024 com base na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês).
A legislação é uma das principais ferramentas adotadas pela União Europeia para responsabilizar grandes empresas de tecnologia por conteúdos e riscos em suas plataformas e ampliar a proteção dos usuários online.
China testa com sucesso recuperação de propulsores de foguete a partir do mar
A China testou com sucesso nesta sexta-feira (10) um sistema experimental de recuperação de foguetes usando uma rede presa a uma plataforma marítima, informou a mídia estatal, na esperança de quebrar o domínio dos Estados Unidos em foguetes reutilizáveis.
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O foguete Long March 10B decolou do centro de lançamento espacial comercial de Hainan, no sul da China, às 1h15 no horário de Brasília (12h15 no horário local) e, cerca de seis minutos após a separação do propulsor e do estágio superior, o propulsor retornou verticalmente e foi recuperado em uma plataforma marítima, informou a emissora estatal CCTV.
"Um dia histórico para o programa espacial da China", disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, sobre o teste com o foguete.
O teste marcou a primeira recuperação bem-sucedida por parte da China de um foguete de classe orbital, aproximando o país do desenvolvimento de foguetes reutilizáveis.
As ações de empresas aeroespaciais chinesas dispararam após a notícia, com a China Spacesat e a China Satellite Communications atingindo seus limites diários de alta.
O foguete Long March 10B foi comparado ao Falcon 9, o foguete de porte médio amplamente utilizado da SpaceX. Ele foi desenvolvido para o setor aeroespacial comercial pela principal agência estatal de desenvolvimento de foguetes do país, a Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento, e é capaz de transportar uma carga útil de pelo menos 16 toneladas métricas para a órbita terrestre baixa.
[bbc] Um voo de teste do foguete Longa Marcha 10 da China, o veículo projetado para levar astronautas chineses à Lua
VCG / China Manned Space Agency
Mas, diferentemente do Falcon 9, o Long March 10B não pousa autonomamente em pernas extensíveis em uma plataforma terrestre ou navio-drone, usando, em vez disso, "ganchos de pouso" para capturar a rede presa a uma plataforma marítima.
Em contrapartida, a SpaceX pousou um foguete Falcon 9 de um voo orbital pela primeira vez em dezembro de 2015, seguida pelo New Glenn da Blue Origin em novembro de 2025.
Atualmente, o Falcon 9 da SpaceX realiza cerca de 150 lançamentos por ano, ou aproximadamente três vezes por semana, com seu propulsor sendo reutilizado dezenas de vezes, se necessário. O propulsor, que contém o motor, é geralmente considerado a parte mais valiosa de um foguete.
A China passou quase uma década desenvolvendo tecnologias de foguetes reutilizáveis, desde os primeiros testes de voo estacionário em baixa altitude até as tentativas de recuperação de foguetes propulsores em órbita nos últimos anos. Um sistema de foguetes reutilizáveis reduzirá os custos de lançamento para as constelações de satélites comerciais da China, que estão se expandindo rapidamente.
Empresas privadas chinesas também estão intensificando os esforços para testar seus foguetes reutilizáveis em meio à intensa competição global para adquirir a tecnologia, e a China flexibilizou as regras de IPO para empresas que desenvolvem foguetes reutilizáveis para ajudá-las a captar recursos.
Duas tentativas realizadas no ano passado pela empresa privada chinesa LandSpace e pela estatal China Aerospace Science and Technology Corporation falharam em concluir a etapa final crucial de pouso e recuperação do foguete propulsor.
Como parte da família Long March 10, que está sendo desenvolvida para as missões lunares tripuladas da China antes de 2030, o Long March 10B também poderá fornecer dados e validar tecnologias relevantes para o programa lunar em geral.
A CCTV informou que a China planeja usar novamente o estágio de propulsão do foguete Longa Marcha 10 para outro lançamento até o final deste ano.
Agora no g1
Wally Funk após viagem espacial com Jeff Bezos em nave da Blue Origin
AP Photo/Tony Gutierrez
Morreu nesta quinta-feira (9) aos 87 anos Wally Funk, uma pioneira no setor aeroespacial. Ela ficou mais conhecida por ter se tornado em 2021 a mulher mais velha a fazer uma viagem espacial.
Wally faleceu no seu apartamento em uma instituição de repouso no Texas, Estados Unidos, depois de sofrer algumas quedas e contrair uma infecção na perna, informou a Associated Press.
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Nos anos 1960, ela esteve entre as 13 mulheres que fizeram um treinamento de astronautas da Nasa. Elas não chegaram a participar de missões espaciais pela agência por serem mulheres.
Em 2021, Wally foi a "convidada de honra" no primeiro voo suborbital tripulado da Blue Origin, que também teve como passageiro o fundador da empresa, Jeff Bezos. (relembre abaixo)
Jeff Bezos no espaço: Veja os melhores momentos do voo e entenda o caso
Na ocasião, ela tinha 82 anos e se tornou a pessoa mais velha a ir ao espaço, marca superada mais tarde por William Shatner, ator que interpretou o Capitão Kirk em "Star Trek", e Ed Dwight, primeiro candidato negro a astronauta dos EUA. Os dois homens viajaram com 90 anos cada um.
Wally Funk foi pilota, instrutora de voo e a primeira mulher a se tornar inspetora da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) e investigadora de segurança aérea do Conselho Nacional de Segurança do Transporte dos EUA (NTSB).
A Blue Origin chamou Wally de pioneira em cada sentido da palavra. "Estamos profundamente tristes com a morte de Wally Funk. Sentimo-nos honrados em fazer parte de sua jornada. Sua história continuará a inspirar gerações de futuros exploradores".
A cuidadora Duff O'Dell disse que Wally foi a pessoa mais otimista que ela conheceu. "Muitos homens disseram a ela: 'Não, você não pode fazer isso, você não pode fazer aquilo'. E ela nunca se irritou com isso. Ela simplesmente ficou mais determinada".
Imagem não datada mostra a pioneira de viagens espaciais Wally Funk, que viajou ao espaço com Jeff Bezos em 2021
Blue Origin via AFP
Atacante da França durante o jogo contra o Marrocos.
REUTERS/Brian Snyder
O atacante Kylian Mbappé desperdiçou um pênalti na partida entre França e Marrocos, válida pelas quartas de final da Copa do Mundo, disputada na tarde desta quinta-feira (9).
No entanto, ele conseguiu dar a volta por cima e fazer um gol no segundo tempo. Dembélé fez outro e,a França venceu por 2 x 0.
ASSISTA: França e Marrocos disputam vaga na semifinal; Mbappé perde pênalti
Veja abaixo algumas reações de torcedores nas redes sociais:
Meme França x Marrocos.
Reprodução/X
Meme França x Marrocos.
Reprodução/X
Meme França x Marrocos.
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Meme França x Marrocos.
Reprodução/X
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Meme França x Marrocos.
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ChatGPT Work
Divulgação/OpenAI
A OpenAI lançou nesta quinta-feira (9) o ChatGPT Work, um agente de inteligência artificial criado para ajudar em tarefas do trabalho como planilhas e apresentações de slides.
Segundo a empresa, o ChatGPT Work precisa de apenas um comando para fazer todas as etapas de processos complexos. Isso é possível porque ele é capaz de dividir o trabalho em pequenas tarefas.
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O agente analisa arquivos externos ao se integrar com serviços de e-mail, calendários e gerenciadores de projetos, além de programas como Excel, Teams, Slack e Notion.
A novidade é baseada no GPT-5.6, modelo de IA que também foi lançado nesta quinta e é dividido em três versões: Sol, para tarefas mais avançadas; Terra, capaz de balancear eficiência e custo; e Luna, a mais econômica.
Agora no g1
O ChatGPT Work foi liberado para assinantes das versões Pro, Enterprise e Edu, e ficará disponível nos próximos dias para as versões Plus e Business. O GPT-5.6 também é exclusivo para versões pagas do ChatGPT e outros serviços da OpenAI.
A estreia do GPT-5.6 aconteceria em junho, mas foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos, que apontou preocupações com a segurança nacional e com o possível uso indevido de tecnologias de inteligência artificial de alta capacidade.
Segundo a OpenAI, o GPT-5.6 Sol tem desempenho parecido com o Mythos Preview, que foi criado pela Anthropic e também passou por uma extensa análise do governo americano.
Agentes de IA são aposta de empresas, e quem os domina pode ganhar até R$ 20 mil
A OpenAI afirmou que o ChatGPT Work pode fazer por conta própria todas as ações pedidas pelos usuários, mas destacou que também é possível controlar o processo, ao fazer perguntas, mudar orientações e revisar ações importantes.
O agente também pode assumir tarefas repetitivas, como monitorar sites e criar resumos, mesmo que o usuário não esteja online. As ações podem ser feitas em uma frequência determinada ou quando outro evento acontece.
Sede do The New York Times
Associated Press
Um grupo de jornais, incluindo o "New York Times" e o "New York Daily News", solicitou a um tribunal federal de Manhattan nesta quinta-feira (9) que aplique sanções à OpenAI, dona do ChatGPT, na disputa sobre direitos autorais.
Os veículos alegam que a empresa mentiu ao tribunal sobre sua capacidade de pesquisar em seus sistemas por provas de que utilizou indevidamente milhões de reportagens para treinar seus modelos de IA.
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Segundo os jornais, a OpenAI alegou falsamente que não poderia pesquisar seus grandes modelos de linguagem em busca de material protegido por direitos autorais, ao mesmo tempo em que ocultou que já havia feito esse tipo de busca "antes mesmo de o primeiro requerente da imprensa ter entrado com a ação".
Os veículos também afirmam que a OpenAI excluiu bilhões de conversas relevantes do ChatGPT ou as tornou impossíveis de pesquisar.
Agora no g1
Eles pedem que o tribunal aplique sanções, incluindo o pagamento de honorários advocatícios, e reconheça judicialmente que os registros de conversas da OpenAI demonstram que a empresa utilizou indevidamente obras protegidas por direitos autorais.
Porta-vozes da OpenAI não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre a petição.
A ação judicial, movida inicialmente pelo New York Times em 2023, acusa a OpenAI e seu maior financiador, a Microsoft, de usar milhões de artigos do jornal sem autorização para treinar o grande modelo de linguagem que sustenta o ChatGPT.
O caso é um dos vários processos movidos por detentores de direitos autorais — entre eles autores, artistas visuais e gravadoras — contra empresas de tecnologia, como OpenAI, Anthropic e Meta, por supostamente utilizarem indevidamente esse material para treinar sistemas de IA.
"Por mais de dois anos, a OpenAI mentiu para o The Times, para os demandantes do Daily News, para o público e para o tribunal", afirmou o advogado principal do New York Times, Ian Crosby, em comunicado.
"A empresa alegou que pesquisar os resultados do ChatGPT em busca de cópias do conteúdo do The Times e dos demandantes do Daily News era inviável, oneroso e invasivo da privacidade dos usuários, ao mesmo tempo em que ocultava que já havia realizado essas pesquisas."
A OpenAI havia afirmado anteriormente ao tribunal que não possuía ferramentas para pesquisar seus conjuntos de dados e registros de resultados em busca de material protegido por direitos autorais.
No entanto, segundo a petição apresentada pelos jornais nesta quinta-feira, um funcionário da empresa testemunhou posteriormente que a OpenAI havia "realizado várias pesquisas por conteúdo dos demandantes do Daily News".
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IA da Meta permite que terceiros criem deepfakes com fotos do seu Instagram; veja como impedir
Reprodução
A Meta anunciou nesta semana seu primeiro gerador de imagens por IA desenvolvido pela equipe de superinteligência artificial da empresa. A tecnologia, no entanto, permite que outras pessoas usem fotos públicas no Instagram para criar deepfakes (veja como impedir).
🔎 Deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial para alterar fotos e vídeos. Com ela, por exemplo, é possível trocar o rosto de uma pessoa pelo de outra ou modificar o que alguém diz em um vídeo.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O novo gerador de imagens da Meta, chamado Muse Image, está ativado por padrão e pode ser usado no Instagram, no WhatsApp e no site da Meta AI, o chatbot da empresa de Mark Zuckerberg. Em breve, ele chegará ao Facebook e ao Messenger.
O g1 testou a ferramenta no site da Meta AI e constatou que ela foi capaz de criar deepfakes de terceiros apenas com a menção ao @ da pessoa, sem que fosse necessário informar a rede social. Em muitos casos, a IA identificou automaticamente que se tratava do Instagram. Em outros, chegou a pesquisar fotos da pessoa no Google.
Agora no g1
No comunicado de lançamento, a Meta afirmou que pode usar publicações públicas feitas em suas redes sociais para gerar imagens com IA e disse que os usuários "têm controle sobre como seu conteúdo pode ser marcado para criação com IA, com uma configuração simples para desativar esse recurso a qualquer momento".
"Mencione um amigo com @ no app da Meta AI para trazê-lo à sua criação, compartilhe diretamente no seu story ou grupo de chat, ou remixe o que está em alta. É IA a serviço das experiências sociais que bilhões de pessoas já amam", afirmou a empresa.
O g1 também testou a ferramenta com contas privadas, mas a criação das imagens foi bloqueada.
Procurada, a Meta disse que a ferramenta conta com "controles rigorosos e mecanismos de segurança desde o primeiro dia" e que "tomará medidas contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade".
Como impedir
IA da Meta permite que terceiros criem deepfakes com fotos do seu Instagram; veja como impedir
Reprodução/Meta AI
Embora o recurso esteja sendo liberado gradualmente, a Meta já permite impedir que terceiros usem seus conteúdos públicos para criar imagens com a Meta AI. Veja como:
No seu perfil, toque no menu (as três barras no canto superior direito).
Em "Como outras pessoas podem interagir com você", toque em "Compartilhamento e reutilização".
Em "Permita que as pessoas reutilizem seu conteúdo no Instagram e com recursos de IA da Meta", desmarque as opções "Posts" e "Reels".
➡️ Nas configurações do app Meta AI, em um recurso separado do Muse Image, também é possível definir quem pode usar sua imagem em criações com IA. Para isso, acesse as configurações da Meta AI, toque em "Sua imagem" e envie uma selfie e outras fotos suas.
Em seguida, escolha quem poderá usar essas imagens: "Somente você", "Seguidores que eu aprovo", "Seguidores que eu também sigo" ou "Todos".
Para Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital, a decisão de permitir o uso de imagens de colegas publicadas no Instagram para criações com a IA da Meta mostra que a corrida pela inteligência artificial está acontecendo sem a devida atenção a questões éticas, de governança, de segurança e aos cuidados necessários com as pessoas.
"Se a IA da Meta causar danos a terceiros e ficar comprovado que medidas de proteção, conhecidas como guard rails, poderiam ter sido adotadas, mas não foram, isso pode ser caracterizado como imprudência. Nesse caso, a empresa responde pelos danos causados a terceiros", afirmou.
O que diz a Meta
"Desenvolvemos o Muse Image com controles rigorosos e mecanismos de segurança desde o primeiro dia. Contas privadas e aquelas pertencentes a usuários menores de 18 anos são automaticamente excluídas, e usuários adultos com contas públicas podem optar por não participar com apenas alguns cliques. Tomaremos medidas contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade."
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Data Center: servidores funcionam como sistemas de armazenamento e proteção de dados
A Meta Platforms anunciou o início da construção de um novo data center otimizado para inteligência artificial em Sturgeon County, na província de Alberta, no Canadá. A unidade terá 1 gigawatt (GW) de capacidade energética, projetada para atender às demandas de processamento de IA.
A novidade consumirá o equivalente a eletricidade de 800 mil residências. O projeto representa um investimento superior a CAD$ 13 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 47,32 bilhões.
Segundo a empresa, a construção deve gerar mais de 3 mil empregos no pico das obras e a criação de mais de 300 vagas operacionais após a conclusão da estrutura.
Este será o primeiro data center da Meta no Canadá e o 33º da companhia no mundo. A unidade ajudará a desenvolver tecnologias usadas por bilhões de pessoas para comunicação, criação de comunidades, crescimento de negócios e uso de dispositivos vestíveis.
Além da construção do data center, a Meta informou que investirá cerca de CAD$ 60 milhões (R$ 218,4 milhões) em melhorias de infraestrutura local, incluindo obras relacionadas a estradas e sistemas de água.
A empresa também pretende lançar programas de apoio financeiro para organizações sem fins lucrativos da região.
Energia e sustentabilidade
A Meta afirmou que arcará integralmente com os custos relacionados ao consumo de energia dos seus data centers, para evitar impactos sobre os consumidores locais. A empresa também financiou novas estruturas de geração e melhorias na rede elétrica para atender à demanda da unidade.
Segundo a companhia, todo o consumo de eletricidade do novo data center será compensado com 100% de energia limpa e renovável.
Representação artística do centro de dados de IA planejado pela Meta - o primeiro da empresa no Canadá, a ser construído em Sturgeon County, Alberta
Meta/Divulgação
Uso de água
A empresa também informou que adotará um sistema de resfriamento com uso eficiente de água. O data center de Sturgeon County utilizará um sistema fechado de resfriamento líquido com resfriamento a seco, que, segundo a Meta, elimina o uso operacional de água no sistema de refrigeração.
Dessa forma, o consumo de água da unidade ficará restrito a usos domésticos, sistemas de proteção contra incêndios e manutenção de equipamentos.
A Meta afirma ainda que pretende ser positiva em água até 2030, restaurando globalmente mais água do que consome em suas operações próprias.
* Com informações da agência Reuters
Grok, inteligência artificial da SpaceXAI
Reuters/Dado Ruvic/Illustration
A SpaceXAI, do bilionário Elon Musk, lançou nesta quarta-feira (8) o que considera ser seu modelo de inteligência artificial mais inteligente.
Batizado de Grok 4.5, ele foi criado principalmente para ajudar usuários a programar códigos e a fazer tarefas de escritório, como criar planilhas e apresentações complexas.
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Segundo a empresa, o modelo consegue criar aplicativos do zero mesmo que os comandos tenham poucos detalhes e criar arquivos com vários recursos de programas como Excel e PowerPoint.
Em testes sobre de raciocínio de longo prazo e de uso de agentes de IA, o Grok 4.5 se aproximou do Opus 4.8, modelo da Anthropic considerado um dos mais poderosos do mundo.
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Nos comparativos, ele ficou atrás de concorrentes como o GPT 5.5, da OpenAI, e o Fable, modelo da Anthropic considerado tão avançado que precisou sofrer restrições em questões sensíveis.
O Grok 4.5 foi treinado a partir de conjuntos de dados sobre programação, ciências, engenharia e matemática, explicou a SpaceXAI.
A empresa destacou que seu novo modelo é duas vezes mais eficiente do que rivais, o que, em tese, permite aos usuários resolver tarefas em menos etapas e usar menos tokens.
🔎 Tokens de IA são a quantidade de informações enviadas e recebidas em interações com modelos de IA. Cada palavra, parte de uma palavra e sinais de pontuação podem ser considerados tokens.
Em comunicado, a SpaceXAI disse que o Grok 4.5 custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. O valor custa menos da metade cobrada por modelos concorrentes.
O Grok 4.5 está disponível no Grok Build, no painel da SpaceXAI e no Cursor, três sistemas exclusivos para assinantes.
Não houve homenagem a Neymar Junior no Cristo Redentor
g1
Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente exibe um show de drones em homenagem a Neymar que teria ocorrido no Cristo Redentor, no Rio, após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como são os posts?
O vídeo, que foi viralizou nesta quarta-feira (8) em redes sociais como X e Instagram, mostra o público assistindo a um show de drones que formam a bandeira do Brasil e a silhueta do jogador. Também aparece a mensagem "Obrigado, 10", que seria um agradecimento à participação de Neymar na Copa do Mundo 2026.
Veja dois exemplos de legendas: "O carinho do povo brasileiro para o maior camisa 10 da seleção brasileira pós Pelé"; e "Um incrível show de drones em homenagem a Neymar Jr. ✨ Obrigado, camisa 10! Uma homenagem inesquecível para um dos maiores jogadores da Seleção".
Esses enunciados omitem que se trata de um conteúdo criado com inteligência artificial (IA), como comprovam plataformas de detecção desse recurso usadas pelo Fato ou Fake (leia detalhes abaixo). Além disso, a assessoria de imprensa do Santuário do Cristo Redentor desmentiu que lá ocorreu um show de drones em tributo a Neymar.
Embora o perfil de Instagram que originalmente postou a cena se descreva como "criador de vídeo de IA e filmmaker digital", esse aviso pode se perder em outras publicações que compartilharam o mesmo material, levando usuários a acreditarem que realmente pode ter ocorrido um "tributo" com drones dedicado ao atacante.
Depois que o Brasil foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo pela Noruega, no domingo (5), Neymar indicou que pode ter encerrado sua carreira na seleção brasileira. Ainda no gramado, ele disse ao ge: "Agora acabou. Comecei aqui e fechei aqui".
⚠️ Por que #É FAKE?
O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas que detectam conteúdos fabricados com IA – e ambas apontaram uso desse recurso. Veja resultado da análise (e os infográficos na sequência):
HiveModeration - "99,9% de probabilidade de o vídeo ter sido gerado com IA. É provável que essa contribuição contenha conteúdo gerado por IA ou deepfake".
Sightengine - "99% de probabilidade de o vídeo ter sido gerado com IA".
Diagnóstico do Hive Moderation
g1
Diagnóstico Sightengine de vídeo de Neymar criado por IA
g1
Além disso, a cena apresenta inconsistências comuns em criações sintéticas. A tela de um dos celulares gravando o "espetáculo" mostra a bandeira do Brasil numa versão diferente da versão pontilhada que surge no céu. Além disso, na imagem do telefone, não há a mensagem "Obrigado, 10" (veja abaixo).
Detalhes em imagem revelam uso de IA
g1
O perfil de Instagram que postou originalmente o vídeo indicou ter utilizado a ferramenta PixVerse, que cria vídeos e fotos a partir de comandos em texto (prompts).
Na segunda-feira (6), a mesma conta publicou um vídeo semelhante, também desmentido pelo Fato ou Fake:
É #FAKE vídeo de show de drones na Ilha da Madeira em tributo a Cristiano Ronaldo após derrota na Copa; cena foi feita com IA
Não houve homenagem a Neymar Junior no Cristo Redentor
g1
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VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
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GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake
Elon Musk se torna o primeiro trilionário da história
A Justiça dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (8), o acordo entre Elon Musk e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) sobre a divulgação 11 dias atrasada da compra de ações do Twitter (atual X).
Pelo acordo, um fundo ligado a Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão - R$ 7,75 milhões (considerando o dólar a R$ 5,17). O empresário não admitiu irregularidades e não terá de devolver os cerca de US$ 150 milhões (R$ 775,5 milhões) que a SEC alegava terem sido economizados por ele ao comprar ações do Twitter antes da divulgação de sua participação.
O valor da multa corresponde a 1% do valor arrecadado pelo bilionário.
🔎A SEC é a agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar o mercado de capitais, proteger investidores e garantir que empresas e participantes do mercado cumpram regras de transparência.
Musk afirmou que o atraso foi involuntário. Ele acabou comprando o Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022 e o renomeou como X. A plataforma de rede social agora faz parte de sua empresa de foguetes e satélites, a SpaceX. Musk também lidera a fabricante de carros elétricos Tesla.
Juíza de Washington questiona de Musk recebeu tratamento especial de 'exceção única'
A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., afirmou que sua atuação na avaliação do acordo - para verificar se este atendia a padrões mínimos de justiça e razoabilidade - era limitada, cabendo ao público decidir, nas urnas, se a SEC agiu de forma suficiente para responsabilizar Musk.
"Um tribunal, ao receber uma sentença homologatória de acordo, não funciona como um mero carimbador. Mas também não atua como um ombudsman", escreveu Sooknanan. "Saber se o Poder Executivo (por meio da SEC) fez o suficiente para responsabilizar o Sr. Musk pela suposta violação é, como tantas outras questões, algo a ser decidido pelos cidadãos nas urnas."
Ela afirmou que o argumento da SEC de que a agência não costumava pedir a devolução de valores em casos semelhantes poderia ou não ser considerado justo, mas questionou o que isso revela sobre a própria decisão de fechar um acordo.
Sooknanan também levantou dúvidas sobre a escolha da SEC de firmar o acordo com o fundo ligado a Musk, permitindo que o empresário declarasse publicamente que havia sido inocentado de qualquer irregularidade.
Em maio, a juíza afirmou que os advogados da SEC presentes em uma audiência anterior pareceram surpresos quando os representantes legais de Musk revelaram que já haviam ocorrido negociações de acordo com o órgão regulador.
“Este tribunal fica se perguntando se a SEC concederá o mesmo tratamento a outros supostos infratores das leis de valores mobiliários. Ou este é um acordo único, criado especificamente para o Sr. Musk e negociado sem a participação dos advogados da SEC que conduzem este caso?”, escreveu Sooknanan.
O acordo foi anunciado em 4 de maio, após a saída, em março, da ex-chefe de fiscalização da SEC, Margaret Ryan, que permaneceu apenas seis meses no cargo.
Ryan havia entrado em conflito com líderes da agência sobre a condução do programa de fiscalização da SEC.
Em uma manifestação enviada ao tribunal, a SEC afirmou que o acordo não foi resultado de conluio e que a multa de US$ 1,5 milhão era a maior já aplicada nesse tipo de caso.
A agência também afirmou que o interesse público foi preservado por uma medida judicial que, na prática, impõe obrigações a Musk quando ele atua por meio do fundo - um veículo de investimento que, segundo a SEC, ele parece usar para administrar grande parte de seu patrimônio.
Leia mais
Elon Musk pagará multa de US$ 1,5 milhão por não divulgar compra de ações do Twitter
Entenda o contexto legal do caso
Nos Estados Unidos, investidores que adquirem uma participação relevante em uma empresa de capital aberto precisam informar o mercado dentro de um prazo determinado.
A regra está prevista na Seção 13(d) do Securities Exchange Act de 1934, que exige que investidores que ultrapassem a marca de 5% de participação em uma companhia divulguem essa posição à SEC por meio de um formulário chamado Schedule 13D.
O objetivo da norma é garantir transparência e evitar que investidores negociem ações sem que o mercado tenha conhecimento de movimentos capazes de influenciar o preço dos papéis.
No caso de Elon Musk, a SEC alegou que ele deveria ter informado sua participação no Twitter após ultrapassar o limite de 5% de ações da empresa em março de 2022, mas só fez a divulgação 11 dias depois.
Segundo o regulador, durante esse período Musk continuou comprando ações a preços que poderiam estar abaixo do valor de mercado caso os investidores soubessem de sua posição.
Musk contestou a acusação e afirmou que o atraso foi involuntário. Pelo acordo aprovado pela Justiça, ele pagará US$ 1,5 milhão em multa civil, sem admitir irregularidades e sem precisar devolver os valores que a SEC alegava terem sido obtidos com a demora na divulgação.
*Com informações da Reuters
Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia
REUTERS/Valentyn Ogirenko
A Rússia está tentando neutralizar os ataques de drones ucranianos de "alcance intermediário" camuflando cargas e instalando potentes sistemas de guerra eletrônica contra a Starlink, a tecnologia de internet via satélite de Elon Musk, informou uma reportagem da agência de notícias Reuters publicada nesta quarta-feira (08).
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Esses drones, frequentemente operados via Starlink e capazes de atingir alvos a dezenas de quilômetros além das linhas de frente de forma precisa e barata, transformaram a guerra na Ucrânia com ataques a uma distância entre 25 e 200 quilômetros.
Isso permitiu à Ucrânia infligir danos significativos à logística de abastecimento das tropas russas dentro do território ucraniano.
Reflexo disso é a Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia, que agora lida com a falta crônica de combustível após uma campanha coordenada das tropas de Kiev contra linhas de abastecimento, depósitos de combustível, instalações de defesa aérea e centros de comando.
Os ataques têm se concentrado nas rodovias que ligam Mariupol, Berdyansk, Melitopol e a Crimeia — as principais artérias que abastecem as forças russas que combatem no sul e no leste da Ucrânia.
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Comandantes ucranianos afirmam que sua ofensiva contínua forçou a Rússia a usar rotas de reabastecimento mais lentas e menos eficientes.
Os drones teriam tornado trechos do corredor terrestre que liga a Rússia à Crimeia perigosos demais, desacelerando o transporte de combustível, munição e reforços.
A resposta da Rússia veio com o sistema de interferência Volna Kupol Garant, que emite um sinal forte o suficiente para desestabilizar a conexão do Starlink em uma área de cerca de 20 km², relatou à Reuters Serhii Beskrestnov, conselheiro do Ministério da Defesa da Ucrânia.
Trata-se de um desenvolvimento significativo no conflito, já que a Starlink era até então considerada, em grande parte, imune a interferências.
Um drone de ataque de médio alcance Zozulia voa após ser lançado por militares ucranianos da companhia Sparta em um local não revelado no sul da Ucrânia
REUTERS/Valentyn Ogirenko
Virada na guerra com auxílio da Starlink
A virada a favor da Ucrânia na guerra ocorreu no início deste ano, quando a SpaceX cortou o acesso não autorizado das forças russas à Starlink, prejudicando as operações de drones e as comunicações da Rússia.
Isso deu uma vantagem à Ucrânia, permitindo que drones aprimorados evitassem detecção, resistissem à interferência e realizassem ataques com mais precisão, enquanto a Rússia corria para se adaptar.
"O bloqueio do Starlink para as forças russas foi um dos desenvolvimentos mais significativos no campo de batalha neste ano", disse Rob Lee, pesquisador sênior do Programa Eurásia do Foreign Policy Research Institute, à agência de notícias Associated Press.
O sucesso dos ataques ucranianos de médio alcance é consequência dessa mudança.
"O que mudou é que agora oito em cada 10 missões são bem-sucedidas", disse Pharaon. Há apenas alguns meses, a taxa de sucesso era o oposto, segundo ele.
Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia
REUTERS/Valentyn Ogirenko
A reação da Rússia
As forças russas foram pegas de surpresa quando a campanha ucraniana se intensificou há três meses. Mas começaram a mobilizar unidades móveis antiaéreas e recorrer a outras táticas para interceptar os drones, relataram comandantes e pilotos de drones ucranianos à Reuters.
Uma delas é justamente o uso de dispositivos eletrônicos sofisticados de interferência para bloquear as conexões usadas para pilotar os drones, alguns deles capazes de interromper os sistemas Starlink – o Ministério da Defesa da Ucrânia afirma ter detectado dez deles.
Alguns desses dispositivos de interferência foram instalados pela Rússia perto de cidades e instalações militares, disseram os militares ucranianos.
Equipamentos desse tipo são visados pelos soldados ucranianos por razões óbvias.
Um vídeo de um ataque ucraniano a um desses sistemas mostra uma grande explosão após um drone atingir um local contendo seis caixas grandes do tamanho de trailers.
"Assim que atingimos essa instalação, nossos drones equipados com Starlink voaram sem problemas", disse um comandante do 422º Regimento de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia em operação na região sul de Zaporíjia.
Outras táticas a que a Rússia recorre para manter as linhas de frente abastecidas incluem esconder combustível e outros suprimentos militares em veículos civis, como caminhões que deveriam estar transportando água ou leite. A operação logística também envolveria pequenos carros civis, quadriciclos e motocicletas.
Além disso, as tropas russas estariam usando abrigos camuflados, prédios abandonados e estruturas agrícolas para esconder suprimentos, além de postos de gasolina civis para armazenar combustível militar.
Também teriam passado a escoltar comboios de caminhões de combustível com picapes armadas com metralhadoras e a usar estradas secundárias.
Pessoas se refrescam na fonte do Trocadéro, diante da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris, na França.
Abdul Saboor/Reuters
Diante da onda de calor na França, duas das principais plataformas de entrega por aplicativo do país, Uber Eats e Deliveroo, anunciaram nesta quarta-feira (8) que vão suspender as entregas nas regiões onde as temperaturas atingirem níveis extremos.
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A medida, adotada após reivindicações do setor, busca proteger os entregadores e será aplicada apenas nos departamentos que eventualmente entrarem em alerta vermelho.
"Esta decisão representa um passo importante, e peço aos restaurantes parceiros que demonstrem solidariedade, fornecendo a esses trabalhadores acesso a água e áreas com ar-condicionado", declarou o ministro do Trabalho, Jean-Pierre Farandou.
Na semana passada, Farandou havia entrado em contato com as duas empresas de entrega, que é feita principalmente de bicicleta, orientando-as a tomar medidas para proteger os trabalhadores do calor extremo.
Com onda de calor, derretimento das geleiras na Suíça poderia encher uma piscina olímpica
Atendendo ao pedido, nesta quarta-feira, a Uber Eats e a Deliveroo indicaram que suspenderiam as entregas nos departamentos em alerta vermelho de onda de calor (o mais alto), no horário entre 14h e 18h.
A medida tem um caráter preventivo, já que nenhuma área do país está atualmente dentro desta classificação, mas 67 departamentos foram colocados sob alerta laranja (uma abaixo da vermelha).
A Météo-France, agência nacional de meteorologia, prevê "uma onda de calor severa e prolongada", que provavelmente durará "até o final do mês, ou além".
Esta intensa onda de calor é a terceira em menos de dois meses na França. A primeira veio de forma precoce no final de maio, e a segunda, no fim de junho. Esses fenômenos tornam trabalhos ao ar livre, como o dos entregadores, particularmente vulneráveis às altas temperaturas.
Divergências entre sindicatos A medida foi encarada de forma controversa entre sindicatos laborais. Para Ludovic Rioux, da central sindical CGT, a maior da França, a decisão "torna esses trabalhadores, já em situação precária, ainda mais vulneráveis" devido à falta de uma renda substituta.
No final de junho, a Prefeitura de Paris enviou uma carta às plataformas de entrega solicitando a implementação de um salário mínimo quando as condições climáticas exigirem redução ou suspensão das atividades.
Já Fabian Tosolini, representante do sindicato Union-Indépendants, elogiou a decisão, mas solicitou que as zonas de entrega e os pesos dos pedidos sejam reduzidos entre o meio-dia e 14h, horário de pico para a maioria das demandas.
Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO
A Apple planeja investir mais de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 155,4 bilhões, considerando o dólar a R$ 5,18) em um acordo de compra de chips firmado nesta semana com a Broadcom.
O contrato também prevê a ampliação de uma fábrica da fabricante de semicondutores no Colorado, nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pelas empresas nesta quarta-feira (8).
Parceira foi construída em 2023
Na segunda-feira (6), a Broadcom anunciou um acordo de fornecimento de chips de longo prazo com a Apple, válido até 2031.
Dois dias depois, a Apple informou que o contrato envolve a produção de um chip de radiofrequência chamado filtro FBAR, componente responsável por ajudar os dispositivos da empresa a se conectarem a redes sem fio.
O desenvolvimento dessa tecnologia vem sendo feito em parceria entre Apple e Broadcom desde pelo menos 2023. Como parte do acordo, a Broadcom investirá US$ 1,5 bilhão (R$ 7,77 bi) na expansão de uma fábrica localizada em Fort Collins, no Colorado.
A Apple afirmou que o contrato prevê a fabricação de pelo menos 15 bilhões de chips e faz parte de uma estratégia para aumentar a compra de semicondutores produzidos nos Estados Unidos, em parceria com o governo do presidente Donald Trump.
“Os componentes avançados fabricados em Fort Collins são essenciais para oferecer o desempenho e a conectividade que nossos clientes esperam. Temos orgulho de ampliar nossos investimentos em fornecedores sediados nos EUA que compartilham nosso compromisso com a excelência e a inovação”, afirmou o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, em comunicado.
“Somos gratos ao presidente e ao seu governo por apoiarem projetos importantes como este”, acrescentou.
Logo da OpenAI, dona do ChatGPT
AP Photo/Michael Dwyer
A OpenAI lança nesta quinta-feira (9) o GPT-5.6, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, após adiar a estreia no mês passado a pedido do governo de Donald Trump.
O adiamento ocorreu em meio ao aumento das preocupações com a segurança nacional e com o possível uso indevido de tecnologias de IA de alta capacidade.
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Até agora, o GPT-5.6 estava disponível apenas para um grupo restrito de parceiros da OpenAI, previamente aprovados pela empresa e pelo governo dos Estados Unidos.
Em uma publicação na rede social X na noite de terça-feira, a dona do ChatGPT anunciou que, além do GPT-5.6 Sol, a empresa também lançará os modelos Terra e Luna, que têm custo menor.
Ao apresentar os novos modelos, no fim de junho, a OpenAI afirmou que eles trazem avanços na habilidade de executar tarefas de forma mais autônoma — em áreas como programação e cibersegurança.
Segundo a empresa, o GPT-5.6 Sol teve desempenho semelhante ao Mythos Preview, da Anthropic, em um teste usado para medir a capacidade de modelos de IA em tarefas relacionadas à segurança cibernética.
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Disputa na IA
Estados Unidos e China disputam a liderança no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial de ponta que podem acelerar de forma significativa ataques cibernéticos sofisticados contra setores que dependem de sistemas tecnológicos complexos, interligados e, muitas vezes, com décadas de existência.
Diante desse cenário, o governo americano intensificou a análise de novos modelos avançados de IA antes de seu lançamento para identificar possíveis riscos, diante da preocupação de que a tecnologia possa ser explorada por forças militares ou serviços de inteligência da China, da Rússia e de outros países.
As autoridades chinesas também realizaram reuniões com as principais empresas de tecnologia do país para discutir a possibilidade de restringir o acesso internacional aos modelos de IA mais avançados da China, incluindo aqueles que ainda nem foram lançados.
A Anthropic, concorrente da OpenAI, havia desativado abruptamente seus modelos de IA mais avançados, Mythos 5 e Fable 5, para todos os usuários após a ordem de controle de exportações emitida pelo governo americano em 12 de junho, motivada por preocupações de segurança nacional.
As restrições foram suspensas na semana passada, depois que a empresa implementou medidas adicionais de proteção.
O site Axios, que divulgou em primeira mão a notícia sobre o lançamento da OpenAI, informou que o governo do presidente Donald Trump aprovou o lançamento amplo do GPT-5.6 após testes adicionais e reuniões entre representantes da empresa e autoridades americanas.
A Casa Branca e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos não responderam aos pedidos de comentário da Reuters fora do horário comercial.
O bilionário Elon Musk, cuja empresa SpaceXAI compete com a Anthropic e a OpenAI, afirmou nesta quarta-feira que também está disponibilizando ao público seu principal modelo de IA, o Grok 4.5.
Preocupações com a segurança nacional
Trump assinou uma ordem executiva que cria um mecanismo voluntário pelo qual desenvolvedores de IA podem apresentar ao governo americano seus chamados "modelos de fronteira" por até 30 dias antes de liberá-los para parceiros considerados confiáveis.
Embora Washington tenha suspendido as restrições de exportação para o modelo Fable, da Anthropic, o Mythos, desenvolvido para profissionais de cibersegurança, continua disponível apenas para algumas organizações americanas consideradas "confiáveis".
Na China, autoridades demonstram preocupação com a possibilidade de o Mythos ser usado para explorar vulnerabilidades em softwares e com a hipótese de os Estados Unidos utilizarem o modelo contra os interesses de Pequim.
A Anthropic afirmou que é "provavelmente impossível" tornar qualquer modelo de inteligência artificial totalmente resistente a técnicas de jailbreak — métodos usados para contornar as restrições e os mecanismos de segurança desses sistemas.
Apple
Sumudu Mohottige
A Apple perdeu, nesta quarta-feira (8), um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua loja de aplicativos e o sistema operacional iOS como gatekeepers.
➡️ Gatekeeper é uma empresa que ocupa uma posição tão dominante no mercado digital que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Como milhões de pessoas dependem dessas plataformas, a legislação impõe regras para evitar que elas favoreçam seus próprios serviços ou dificultem a atuação de concorrentes.
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A Lei de Mercados Digitais da União Europeia criou uma série de regras para limitar o poder das grandes empresas de tecnologia e aumentar a concorrência no mercado digital. Entre as exigências estão medidas para impedir que essas empresas favoreçam seus próprios serviços em detrimento dos concorrentes.
Agora no g1
Quem descumprir as regras pode ser multado em até 10% do faturamento anual global. Desde que a lei entrou em vigor, em maio de 2023, Apple, Meta e ByteDance entraram na Justiça para contestar alguns dos dispositivos da legislação.
A decisão do Tribunal Geral da União Europeia, com sede em Luxemburgo, reforça a estratégia do bloco de impor limites ao poder das grandes empresas de tecnologia para aumentar a concorrência e ampliar as opções disponíveis aos consumidores.
Apple diz que lei ameaça privacidade
A Apple voltou a criticar a Lei de Mercados Digitais.
"Acreditamos firmemente que as exigências da DMA vão além do que é legal e proporcional, ameaçando enfraquecer décadas de proteções de privacidade e segurança que construímos e deixando nossos usuários vulneráveis a novos riscos", afirmou um porta-voz da empresa.
"Continuaremos defendendo a inovação e a privacidade que nossos clientes europeus merecem."
A empresa ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta instância judicial do bloco.
A ação foi apresentada em 2024, depois que a Comissão Europeia classificou as cinco lojas de aplicativos da Apple — disponíveis em iPhones, iPads, computadores Mac, Apple TVs e Apple Watches — como um único serviço essencial de plataforma, sujeito às regras da Lei de Mercados Digitais.
Os juízes concordaram com a avaliação da Comissão Europeia.
"Independentemente do dispositivo, essas lojas têm a mesma função: conectar desenvolvedores de aplicativos aos usuários para facilitar a distribuição de softwares", afirmaram.
A Apple também contestou a classificação do iOS como uma plataforma essencial para que empresas alcancem os usuários. Esse enquadramento obriga a companhia a permitir que produtos e serviços concorrentes funcionem de forma integrada ao sistema operacional.
Além disso, a empresa questionou a classificação do iMessage como um serviço de comunicação que funciona sem depender de número de telefone, categoria que, segundo a Apple, poderia submetê-lo às regras da Lei de Mercados Digitais.
O tribunal, porém, afirmou que essa classificação, por si só, não produz efeitos jurídicos contra a empresa.
"Em particular, nenhuma das obrigações previstas na DMA se aplica ao iMessage, já que o serviço não foi incluído na decisão que definiu quais plataformas são consideradas controladoras de acesso", afirmou a Corte.
Haaland decide e Brasil é eliminado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo
Ele ganhou protagonismo nas redes sociais assim que os brasileiros descobriram que a Noruega seria a adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Virou meme, entrou na brincadeira e, no fim, também se tornou o protagonista da partida.
Em campo, o atacante Erling Haaland não tomou conhecimento da seleção brasileira e marcou os dois gols que eliminaram a equipe de Carlo Ancelotti. Enquanto isso, fora das quatro linhas, experimentou outro fenômeno: a força da mobilização dos brasileiros na internet.
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O astro norueguês ganhou 1,1 milhão de seguidores no Instagram no domingo (5), dia da partida. No dia seguinte, somou outros 5 milhões, chegando a um salto de 6,1 milhões de seguidores em apenas 48 horas. Os dados são da Social Blade, plataforma que monitora métricas de redes sociais.
Para se ter uma ideia da dimensão desse crescimento, Haaland acumulou 13 milhões de novos seguidores nos 30 dias encerrados na segunda-feira (6). Isso significa que quase metade (47%) desse avanço aconteceu justamente no período em que o atacante enfrentou o Brasil.
Perfil de Haaland dispara após 'efeito Brasil'
Arte/g1
Segundo André Eler, diretor técnico da consultoria de dados Bites, alguns fatores ajudam a explicar a explosão de Haaland nas redes. Um deles é exatamente o chamado "efeito Brasil", impulsionado pela mobilização dos torcedores durante a Copa do Mundo.
"A repercussão no Brasil é um dos principais motores. Ela é excepcional porque os brasileiros respiram futebol o tempo inteiro e dão uma atenção muito grande ao torneio", afirma.
Erling Haaland, da Noruega , comemora o primeiro gol da equipe
Reuters/Vincent Carchietta
Os memes envolvendo Haaland, Vini Jr. e outros atletas da seleção brasileira também ajudaram a impulsionar o perfil do norueguês. Na esteira dessa movimentação, vieram os seguidores.
A publicação de maior sucesso, criada por inteligência artificial (IA) às vésperas da partida, recria uma cena da comédia As Branquelas (2004), ao som de "A Thousand Miles", de Vanessa Carlton. No vídeo, Vini Jr. aparece como Latrell Spencer e Haaland é caracterizado como uma das protagonistas do filme.
Em uma das postagens, o meme ultrapassou 94,1 milhões de visualizações e 9,1 milhões de curtidas. O alcance também foi impulsionado pelo comentário do próprio Haaland, que entrou na brincadeira e marcou Vini, dizendo: "Precisamos recriar isso".
Vídeo de IA recria cena do filme "As Branquelas" com Haaland e Vini Jr.
Reprodução
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Além de reagir aos memes, Haaland fez declarações respeitosas sobre a seleção e os brasileiros. Isso ajudou a construir uma relação positiva com o país, o que também contribuiu para a disparada nas redes.
"Ele tem a vantagem de sempre ter sido simpático e respeitoso ao falar do Brasil. Isso aumenta um pouco essa identificação, mesmo ele tendo sido o algoz da seleção", avalia André Eler, da Bites.
O especialista afirma que os brasileiros são o segundo principal público do craque norueguês nas redes, atrás apenas dos alemães. "É bem provável que o Brasil se torne o maior público global do jogador após o torneio."
Há também outro fator decisivo para esse sucesso: a vitrine da própria Copa do Mundo. A competição amplia a exposição dos atletas na mídia e nas redes — ainda mais quando eles eliminam a seleção mais vitoriosa da história.
"Vale lembrar que a Copa do Mundo ainda é um dos eventos esportivos e televisivos mais relevantes do mundo. Então, ela também tem impacto fora [do Brasil], pela exposição que esses jogadores têm em seus próprios países", acrescenta Eler.
Não foi só Haaland
Não à toa, outro protagonista da partida contra o Brasil também entrou no radar do público. Após defender um pênalti, ter atuação decisiva e bater boca com Neymar no fim do jogo, o goleiro Ørjan Nyland mais que triplicou o número de seguidores no Instagram.
Os números de Nyland são bem menores que os de Haaland, mas, proporcionalmente, o impacto foi maior. Ele saiu de 93,6 mil seguidores na véspera da partida para 287,7 mil no dia seguinte ao confronto — um salto de mais de 194 mil seguidores.
"No caso do Nyland, vemos muita gente indo às redes cobrar que ele respeite o Neymar", diz André Eler. "Esse tipo de engajamento acaba impulsionando o conteúdo, alimenta o algoritmo e se traduz em novos seguidores", acrescenta.
O Fantástico mostrou como foi o bate-boca.
Neymar reage enquanto o goleiro norueguês Ørjan Nyland observa.
Reuters
Mas o fenômeno não se restringe ao duelo entre Brasil e Noruega. Outro exemplo é o de Vozinha, goleiro de Cabo Verde, que conquistou os brasileiros — e acabou também ganhando projeção mundial.
No caso dele, a disparada foi ainda mais impressionante: Vozinha ganhou mais de 11,5 milhões de seguidores no Instagram nos últimos 30 dias, segundo dados da Social Blade.
O principal salto ocorreu em 4 de julho, um dia após a atuação heroica da seleção cabo-verdiana contra a Argentina. Apesar da eliminação da equipe africana, o goleiro conquistou 6,7 milhões de novos seguidores em 24 horas.
Especialistas já explicaram ao g1 que esse tipo de crescimento pode significar dinheiro no bolso. Isso porque o valor pago por ações publicitárias nas redes costuma depender, principalmente, do número de seguidores e do engajamento das publicações.
LEIA AQUI:
Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa
Haaland brinca com Vini Jr. sobre meme do filme 'As Branquelas'
Folarin Balogun pede desculpa aos fãs.
Reprodução / Redes Sociais
O atacante norte-americano Folarin Balogun foi às redes sociais pedir desculpas aos fãs pela eliminação da seleção dos EUA na Copa do Mundo 2026. "Quero pedir desculpas aos nossos torcedores, não fomos bons o suficiente quando mais importava e decepcionamos vocês", lamentou o jogador.
"O futebol nos EUA só vai crescer, a confiança, o talento e a paixão continuam aumentando e eu sei que os melhores dias estão pela frente, o futuro pertence àqueles que nunca param de acreditar, este momento vai nos motivar. Nós voltaremos".
Os EUA foram eliminados pela Bélgica por 3 a 1 na segunda-feira (6). A partida foi alvo de polêmica, justamente pela presença de Balogun. No jogo anterior, contra a Bósnia e Herzegovina, ele recebeu cartão vermelho e estaria proibido de jogar contra a Bélgica.
Entretanto, a Fifa anulou a punição, o que permitiu a presença do jogador na disputa por uma vaga nas quartas de final.
Balogun pede desculpa aos fãs da seleção dos EUA.
Reprodução / Redes Sociais
O caso ganhou ainda mais repercussão quando foi revelado que presidente dos EUA, Donald Trump pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado a Balogun. Trump chegou a chamar o árbitro brasileiro Raphael Claus, que deu o cartão vermelho a Balogun, de "um pouco suspeito" e criticou a decisão de campo. "Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", afirmou.
Agora no g1
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter recebido um telefonema de Trump, mas garantiu que não teve nenhum poder sobre a decisão tomada pelo Comitê Disciplinar da federação.
O caso rendeu uma série de manifestações contrárias à decisão da Fifa e uma enxurrada de críticas nas redes sociais do jogador.
Os comentários incluem expressões como "escândalo" e "manipulação", bem como emojis de cartão vermelho, em resposta ao que tem sido considerado um favorecimento da Fifa aos Estados Unidos, um dos países que sediam a Copa do Mundo de 2026.
"Corrupção, faça a coisa certa", comentou uma pessoa. "Proibir os EUA por interferência política: não há outra escolha", escreveu outro usuário.
Comentários após Fifa anular expulsão de Balogun
Reprodução
Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus.
Phil Noble / Reuters
g1 relembra os melhores e os piores memes da Copa do Mundo
Montagem/g1
A Copa do Mundo de 2026 tem sua primeira pausa nesta quarta-feira (8).
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Com o Mundial entrando na reta final, o g1 aproveita o dia sem jogos para olhar pelo retrovisor e fazer uma seleção dos memes que marcaram a competição até aqui.
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Veja as reações de Vini Jr, Ancelotti, Solbakken e Danilo no gol perdido por Endrick em Brasil x Noruega
Confira, abaixo, as brincadeiras boas e ruins:
Os melhores memes
1 - Vozinha
O protagonismo do goleiro de Cabo Verde, Vozinha, foi surpreendente e realmente chamou a atenção da internet nos jogos da seleção cabo-verdiana.
Logo na primeira partida da equipe no torneio, Vozinha foi o principal responsável pelo empate com a Espanha, uma das favoritas ao título.
Os memes entraram na lista de melhores porque reforçaram a atuação brilhante do jogador e a garra da equipe que foi eliminada para a Argentina nos 16 avos de final, em um jogo acirrado.
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2 - O pato mexicano
Pato com camisa do México chama a atenção
Reprodução
O México, um dos três países-sede dessa Copa, deu um show de recepção e de envolvimento dos torcedores. Um dos símbolos dessa festa foi o pato mexicano.
No dia da abertura do torneio no país, um pato torcedor chamou a atenção e acabou virando símbolo da equipe. O sucesso do Merlin foi tão grande que ele foi recebido pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante uma coletiva.
Esse está na lista dos melhores porque, convenhamos, é um pato com a camisa do México que conheceu a presidente.
3 - A dancinha da vitória da Bélgica
O jogo entre os Estados Unidos e a Bélgica já estava cercado de polêmicas antes mesmo de começar. Um dos jogadores da seleção norte-americana, Folarin Balogun, que deveria cumprir suspensão após receber um cartão vermelho no jogo anterior, estava apto para entrar em campo.
Isso ocorreu porque a Fifa anulou os efeitos do cartão vermelho após um pedido do presidente Donald Trump. A Bélgica chegou a contestar a decisão, mas a entidade rejeitou o recurso.
Insatisfeitos com a decisão, os jogadores belgas fizeram uma dança após a vitória por 4x1 em cima dos norte-americanos. Internautas associaram os movimentos a uma dança característica de Trump.
Esse entra para os melhores porque a equipe superou o que considerou uma injustiça e ainda fez uma provocação bem-humorada ao presidente do país adversário.
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4 - Ancelotti x Endrick
Do primeiro ao último jogo do Brasil no Mundial, as redes sociais foram tomadas por piadas sobre a suposta resistência do técnico da seleção, Carlo Ancelotti, em colocar o número 19, Endrick, em campo.
O meme está na lista de melhores pela criatividade e pela proporção que tomou. Até uma companhia aérea europeia entrou na brincadeira.
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Os piores memes
1 - O 'piti' do torcedor japonês
Quando o Brasil ainda sonhava em ser hexa, um torcedor japonês foi flagrado dando um "piti" após a vitória da seleção brasileira sobre o Japão, pelos 16 avos de final.
Ele vestia a camisa da seleção japonesa, foi cercado por torcedores brasileiros e enrolado em uma bandeira do Brasil enquanto gritava, chorava e ameaçava arrancar a camisa.
O vídeo viralizou nas redes sociais e gerou uma onda de memes na internet brasileira. Mas a cena não passou de uma encenação do streamer e influenciador japonês conhecido como Gamix.
Esse entra na lista dos piores porque foi encenado e bem forçado.
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2 - Piadas com o inglês de Wilton Pereira Sampaio
Árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio dá cartão vermelho durante o jogo de abertura da Copa do Mundo (México x África do Sul)
Yuri Cortez/AFP
Logo no início da Copa, antes mesmo de a seleção brasileira jogar, o Brasil já estava nos trending topics. Isso porque o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio viralizou nas redes durante o jogo de abertura da Copa do Mundo (México x África do Sul), ao anunciar, em inglês, a expulsão de um atleta sul-africano.
A cara de incompreensão dos jogadores chamou a atenção e gerou diversas piadas.
➡️ Na época, o g1 fez uma matéria explicando que o eco no estádio, o forte sotaque brasileiro (principalmente na pronúncia do "r") e a formulação da frase com palavras soltas prejudicaram a comunicação do juiz. Leia aqui.
Esse está na lista de piores porque algumas brincadeiras passaram do ponto e a zoação ou a inferiorização de alguém por uma dificuldade linguística não é legal.
3 - A remada viking e 'As Branquelas"
A (agora nossa inimiga) Noruega também foi um assunto viralizado nas redes sociais. A torcida e os atletas noruegueses adotaram a remada viking como símbolo nessa Copa do Mundo.
O momento consiste na sincronia do gesto de remo seguido da palavra "Ro!" (remar). A tradição foi feita até em escadas rolantes e pelo parlamento na Noruega.
Em outro momento viralizado, dias antes de enfrentar o Brasil (e nos desmanchar a seleção com dois gols), o astro da equipe Erling Haaland comentou em um meme que recriava uma cena do filme "As Branquelas" só que com protagonismo dele e do jogador brasileiro Vini Jr.
Haaland brinca com Vini Jr. sobre meme do filme 'As Branquelas'
"Precisamos recriar isso", brincou o jogador do Manchester City em um comentário em que marca o brasileiro.
Vini Jr. entrou na onda e respondeu ao comentário do norueguês apenas com um entusiasmado "HAHAHAHAHAHAHAH".
Esses dois momentos noruegueses estão na lista dos piores porque somos rancorosos e o sonho adiado do hexa ainda dói por aqui.
É #FAKE imagem que mostra cachorro protegendo bebê em terremoto na Venezuela; cena foi criada com IA
Reprodução
Circula nas redes sociais uma foto que supostamente mostra um cachorro protegendo um bebê em meio a escombros, e as legendas afirmam que o registro ocorreu após o terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho. É #FAKE.
g1
🔴 Como é a foto falsa?
A foto, que viralizou em 26 de junho em redes como Facebook, Instagram e X, mostra um cachorro caramelo sob escombros de concreto. Ele aparece protegendo um bebê de olhos fechados e com rosto, as mãos e as roupas sujas de terra. A cena tem ainda pedaços da construção, com madeira, tijolos e pedras, envolvem a cena.
Textos em português sobrepostaos à imagem dizem: "Imagem de cão protegendo criança após terremoto na Venezuela comove o mundo". No alto, à esquerda, há um emoji de uma carinha amarela abraçando um coração vermelho.
⚠️ Por que É #FAKE?
O Fato ou Fake submeteu a foto ao detector de inteligência artificial (IA) da OpenAI, dona do ChatGPT. A ferramenta apontou que o conteúdo é sintético. Veja o resultado da verificação (e o infográfico a seguir): "Gerado com ferramentas da OpenAI. Os sinais abaixo fornecem evidências que corroboram este resultado: SynthID detectado. Credenciais de conteúdo não detectadas".
O Fato ou Fake submeteu a imagem ao detector de inteligência artificial da OpenAI, que apontou conteúdo sintético
Reprodução
O SynthID é uma tecnologia que insere uma marca d'água para identificar conteúdos sintéticos. Essa espécie de selo é incorporada em fotos fabricadas sinteticamente. Embora imperceptível para humanos (que não conseguem verificar o indicador apenas observando a cena), a técnica é detectável pelo sistema.
Sobre o segundo ponto ("Não encontramos um manifesto C2PA confiável proveniente da OpenAI"), trata-se de uma referência à sigla para "Coalition for Content Provenance and Authenticity" (ou "Coalizão para a Proveniência e Autenticidade de Conteúdo"). Criado por uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, o projeto estabelece padrões técnicos globais para procedência de conteúdos. As empresas que integram a iniciativa, entre as quais a própria OpenAI, disponibilzam uma especie de "certidão de nascimento", ou assinatura, que funciona como uma etiqueta para rastrear arquivos digitais (imagens, vídeos, áudios e textos).
Para tentar descobrir desde quando a foto circula, e qual o contexto da publicação original, o Fato ou Fake também submeteu o conteúdo à plataforma Google Fact Check Tools. A pesquisa mostrou que as primeiras versões circularam em 26 de junho em posts de grupos do Facebook pedindo orações pela Venezuela. As imagens mais antigas continham sinalização de que foram geradas por IA, mas, com a republicação em série, esse aviso se perdeu.
O Fato ou Fake já verificou outros conteúdos enganosos sobre o terremoto na Venezuela. Um balanço divulgado nesta segunda-feira (6) pelas autoridades do país apontou que o número de mortos pelo duplo terremoto passou de 3,5 mil. A tragédia deixou ainda 16.740 feridos e 17.854 desabrigados.
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Muse Image foi anunciado por Mark Zuckerberg, CEO da Meta
Divulgação/Meta
A Meta revelou nesta terça-feira (7) o novo gerador de imagens Muse Image. É o primeiro modelo de do tipo criado pelo Meta Superintelligence Labs, divisão da empresa que reúne alguns dos principais talentos do mundo na área de inteligência artificial.
Com o Muse Image, é possível adicionar mais de 30 feitos de inteligência artificial em fotos de stories no Instagram e gerar imagens em conversas com a Meta AI no WhatsApp.
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O modelo foi anunciada por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que postou exemplos em que ele aparece com "clones" de si próprio, em uma foto que simula uma câmera 360º e com uma camiseta inflável.
O Muse Image permite marcar contas de Instagram em comandos para elas servirem de referência. A Meta diz que fotos públicas podem ser usadas para gerar novas imagens mais rapidamente.
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A empresa afirma que usuários poderão controlar se o conteúdo de seus perfis pode ser usado por outras pessoas para criar imagens com inteligência artificial.
Ainda segundo a Meta, usuários podem fazer desenhos e comentários sobre as fotos para orientar as edições em imagens pelo Muse Image.
O Muse Image é uma nova etapa de desenvolvimento da divisão de superinteligência artificial. A Meta já tinha lançado o Muse Spark, modelo criado para raciocinar sobre questões complexas.
O Meta Superintelligence Labs é liderado por Alex Wang, contratado pela Meta em um acordo de US$ 14,3 bilhões. O departamento inclui engenheiros que foram atraídos por pacotes salariais de centenas de milhões de dólares.
O Muse Image será liberado primeiro em países selecionados e será expandido para outras regiões no futuro. O modelo também será integrado nas próximas atualizações com o Facebook e o Messenger.
Torcedor argentino imita macaco para IShowSpeed durante o jogo da Argentina contra o Egito.
Reprodução/YouTube/ishowspeed
O influenciador negro americano IShowSpeed voltou a ser alvo de ataques racistas durante a Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira (7), após a vitória da Argentina por 3 a 2 sobre o Egito, em Atlanta, ele filmou um torcedor argentino imitando um macaco enquanto deixava o estádio. O streamer acompanhava a partida vestindo a camisa da seleção egípcia.
O episódio aconteceu quatro dias depois dele ter sido hostilizado por outros torcedores argentinos durante a partida contra a seleção de Cabo Verde. Após o primeiro caso, a Fifa abriu uma investigação para apurar um possível ato de racismo cometido por torcedores da Argentina.
LEIA TAMBÉM: Torcedor argentino faz gesto racista para influenciador americano em Argentina x Egito
Quem é IShowSpeed?
Aos 21 anos, IShowSpeed é um dos criadores de conteúdo de futebol mais influentes do mundo. Em janeiro de 2026, durante uma turnê pela África, tornou-se o primeiro criador de conteúdo negro a ultrapassar 50 milhões de inscritos no YouTube.
A revista "Time" o incluiu na lista dos 100 mais influentes do esporte em 2026, afirmando que "é difícil nomear um streamer mais popular" do que ele.
Atualmente, soma cerca de 57 milhões de inscritos no YouTube, 53 milhões no TikTok e 50 milhões no Instagram.
Conhecido pelo estilo explosivo nas transmissões ao vivo, ele reúne dezenas de milhões de seguidores nas principais redes sociais e se tornou uma das personalidades mais conhecidas da internet, especialmente entre o público jovem.
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Agora no g1
O nome verdadeiro do influenciador é Darren Jason Watkins Jr. Ele nasceu em Cincinnati, no estado americano de Ohio, e começou a publicar vídeos de jogos no YouTube em 2016. A carreira ganhou impulso em 2021, quando trechos de suas lives viralizaram no TikTok e em outras plataformas por causa de suas reações exageradas e do jeito irreverente de se comunicar.
Desde então, Speed deixou de produzir apenas conteúdo sobre videogames e passou a transmitir viagens pelo mundo, encontros com celebridades e cobertura de grandes eventos esportivos, principalmente ligados ao futebol.
Fã declarado de Cristiano Ronaldo, ele costuma reproduzir as comemorações e expressões do craque português em seus vídeos. Nos últimos anos, também gravou conteúdos ao lado de jogadores e personalidades do esporte e acompanhou competições como Copa do Mundo e Eurocopa.
Durante a Copa do Mundo de 2026, voltou a viralizar ao aparecer nos bastidores do torneio. Em um dos vídeos mais compartilhados, mostrou o abdômen para Ronaldo Nazário e atuou como tradutor do influenciador Luva de Pedreiro em uma conversa com Travis Scott.
Influenciador IShowSpeed durante o jogo do Brasil contra a Noruega.
Reprodução/Instagram/ishowspeed
Primeiro criador negro a atingir marca histórica
Em janeiro de 2026, durante uma turnê pela África, o canal de IShowSpeed ultrapassou a marca de 50 milhões de inscritos no YouTube. Com o feito, ele se tornou o primeiro criador de conteúdo negro da história a alcançar esse número na plataforma.
Viagens e conteúdo pelo mundo
Além das transmissões de jogos, IShowSpeed produz lives em diferentes países, mostrando pontos turísticos, culturas locais e encontros com fãs. O influenciador também publica desafios, vídeos com celebridades, participações em eventos beneficentes e músicas de rap e trap.
Um dos episódios mais inusitados de sua carreira ocorreu em janeiro de 2025, quando foi nomeado prefeito honorário de Lima por uma hora durante uma visita ao Peru. Na ocasião, participou de uma cerimônia oficial, assinou documentos e discursou para milhares de fãs reunidos em frente à sede da prefeitura.
O jogo entre Argentina e Egito virou alvo de memes na internet por dois acontecimentos no início da partida. A equipe africana saiu na frente e, minutos depois, o ídolo argentino Lionel Messi errou uma cobrança de pênalti.
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Em seguida, o Egito marcou o segundo e a Argentina diminuiu a diferença. Minutos depois, a seleção latino-americana conseguiu o empate e, já nos acréscimos, virou o jogo.
A partida acabou em 3x2 para a Argentina.
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Veja as reações ao longo da partida:
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Messi perde pênalti
Reprodução
Nova regra exige alvará para menores em conteúdos monetizados nas redes sociais
A Meta Platforms informou, em documento apresentado à Justiça na segunda-feira (6), que quatro estados norte-americanos cobram US$ 1,4 trilhão em multas sob a acusação de que a empresa projetou o Facebook e o Instagram para viciar usuários jovens e enganou o público sobre a segurança dessas plataformas.
O valor foi informado pela Meta em resposta aos documentos protocolados pelos procuradores-gerais dos estados, que detalham como as penalidades deveriam ser calculadas caso eles vençam o julgamento.
A cifra, revelada agora pela primeira vez, é próxima ao valor de mercado da empresa, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão. O caso será julgado em agosto, em Oakland, na Califórnia, em uma ação movida pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey.
A Meta afirma que o valor não é sustentado pelas provas do processo.
"Uma penalidade desse tamanho não tem precedentes na história da aplicação das leis de proteção ao consumidor", disse a empresa no documento apresentado à Justiça.
Em nota, a companhia classificou os cálculos dos estados como "absurdos" e afirmou que eles "não têm fundamento nos fatos nem na legislação". A Meta acrescentou que continuará se defendendo das acusações apresentadas pelos estados.
Um porta-voz da Procuradoria-Geral de Nova Jersey se recusou a comentar o caso. Representantes dos demais estados não responderam aos pedidos de posicionamento.
Como os estados chegaram ao valor
Os documentos apresentados pelos estados estão sob sigilo. Durante uma audiência realizada em junho, porém, os procuradores explicaram que calcularam as multas multiplicando o número de supostas infrações pelos valores das penalidades previstos nas leis estaduais.
Segundo eles, o total de infrações foi estimado com base no número de adolescentes e jovens supostamente afetados pelas práticas da Meta.
Ao todo, 29 estados processam a Meta na Justiça Federal. A maioria acusa a empresa de violar a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children's Online Privacy Protection Act – COPPA) ao coletar dados de crianças sem o consentimento adequado dos pais.
O julgamento previsto para agosto, conduzido pela juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, analisará as acusações relacionadas à COPPA e as alegações dos quatro estados de que a Meta violou suas leis de proteção ao consumidor ao induzir o público ao erro sobre a segurança de suas plataformas.
Logo do Instagram, da Meta, e do TikTok.
Reuters
Meta nega todas as acusações
A empresa argumenta que os procuradores não apresentaram provas de que ela tenha enganado os consumidores sobre o suposto caráter viciante de suas redes sociais.
Segundo a companhia, "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida. Por isso, afirma que suas declarações de que as plataformas não seriam viciantes não podem ser consideradas falsas.
Além desses processos, outros 14 estados moveram ações com base em suas próprias legislações. Esses casos serão analisados em um julgamento separado, previsto para fevereiro.
No mês passado, a juíza Yvonne Gonzalez Rogers rejeitou o pedido da Meta para cancelar o julgamento.
Segundo ela, ainda há questões de fato que precisam ser analisadas, como se as plataformas da empresa foram desenvolvidas para gerar dependência, se a Meta negou falsamente ter adotado esse tipo de design e se direcionou, ainda que parcialmente, seus serviços ao público infantil.
Após a decisão, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a Meta colocou os lucros acima da segurança das crianças e violou as leis de proteção ao consumidor. Ele prometeu responsabilizar a empresa "integralmente" pelo papel que teria desempenhado na crise de saúde mental entre adolescentes.
A Meta, o Snapchat e sua controladora, a Snap Inc., o YouTube e sua controladora, a Alphabet Inc., além do TikTok e sua controladora, a ByteDance, enfrentam milhares de processos nas Justiças federal e estaduais dos EUA.
As ações alegam que essas empresas desenvolveram deliberadamente recursos capazes de tornar crianças e adolescentes dependentes de suas plataformas, contribuindo para a crise de saúde mental entre os jovens.
Diversos estados norte-americanos processam essas empresas. Parte das ações tramita no processo conduzido pela juíza Rogers, enquanto outras seguem em tribunais estaduais.
O Novo México foi o primeiro estado a levar o caso a julgamento. Em março, um júri determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões após concluir que a empresa enganou consumidores do estado.
Agora, um juiz analisa a segunda etapa da ação, que busca indenizações adicionais e uma ordem judicial para obrigar a Meta a promover mudanças no Instagram, no Facebook e no WhatsApp.
Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil
Reprodução
Brinquedos com inteligência artificial vendidos no Brasil podem representar riscos para crianças, como manipulação emocional e coleta de dados pessoais, segundo uma nota técnica publicada neste mês pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O estudo, que contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), afirma que esses produtos podem estar em desacordo com regras previstas no ECA Digital e recomenda que as irregularidades sejam apuradas pelos órgãos responsáveis.
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O Sedigi pede que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscalizem, entre outros pontos, se fabricantes e lojas informam corretamente os riscos desses produtos e como é feito o tratamento dos dados pessoais coletados pelos brinquedos.
Agora no g1
Para elaborar o estudo, a Sedigi analisou seis dispositivos vendidos no Brasil por meio de marketplaces como Amazon, Mercado Livre, Shopee, AliExpress, Magazine Luiza, eBay e Casas Bahia. Os aparelhos são:
Loona (pet robótico);
EMO (robô de companhia);
Miko 3 (robô educativo);
Aibi (pet robótico de bolso);
Amazon Fire HD Kid Pro (tablet voltado a crianças de 6 a 12 anos);
e Vector (robô autônomo).
O g1 entrou em contato com as empresas citadas pelo Ministério da Justiça. Em nota, o AliExpress afirmou que "mantém um diálogo aberto e transparente com as autoridades reguladoras e trabalha em conformidade com as leis dos países onde atua".
O Mercado Livre disse que segue as diretrizes do ECA Digital e adota medidas de proteção aos consumidores menores de idade.
A Casas Bahia disse em nota que tem uma área responsável pela avaliação e pelo monitoramento dos parceiros que atuam em seu marketplace. "Como medida preventiva e em alinhamento às diretrizes da nota técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a companhia já adotou as providências cabíveis para impedir novas vendas dos produtos mencionados".
A Amazon afirmou que trabalha seguindo as leis e regulamentações do Brasil. "Mantemos processos contínuos de verificação e adequação para garantir que nossos serviços e dispositivos Amazon comercializados no Brasil atendam às exigências legais vigentes no país".
Manipulação emocional e coleta de dados
Segundo a nota técnica, esses dispositivos costumam ter câmeras, microfones e outros sensores capazes de captar informações como biometria facial, voz e até características do ambiente doméstico.
Ao mesmo tempo, usam IA para manter conversas, simular emoções e adaptar suas respostas ao comportamento da criança, coletando dados continuamente durante a interação.
O documento afirma que esse tipo de vínculo pode favorecer a manipulação emocional e incentivar o uso excessivo dos brinquedos.
"Os vínculos estabelecidos com a criança, além de facilitar a manipulação emocional, podem incentivar o uso excessivo do brinquedo e potencialmente expor informações sensíveis a terceiros, sobretudo se houver falhas de segurança", diz a nota.
EMO é um robô infantil com IA que é vendido por R$ 3.084,23 no Brasil.
Reprodução/Amazon
A nota também cita como exemplo casos internacionais considerados preocupantes. Um deles é o da boneca My Friend Cayla, proibida na Alemanha após autoridades concluírem que ela podia gravar conversas acessadas por terceiros, levando o brinquedo a ser apelidado de "instrumento de espionagem".
O documento também menciona casos de vazamento de áudios de crianças envolvendo o robô Miko 3.
Um dos aparelhos analisados pelo MJSP é o brinquedo Loona, um pet robótico que simula um animal de estimação. O brinquedo utiliza processamento de linguagem natural para entender comandos de voz, é integrado ao ChatGPT, conta com sensores para mapear a casa e usa uma câmera para reconhecer os usuários.
Em relação às plataformas de comércio eletrônico, o Ministério da Justiça afirma que elas também têm responsabilidade sobre a venda desses produtos.
Segundo a pasta, os sites devem informar de forma clara que o brinquedo utiliza IA e garantir que as embalagens e páginas de venda tragam avisos sobre o acesso à internet, os riscos à privacidade e a necessidade de supervisão parental.
"Os fatos relatados apontam para indícios de possíveis irregularidades, de caráter sistêmico, com potencial de afetar direitos fundamentais de crianças e adolescentes, o que recomenda apuração formal", conclui a nota.
O que diz o AliExpress
"O AliExpress mantém um diálogo aberto e transparente com as autoridades reguladoras e trabalha em conformidade com as leis dos países onde atua, exigindo o mesmo de seus vendedores, conforme estabelecido nas regras do marketplace."
O que diz o Mercado Livre
"O Mercado Livre acompanha as diretrizes do ECA Digital e adota medidas ativas de proteção aos consumidores menores de idade em sua plataforma. A empresa já realizou adequações em cumprimento à legislação, incluindo o bloqueio de acesso e de compra de produtos proibidos para menores de idade, entre outras iniciativas implementadas ao longo do tempo.
Todos os vendedores que operam localmente na plataforma devem estar cadastrados com CPF ou CNPJ, em conformidade com as exigências legais vigentes. O Mercado Livre monitora ativamente os anúncios publicados e mantém colaboração contínua com as autoridades públicas."
O que diz a Casas Bahia
"O Grupo reforça que possui uma área dedicada à regulamentação e compliance, responsável pela avaliação e pelo monitoramento contínuo dos parceiros que atuam em seu marketplace, assegurando o cumprimento dos requisitos legais e das políticas internas aplicáveis à comercialização de produtos na plataforma. Como medida preventiva e em alinhamento às diretrizes da nota técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a companhia já adotou as providências cabíveis para impedir novas vendas dos produtos mencionados."
O que diz a Amazon
"A Amazon opera em conformidade com as leis e regulamentações brasileiras, e possui Condições de Uso e venda restrita para maiores de 18 anos. Mantemos processos contínuos de verificação e adequação para garantir que nossos serviços e dispositivos Amazon comercializados no Brasil atendam às exigências legais vigentes no país. Em relação ao Fire HD Kids Pro, informamos que esse dispositivo não é comercializado por canais oficiais da Amazon no Brasil."
WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
Após Bélgica vencer EUA, imprensa internacional reage frente à interferência de Trump na FIFA
Após os EUA perderem de goleada para a Bélgica na Copa do Mundo, o perfil do presidente Donald Trump recebeu uma enxurrada de comentários zombando da situação. “Grande satisfação de ver vocês perderem”, “manda anular o gol da Bélgica agora” e emojis da bandeira belga foram algumas das mensagens que lotaram os comentários.
Entre as postagens, algumas destacaram a dancinha feita pelos jogadores da Bélgica e apontaram que os atletas estavam imitando o presidente americano.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Os comentários foram uma resposta ao que tem sido considerado um favorecimento da Fifa aos Estados Unidos, um dos países que sediam a Copa do Mundo de 2026. Trump confirmou nesta segunda (06) que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado a Balogun na partida da última quarta-feira (1º), contra a Bósnia e Herzegovina.
Trump chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus, que deu o cartão vermelho a Balogun, de "um pouco suspeito" e criticou a decisão tomada em campo. "Ele fez uma marcação na qual ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", afirmou.
Trump vira motivo de chacota nas redes após jogadores da Bélgica imitarem sua dancinha
Reprodução / Redes Sociais
Leia também: Perfil de Balogun é invadido por torcedores rivais com críticas por anulação de cartão após pedido de Trump: 'Corrupção'
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter recebido um telefonema de Trump, mas garantiu que não teve nenhum poder sobre a decisão tomada pelo Comitê Disciplinar da federação.
"Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (...) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam", afirmou em comunicado.
O Código Disciplinar da Fifa prevê que uma medida disciplinar, como um cartão vermelho, pode ser suspensa total ou parcialmente.
Mesmo com a explicação de Infantino, alguns usuários criticaram Balogun diretamente. "Um cartão vermelho é um cartão vermelho", disse uma pessoa. "Se você fosse um atleta ético, não jogaria hoje", escreveu outra.
Fãs invadem perfil de Trump para zoar após EUA tomarem goleada: 'Manda anular o gol da Bélgica agora'
Reprodução/X
O médico Hélio Brasileiro reclama em seu canal sobre clones que usam sua imagem; BBC News Brasil mapeou ao menos cinco páginas do tipo
Reprodução
O médico otorrinolaringologista Hélio Brasileiro teve sua imagem e identidade clonadas por inteligência artificial.
Ao menos cinco canais no YouTube usaram sua imagem, sem sua autorização, para divulgar conteúdos sobre saúde em tom alarmista, com o objetivo de engajar a audiência, especialmente entre os idosos.
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A prática pode ser enquadrada, segundo a polícia e especialistas ouvidos pela reportagem, nos crimes de falsidade ideológica, falsa identidade e exercício ilegal da medicina, além de delitos cibernéticos e contra a honra.
A BBC News Brasil identificou que esses vídeos integram uma rede de canais na plataforma, que também copiam a imagem de outros médicos de verdade, com o objetivo de monetizar com visualizações no YouTube.
Agora no g1
Os canais que clonaram a identidade de Brasileiro associam, por exemplo, banhos quentes a problemas cardíacos ("o perigo oculto do banho quente no inverno que sobrecarrega o seu coração") e recomendam tratamentos "naturais" que substituiriam remédios indicados por profissionais da saúde.
Juntas, essas páginas possuem centenas de milhares de seguidores.
A BBC News Brasil identificou evidências de que os canais podem estar sendo operados por uma mesma pessoa ou grupo. As páginas foram criadas no mesmo período e compartilham títulos e até roteiros idênticos.
A página Dr. Hélio - Informações Médicas compartilhou, por exemplo, em 22 de maio, um vídeo sobre "quatro queijos que podem destruir sua saúde após os 60 anos".
No dia seguinte, um outro canal, Dr. André Tavares, publicou o mesmo conteúdo.
Dois dias depois, outro canal, Dr. Helio Consejos de Salud, segue com o mesmo título. O fluxo se repete pelo menos até o dia 8 de junho, com vídeos do mesmo teor nos canais da Dra. Aline Vitta e Dr. Hélio Saúde em Foco.
Esse reaproveitamento de conteúdo é constante e aparece em outros temas, espalhados em pelo menos 20 canais diferentes mapeados pela reportagem.
Uma pesquisa da organização sem fins lucrativos CTRL+Z mapeou que canais desse tipo, que usam IA para falar sobre saúde, somam mais de 70 milhões de visualizações.
Uma reportagem da BBC News Brasil mostrou como operam esses canais, e o Google removeu parte dessas páginas depois da publicação.
Os clones de Hélio Brasileiro, no entanto, que integram o levantamento, seguiram no ar mesmo depois do alerta à empresa.
'Denunciei vários vídeos de um canal. Depois vi que tem inúmeros outros'
Além de médico, Hélio Brasileiro é também youtuber. Seu canal possui 270 mil inscritos e quase 700 vídeos.
As primeiras publicações, de 14 anos atrás, tinham como objetivo, diz ele, divulgar a outros médicos informações sobre a medicina do sono.
Depois, durante a pandemia, ele decidiu reativar o canal para desfazer mentiras sobre vacinas e cuidados com a saúde. "Veja que ironia do destino: eu reativei o canal com um slogan: informação médica sem fake."
Ele se surpreendeu ao ver sua imagem em uma reportagem da BBC News Brasil sobre os falsos médicos gerados por IA. "Denunciei vários vídeos de um canal só. Depois vi, em uma conversa com você [repórter da BBC News Brasil], que tem inúmeros outros."
Depois da matéria da BBC, ele conta que fez nova denúncia ao YouTube e que também registrou um boletim de ocorrência online, na Polícia Civil de São Paulo.
O caso foi encaminhado ao 3º DP de Sorocaba, onde é investigado por falsidade ideológica, falsa identidade, falso alarme e tentativa de difamação.
A delegada responsável, Alessandra Silveira, afirmou em seu despacho que "o esquema fraudulento ganhou repercussão internacional", gerando danos à reputação de Brasileiro e "risco de envenenamento ou automedicação à população".
"A gravidade da difusão de desinformação médica por meio de simulação biométrica exige a imediata atuação da Polícia Judiciária", afirmou a delegada.
Em nota à BBC, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que estão sendo realizadas diligências para identificar os autores dos crimes e responsabilizá-los.
O médico diz que recebeu orientação do YouTube para que cadastre sua imagem na plataforma, o que facilitaria a denúncia e remoção de conteúdos que usam sua identidade de forma indevida.
O YouTube afirmou, em nota à BBC News Brasil, que todo o conteúdo da plataforma, inclusive aquele gerado com ferramentas de IA, deve seguir diretrizes da comunidade.
"Isso abrange nossas políticas sobre desinformação médica, que proíbem informações incorretas a respeito de prevenção e tratamentos capazes de causar, comprovadamente, danos graves no mundo real."
A empresa disse que adicionou rótulos a conteúdos gerados por IA para garantir que os espectadores estejam informados sobre o que estão assistindo.
"Ao identificarmos material violativo no YouTube, aplicamos as medidas cabíveis em conformidade com nossos Termos de Serviço, as regras do Programa de Parcerias do YouTube e nossas Diretrizes da Comunidade."
A empresa não respondeu aos questionamentos da BBC News Brasil sobre o uso indevido da imagem do médico Hélio Brasileiro.
Rede que copia imagem do médico Hélio Brasileiro usa títulos idênticos e até o mesmo roteiro
Reprodução/Youtube
'Quem cria isso não tem empatia'
Brasileiro disse que sua maior preocupação é o dano que os vídeos podem causar a quem os assiste: eles desencorajam o acompanhamento médico e sugerem receitas milagrosas ineficazes, ao mesmo tempo em que usam sua autoridade de médico para passar credibilidade.
"É assustador. A gente observa que a maioria dos vídeos é voltada para o pessoal da terceira idade, e a maioria traz desinformação. É preocupante — e foi por isso que tomei todas as atitudes jurídicas possíveis", diz.
"Imagine que você seja hipertenso e faça uso, há muito tempo, de um medicamento. Aparece um vídeo com a minha imagem dizendo: 'se você, idoso, é hipertenso e toma tal remédio, não sabe o mal que está fazendo aos seus rins — é muito mais saudável tomar o suco de maracujá'", exemplifica.
"E depois você vê comentários de pessoas idosas dizendo: 'Meu Deus, eu tomo esse remédio há muito tempo, por que o doutor não me informou? Vou deixar de tomar o remédio e começar a tomar o suco de maracujá'."
Seu maior desejo, diz, é que os canais sejam derrubados e que esse tipo de fraude se torne de conhecimento público, "para não causar danos aos usuários".
"Não sou investigador de polícia, não tenho a menor intenção de punir — isso é para o Poder Judiciário, para a polícia. Minha função, enquanto médico, é informar e deixar claro que essas desinformações são perigosas. Que esses canais caiam e não surjam novos, para não prejudicar a saúde da população."
Ele também faz um apelo para que esse tipo de vídeo pare de ser produzido: "Quem cria isso não tem empatia. Quem busca ganhar dinheiro dessa forma pode estar causando danos fatais a idosos e a outras pessoas que sigam essas informações. E poderia ser o pai, a mãe ou até o filho de quem criou o canal."
Prática pode ser considerada crime, dizem especialistas
Especialistas entrevistados pela BBC News Brasil alertam que esse tipo de conteúdo pode representar um risco à saúde ao desencorajar tratamentos comprovados ou estimular condutas sem base científica.
"A saúde das pessoas é algo individualizado. Uma medicação ou orientação pode ser benéfica a uma pessoa e maléfica a outra, a depender das comorbidades, da interação com outros medicamentos. Vemos isso como um grande risco", afirma o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Jeancarlo Cavalcante.
Segundo ele, o perigo é ainda maior para idosos, que podem deixar de procurar atendimento médico adequado, como mostram relatos publicados por pessoas dessa faixa etária nos comentários dos vídeos analisados pela reportagem.
Cavalcante acrescenta que o Conselho pode encaminhar denúncias sobre esse tipo de conteúdo ao Ministério Público e às autoridades policiais.
Na avaliação de Thiago Bottino, professor da FGV Direito Rio, a simples publicação desse tipo de vídeo não configura crime. A situação muda, porém, quando o falso médico passa a exercer funções privativas da profissão.
"O problema é quando alguém que não é médico, seja pessoa real ou inteligência artificial, atua como médico, prescrevendo medicação, dizendo qual seria o tratamento adequado. É um caso de exercício irregular da medicina, que é crime previsto no Código Penal."
Bottino afirma ainda que os responsáveis pelos vídeos podem responder pelo crime de falsa identidade ao se apresentarem como médicos sem informar que se trata de personagens gerados por inteligência artificial.
Filipe Medon, professor da FGV Direito Rio e coordenador adjunto do AI Hub, afirma que o problema não está em produzir conteúdo sobre medicina com base em pesquisas científicas, mas em criar personagens de inteligência artificial que se passam por médicos e induzem o público ao erro.
Segundo ele, além dos criadores, as plataformas também podem ser responsabilizadas civilmente caso não removam esse tipo de conteúdo após serem notificadas e, em casos de impulsionamento pago, a obrigação de retirada pode existir mesmo sem notificação prévia.
Sem regulação, mercados de predições viram desafio no Brasil
Reprodução/ Kalshi e Polymarket
Fora das atenções que focam em publicidades de bets e regulamentações, os chamados "mercados de predição", que cresceram globalmente nos últimos anos, se tornaram um desafio para as autoridades brasileiras.
Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas que faziam previsões sobre os mais diferentes temas, como as americanas Kalshi e Polymarket, para evitar a consolidação de um modelo de apostas sem controle e que não segue a legislação do país.
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O mercado preditivo funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como "Vai acontecer ou não?", relacionados aos mais diversos eventos, como guerras, mudanças climáticas ou eleições.
Se o evento acontecer, como a vitória deu um político nas urnas ou de um vencedor em um reality show, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.
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A diferença em relação às apostas tradicionais é que, nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios. Já nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si. Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.
Apesar de proibidos, usuários brasileiros encontram lacunas para acessar a esses conteúdos. Além do uso de VPNs para driblar os bloqueios, a forma de pagamento nestes sites é outra dificuldade. Enquanto no caso de casas de apostas ilegais o governo vem intensificando verificações sobre transações com o Pix, os mercados de predição operam, sobretudo, usando criptomoedas.
A DW encontrou quatro plataformas operando neste sistema de forma irregular no país. Além disso, ao longo das últimas semanas, outras chegaram a oferecer anúncios no Instagram. A reportagem encontrou ainda publicidade de casas de apostas clandestinas convencionais na plataforma.
Questionada, a Meta apontou que "anunciantes que desejam promover jogos de azar ou jogos online precisam solicitar permissão por escrito e fornecer provas de que as suas atividades estão licenciadas por um regulador ou estabelecidas como legítimas nos territórios nos quais desejam veicular esses conteúdos".
A empresa destacou que órgãos governamentais podem pedir a restrição de conteúdos que violam as leis.
Popularidade em alta na Copa
Cristiano Ronaldo
Reuters/Sam Navarro
Os mercados de predições ganharam enorme tração nas eleições americanas em 2024 após uma disputa jurídica permitir ao Kalshi ofertar palpites nos vencedores daquele pleito. Desde então, eles vêm acumulando restrições, polêmicas e bilhões de dólares movimentados.
Neste ano, altos volumes apostados associados às ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela reforçaram os temores de que agentes com informações privilegiadas lucraram com os eventos nestas plataformas. Além disso, uma aposta sobre o uso de armas nucleares em 2026 saiu do ar após polêmica.
Na Copa, as plataformas oferecem apostas convencionais, como palpites no artilheiro do campeonato e o vencedor do torneio, assim como as bets tradicionais. No entanto, há mercados mais personalizados, como um que permitia apostar se Neymar entraria ou não em campo.
Em possibilidades ainda mais alternativas, apostava se também nas chances de Cristiano Ronaldo chorar em público durante a competição. No começo do torneio, a casa de análises Bernstein previu uma movimentação de 10 bilhões de dólares em apostas nestes mercados ligadas à Copa.
Bets x predições
Propaganda que promete dinheiro fácil com bets cresce no Brasil
Reprodução/TV Verdes Mares
As diferenças no funcionamento das predições para as casas de apostas geram discussões regulatórias. Entusiastas do primeiro modelo frequentemente alegam que as características são mais próximas do mercado financeiro do que de uma bet. Uma das principais defesas é a de que a aposta ocorre contra outros usuários, e não contra a casa, como na outra modalidade.
Mercados preditivos funcionam com base na compra e venda de contratos futuros. Por exemplo, na Copa, a aposta no campeão será liquidada logo depois da final. O valor de um palpite varia de acordo com a oferta e a demanda. Quanto mais pessoas palpitarem sobre um aspecto, este contrato se valoriza. Neste modelo, o lucro da plataforma vem através de uma comissão a cada negociação.
Ou seja, o resultado final é indiferente para as receitas da operação. Maiores ganhos para a plataforma vêm através de um maior volume negociado. No caso do campeão da Copa, no começo de julho, apenas o Kalshi já tinha movimentado cerca de 850 milhões de dólares.
No caso das casas de apostas tradicionais, cada uma oferece um retorno de acordo com as probabilidades avaliadas de que um evento ocorra, as chamadas "odds". Neste modelo, é calculado, normalmente usando algoritmos, quanto se pode pagar a cada usuário vencedor por um resultado de forma que a casa ainda obtenha lucro, normalmente de 5%.
Gráfico mostra interesse repentino em María Corina Machado para o Nobel da Paz
Polymarket/Reprodução
Apesar das diferenças, estudos apontam que, assim como nas bets, a maioria dos usuários tende a ter perdas nos mercados de predição. Um estudo recente sobre o Polymarket mostrou que os ganhos são altamente concentrados, com 1% dos usuários detendo 76,5% dos lucros.
À DW, Charles Martineau, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade de Toronto resumiu a lógica deste mercado para a grande maioria. " É muito difícil de ganhar dinheiro apostando em esportes. É possível lucrar com algumas sequências de apostas, mas para a pessoa comum, apostar muitas vezes resultará em prejuízo."
"Em plataformas como Kalshi e Polymarket, onde as apostas esportivas têm um alto volume de negociações, constatamos que os preços são tão eficientes que é praticamente impossível lucrar", aponta Martineau. Além disso, ele acrescenta: "uma coisa é certa: a introdução dos mercados de previsão levará algumas pessoas a desenvolver uma crescente dependência de jogos de azar".
Necessidade de regulamentação
Na visão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), a oferta destas plataformas de apostas em eventos esportivos no país demandaria licenças específicas, assim como ocorre com as casas que vem operando de forma regular desde o último ano. Na ausência de uma regulamentação, o acesso a estes sites deve ser barrado no território nacional.
"Estava havendo ofertas inclusive de mercados ilegais, como eleições. O governo agiu rápido em excelente momento, antes que o tema escalasse", avalia Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ao comentar a decisão do governo de bloquear os sites.
Para Leonardo Henrique Roscoe Bessa, sócio do Betlaw e consultor do Conselho Federal da OAB, o cenário atual foi uma "resposta rápida", especialmente visando limitar as apostas em eleições, que são proibidas no caso das bets. Por sua vez, passado o período eleitoral e com a atual popularidade, a regulamentação destes mercados deve voltar à tona, projeta.
Bessa aponta que o uso de informações privilegiadas tende a ser uma dificuldade regulatória a mais, algo que é mais controlado no caso das bets. A legislação atual do setor aponta que potenciais envolvidos em partidas, como árbitros, jogadores e comissão técnica, não podem apostar.
No caso das predições, a atuação de agentes ligados aos eventos é menos controlada. "Quem tem informações, sai na frente", resume.
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Comentários após Fifa anular expulsão de Balogun
AP Photo/Lindsey Wasson; Reprodução
Uma postagem do atacante americano Balogun no Instagram recebeu uma enxurrada de críticas após a Fifa anular o cartão vermelho que o tiraria da partida desta segunda-feira (6), entre Estados Unidos e Bélgica.
Os comentários incluem expressões como "escândalo" e "manipulação", bem como emojis de cartão vermelho, em resposta ao que tem sido considerado um favorecimento da Fifa aos Estados Unidos, um dos países que sediam a Copa do Mundo de 2026.
"Corrupção, faça a coisa certa", comentou uma pessoa. "Proibir os EUA por interferência política: não há outra escolha", escreveu outro usuário.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta segunda que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado a Balogun na partida da última quarta-feira (1º), contra a Bósnia e Herzegovina.
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"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA".
Trump chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus, que deu o cartão vermelho a Balogun, de "um pouco suspeito" e criticou a decisão de campo. "Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", afirmou.
Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus.
Phil Noble / Reuters
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter recebido um telefonema de Trump, mas garantiu que não teve nenhum poder sobre a decisão tomada pelo Comitê Disciplinar da federação.
"Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (...) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam", afirmou em comunicado.
O Código Disciplinar da Fifa prevê que uma medida disciplinar, como um cartão vermelho, pode ser suspensa total ou parcialmente.
Mesmo com a explicação de Infantino, alguns usuários criticaram Balogun diretamente. "Um cartão vermelho é um cartão vermelho", disse uma pessoa. "Se você fosse um atleta ético, não jogaria hoje", escreveu outra.
Comentários após Fifa anular expulsão de Balogun
Reprodução
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Fifa, Gianni Infantino, formaram um relacionamento próximo
EPA
As apostas na vitória dos Estados Unidos sobre a Bélgica aumentaram depois que a Fifa anulou o cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun e confirmou que o jogador poderá atuar na partida desta segunda-feira (6).
Após o anúncio, as principais plataformas de apostas passaram a apontar a seleção americana como favorita no confronto.
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Na Polymarket, os EUA aparecem com 40% de probabilidade de vencer, contra 34% da Bélgica, enquanto o empate soma 28%. Na Kalshi, a vantagem dos norte-americanos é ainda maior: 53%, ante 47% dos belgas.
📊 A Polymarket e a Kalshi são plataformas de mercados de previsão (prediction markets), nas quais os usuários negociam contratos com base na probabilidade de um determinado evento ocorrer. No Brasil, porém, esse tipo de serviço foi proibido pelo governo federal, que determinou o bloqueio dessas plataformas por entender que sua operação não se enquadra na regulamentação brasileira para apostas e mercados financeiros.
A mudança ocorreu no domingo, logo após a Fifa confirmar que Balogun estaria liberado para disputar a partida. Até então, a Bélgica liderava as projeções nas duas plataformas.
Com a reversão da punição, os EUA passaram à frente nas estimativas de vitória.
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Decisão ocorreu após Trump pedir revisão
Mais cedo, Trump afirmou que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na partida contra a Bósnia e Herzegovina.
O atacante havia sido expulso após a arbitragem considerar violenta uma jogada em que ele aparece pisando no tornozelo de um adversário. Com a punição, Balogun ficaria fora do confronto contra a Bélgica.
No domingo, a Fifa anunciou que o jogador estava liberado para atuar na partida. Segundo a entidade, a suspensão foi anulada após um processo independente de revisão disciplinar, previsto em seu regulamento.
A decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, intitulado "Suspensão da implementação de medidas disciplinares". Veja o que ele diz:
O órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar.
Ao suspender a aplicação da sanção, o órgão judiciário submete a pessoa sancionada a um período de prova de um a quatro anos.
Se a pessoa beneficiada por uma sanção suspensa cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período de prova, a suspensão será revogada pelo órgão judiciário e a sanção executada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração.
Medidas disciplinares relacionadas à manipulação de resultados não podem ser suspensas.
Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus.
Phil Noble / Reuters
Nesta segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que falou com Trump sobre o cartão vermelho.
"Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump", afirmou em comunicado.
No entanto, Infantino alegou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos: "A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada".
O presidente da Fifa afirmou ter dito a Trump que "o caso [do cartão vermelho] seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes"
Bélgica tentou reverter decisão
A decisão de liberar Folarin Balogun provocou reação da Federação Belga de Futebol. Antes da partida pelas oitavas de final, a federação recorreu à Fifa e pediu esclarecimentos sobre a liberação do atacante.
A entidade alega que um jogador expulso deve cumprir suspensão automática na partida seguinte, conforme as regras disciplinares da competição.
Os dirigentes belgas também afirmaram que a autorização para Balogun entrar em campo contrariava o regulamento da Copa do Mundo de 2026 e disseram não ter recebido a decisão da Fifa nem a justificativa para a mudança.
A Fifa, porém, rejeitou o recurso por entender que a Bélgica não fazia parte do processo que analisou o caso e, por isso, não poderia contestar a decisão.
Com isso, Balogun foi mantido entre os jogadores disponíveis para enfrentar a seleção belga.
'Cartão Trump': interferência do presidente dos EUA para reverter suspensão de Balogun rende memes
Reprodução/X
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado ao jogador norte-americano Folarin Balogun durante a última partida da seleção dos EUA na Copa do Mundo, contra a Bósnia Herzegovina. A intervenção acabou repercutindo nas redes sociais e gerando uma série de memes.
"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA", disse o presidente durante em uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca.
Trump admite que pediu para Fifa revisar cartão vermelho
🔎 Após revisar o lance no VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun aos 18 minutos da etapa final. O atacante recebeu o cartão vermelho por um pisão no tornozelo de Muharemovic.
Leia também: Fifa rejeita recurso da Bélgica e mantém decisão que anulou cartão vermelho
Presidente da Fifa nega interferência em decisão que tirou cartão vermelho de jogador dos EUA
A iniciativa de Trump de pedir a revisão da punição de Balogun gerou forte repercussão nas redes sociais e virou alvo de memes. Veja alguns deles:
'Cartão Trump': interferência do presidente dos EUA para reverter suspensão de Balogun rende memes
Reprodução/X
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Hotmart
Divulgação
A Hotmart informou nesta segunda-feira (6) que está promovendo uma reestruturação organizacional que resultará na demissão de aproximadamente 10% dos funcionários do grupo.
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Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de uma decisão estratégica para acelerar sua expansão e concentrar recursos nas áreas consideradas prioritárias para o futuro da companhia e da chamada Creator Economy.
"Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy", informou a empresa.
A Hotmart não divulgou o número exato de trabalhadores atingidos pela medida nem detalhou quais áreas foram afetadas pelos desligamentos.
A Hotmart é uma empresa de tecnologia voltada à Creator Economy, que oferece uma plataforma para criadores venderem e expandirem negócios digitais. A companhia reúne mais de 250 mil empreendedores ativos e cerca de 1,6 mil funcionários, com atuação em seis países e sede em Amsterdã, na Holanda.
Agora no g1
Segundo a companhia, os profissionais demitidos receberão um pacote adicional de desligamento, adaptado conforme a região em que atuam, além de todos os direitos previstos na legislação trabalhista.
"Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas", afirmou a empresa.
Ainda de acordo com a Hotmart, o foco neste momento é garantir que o processo ocorra de forma responsável e oferecer suporte aos trabalhadores durante a transição.
Apesar da redução no quadro de funcionários, a empresa afirma que segue em uma trajetória de crescimento.
"A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais", diz a nota.
A empresa também afirmou que seu compromisso, neste momento, é com as pessoas impactadas pela decisão e que o processo será conduzido "com a seriedade e a responsabilidade que ele exige".
Além do comunicado oficial da empresa, profissionais que afirmam ter sido desligados passaram a compartilhar relatos nas redes sociais, principalmente no LinkedIn. Nas publicações, trabalhadores informam que foram impactados pela reestruturação, agradecem pelo período na empresa e dizem estar em busca de novas oportunidades no mercado.
As postagens começaram a aparecer ao longo desta segunda-feira (6), poucas horas após a divulgação da reestruturação pela Hotmart.
O g1 também procurou o sindicato que representa a categoria para obter mais informações sobre as demissões, como o número de trabalhadores afetados, as áreas atingidas e o acompanhamento prestado aos empregados desligados. Até a última atualização desta reportagem, não havia recebido retorno.
Apresentação do estudo “O Impacto da Inteligência Artificial na Creator Economy” da Hotmart
g1
Microsoft também anunciou demissões
A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (6) que vai demitir cerca de 4.800 funcionários, o equivalente a aproximadamente 2,1% de sua força de trabalho.
Os cortes vão atingir principalmente a divisão responsável pelo Xbox, escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da Microsoft, em um e-mail aos funcionários.
"Estamos alinhando nosso investimento, pessoas e energia às prioridades do nosso negócio. As mudanças de hoje impactam principalmente nossas organizações Comercial e Xbox", escreveu.
A Microsoft tinha cerca de 220 mil funcionários antes dos cortes, de acordo com o portal de notícias Business Insider. Ainda não se sabe se as demissões vão afetar os funcionários no Brasil. O g1 entrou em contato com a empresa, que compartilhou apenas o comunicado de Amy Coleman.
No texto, Coleman afirmou que os funcionários demitidos não serão substituídos por inteligência artificial, mas não disse se os cortes têm relação com os investimentos da empresa nessa tecnologia. Nos últimos meses, várias companhias anunciaram demissões para priorizar investimentos em IA.
"O que é verdade é que a IA está mudando a forma como o trabalho é realizado. Algumas das tarefas que fazemos diariamente agora podem ser automatizadas, e isso significa que todos precisamos continuar aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e nos adaptando à medida que o trabalho evolui", disse a executiva.
Vale lembrar que, em abril deste ano, a Microsoft anunciou seu primeiro plano de demissão voluntária (PDV) nos Estados Unidos para cerca de 9 mil funcionários. O PDV era voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais.
Veja a íntegra da nota da Hotmart
"Hoje, dia 06 de julho, informamos que a Hotmart está realizando uma reestruturação organizacional, que resulta na redução de aproximadamente 10% do grupo. Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas.
Um pacote adicional de desligamento, localizado por região, além dos direitos previstos em lei, está sendo oferecido para apoiar essas pessoas durante a transição.
Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy. A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais.
Nosso compromisso neste momento é com as pessoas impactadas, garantindo que este processo seja conduzido com a seriedade e a responsabilidade que ele exige."
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter
Dado Ruvic/Reuters
Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (6) o pedido de Elon Musk para anular o veredito de um júri que concluiu que o bilionário enganou investidores durante o processo de compra do Twitter, em 2022.
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Na decisão, o juiz distrital Charles Breyer, de San Francisco, manteve as principais conclusões do julgamento realizado em março deste ano.
“Mesmo que o autor da declaração mude de ideia ou tenha um arrependimento momentâneo em relação a uma transação, tais dúvidas não justificam mentir ao público investidor”, escreveu Breyer.
O magistrado também negou o pedido do empresário para retirar o caráter coletivo da ação movida pelos investidores. Além disso, autorizou que a eventual indenização seja acrescida de juros referentes ao período anterior à sentença.
Agora no g1
Entenda o que motivou o processo
A ação foi movida por investidores que venderam ações do Twitter durante as negociações para a compra da empresa por Musk, concluída em 2022 por US$ 44 bilhões.
Eles afirmam que o empresário publicou mensagens e fez declarações públicas que afetaram o preço das ações enquanto tentava renegociar o negócio ou desistir da aquisição.
O principal foco da disputa foi uma publicação feita em 13 de maio de 2022, na qual Musk afirmou que a compra do Twitter estava "temporariamente suspensa" enquanto aguardava informações sobre a quantidade de contas falsas e de spam na plataforma.
Após a publicação, as ações da empresa caíram, prejudicando investidores que venderam seus papéis durante o período de incerteza.
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O que decidiu o júri?
Após quase três semanas de julgamento e cerca de quatro dias de deliberação, um júri formado por nove pessoas concluiu, em março deste ano, que Musk induziu investidores ao erro com dois tuítes publicados durante as negociações para comprar o Twitter.
Breyer concluiu que havia “evidências substanciais de falsidade” no tuíte de 13 de maio e afirmou que “um júri poderia concluir que Musk tinha o objetivo de sair do acordo existente e usou a questão dos bots como pretexto para isso”.
Os jurados, porém, entenderam que uma declaração feita pelo empresário em um podcast expressava apenas uma opinião, e não uma informação enganosa. Eles também rejeitaram a acusação de que Musk teria elaborado um plano deliberado para fraudar o mercado.
Apesar disso, concluíram que dois de seus tuítes foram suficientes para causar prejuízos aos investidores.
Segundo os advogados dos autores da ação, a decisão pode resultar no pagamento de cerca de US$ 2,1 bilhões em indenizações relacionadas às ações, além de aproximadamente US$ 500 milhões referentes a opções de compra de ações.
O valor definitivo, porém, ainda dependerá das próximas etapas do processo.
De acordo com os autores da ação, Musk buscava reduzir o valor da compra ou abandonar o negócio, que havia se tornado mais caro para ele após a queda das ações da Tesla, principal origem de sua fortuna.
Depois de anunciar que não seguiria com a aquisição, Musk passou a enfrentar uma ação movida pelo próprio Twitter para obrigá-lo a cumprir o acordo. Pouco antes do julgamento desse processo, ele voltou atrás e aceitou concluir a compra pelos US$ 44 bilhões originalmente acertados.
*Com informações da Reuters e da Associated Press
Logo da Microsoft
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A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (6) que vai demitir cerca de 4.800 funcionários, o equivalente a aproximadamente 2,1% de sua força de trabalho.
Os cortes vão atingir principalmente a divisão responsável pelo Xbox, escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da Microsoft, em um e-mail aos funcionários.
"Estamos alinhando nosso investimento, pessoas e energia às prioridades do nosso negócio. As mudanças de hoje impactam principalmente nossas organizações Comercial e Xbox", escreveu.
A Microsoft tinha cerca de 220 mil funcionários antes dos cortes, de acordo com o portal de notícias Business Insider. Ainda não se sabe se as demissões vão afetar os funcionários no Brasil. O g1 entrou em contato com a empresa, que compartilhou apenas o comunicado de Amy Coleman.
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No texto, Coleman afirmou que os funcionários demitidos não serão substituídos por inteligência artificial, mas não disse se os cortes têm relação com os investimentos da empresa nessa tecnologia. Nos últimos meses, várias companhias anunciaram demissões para priorizar investimentos em IA.
"O que é verdade é que a IA está mudando a forma como o trabalho é realizado. Algumas das tarefas que fazemos diariamente agora podem ser automatizadas, e isso significa que todos precisamos continuar aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e nos adaptando à medida que o trabalho evolui", disse a executiva.
Vale lembrar que, em abril deste ano, a Microsoft anunciou seu primeiro plano de demissão voluntária (PDV) nos Estados Unidos para cerca de 9 mil funcionários. O PDV era voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais.
Naquele mês, a Microsoft tinha cerca de 125 mil funcionários nos EUA, e cerca de 8 mil seriam elegíveis ao programa.
Coleman encerra o e-mail afirmando que "haverá mais mudanças pela frente", sem confirmar novas demissões. Ela diz, porém, que outras áreas da empresa "precisarão fazer ajustes semelhantes".
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É #FAKE que telejornal noticiou que juiz de Brasil x Escócia foi suspenso da Copa do Mundo por marcar impedimento; cena foi criada com IA
Reprodução
Circula nas redes sociais o vídeo de um telejornal que supostamente teria anunciado que o juiz do jogo Brasil 3 x 0 Escócia, disputado em 24 de junho e válido pela terceira rodada do Grupo C, foi suspenso da Copa do Mundo porque anulou um gol de Vini Jr. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como é o vídeo?
Compartilhado no TikTok na segunda-feira (29), o vídeo tem a seguinte caixa de texto sobreposta às imagens: "O árbitro que anulou o gol do Vini foi suspenso".
Embora o conteúdo tenha o selo "Marcado pelo criador como gerado por IA [inteligência artificial]", na seção de comentários há mensagens de usuários que acreditaram nas alegações. Além disso, o material viralizou no Kwai sem a indicação de que se trata de algo sintético.
A versão no TikTok simula um telejornal, no qual a apresentadora está em uma bancada e alega:"O árbitro que anulou o gol do Vini foi suspenso. Veja a reportagem".
Em seguida, uma narração com voz masculina, também feita com IA, diz:"O árbitro que anulou injustamente o gol do Vinicius Junior foi suspenso pela Fifa e está proibido de apitar qualquer jogo por 6 meses. A CBF exigiu o afastamento imediato, mas a Fifa foi além e definiu que ele não apita nenhuma partida de outras seleções nesse período [...]".
Nesse trecho, surgem imagens reais da seleção brasileira de futebol; do presidente da Fifa, Gianni Infantino; e do presidente da CBF, Samir Xaud. Há ainda cenas que, apesar de verdadeiras, não têm qualquer relação com o conteúdo. Em uma delas, vê-se o árbitro espanhol Antonio Mateu Lahoz, aposentado desde 2023, chorando em campo.
Naquele jogo mencionado na fake, o árbitro mexicano César Ramos realmente anulou um gol marcado por Vini Jr. aos 21 minutos do primeiro tempo, quando o placar estava 1 a 0 para o Brasil. Motivo: o VAR indicou falta do atacante brasileiro.
No dia seguinte, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou uma carta de reclamação formal à Federação Internacional de Futebol (Fifa) contra a intervenção do VAR no lance. A reportagem do ge relatou: "A CBF sugere que o árbitro mexicano não apite mais jogos do Brasil".
⚠️ Por que É #FAKE?
O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas que detectam conteúdos fabricados com IA – e ambas apontaram uso desse recurso. Veja resultado da análise e infográficos ao final desta checagem:
HiveModeration - 95,2% de probabilidade de o áudio ter sido gerado com IA.
Hiya - 97% de probabilidade de o áudio ter sido gerado com IA. "Resultado: Hiya.com considera este fragmento de áudio como muito provavelmente gerado por IA".
O Fato ou Fake também entrou em contato com a assessoria de imprensa da CBF. A resposta informou que, na reclamação formal apresentada à Fifa, não havia exigência de "afastamento imediato do árbitro" da Copa do Mundo.
HiveModeration aponta uso de IA em áudio de vídeo.
Reprodução
Hiya/InVid aponta que áudio é muito provavelmente criação de IA.
Reprodução
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Reprodução
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O que é 'TikTok Farlands', o submundo da rede hackeado pelos usuários
BBC/SERENITY STRULL/GETTY IMAGES
O TikTok é conhecido por oferecer um fluxo infinito de vídeos que, de forma geral, são razoavelmente positivos. Alguns de seus críticos chamariam este fluxo de suavizado.
Mas, abaixo desta superfície, existem bilhões de outros vídeos que, normalmente, a plataforma não mostra.
Alguns deles são monótonos. Outros são bizarros. E ainda outros são realmente perturbadores.
Há quem diga que, se você ficar até muito tarde, rolando a tela por horas até esgotar as recomendações normais do TikTok, poderá surgir uma visão momentânea desses vídeos. Mas os usuários da plataforma afirmam ter encontrado uma forma de mergulhar mais a fundo neste tipo de conteúdo.
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Com as estratégias certas, é possível atingir esse espaço digital misterioso, mais estranho, sombrio e grotesco do que o alegre caminho normalmente conduzido pelo algoritmo da plataforma. Ele é conhecido como TikTok Farlands, as "terras distantes" do TikTok.
Aparentemente, a melhor forma de chegar lá é inserir um conjunto de letras e números aleatórios que outro usuário tenha postado nos comentários de um vídeo.
"Você não consegue chegar lá apenas com as recomendações do algoritmo", explica o repórter especializado em cultura da internet e pesquisador de memes Aidan Walker, em uma postagem sobre o assunto. "Você precisa que um ser humano o convide a entrar."
As discussões sobre as TikTok Farlands se desenvolveram nos últimos meses. Elas misturam teorias da conspiração, lendas urbanas e discussões sérias sobre o poder das empresas que administram as redes sociais.
Os usuários encontraram formas de assumir o controle do algoritmo do TikTok para trazer à tona vídeos que eles acreditam que o aplicativo não quer que eles vejam.
Este é um movimento social, mais do que uma tendência ou meme. As pessoas estão atacando as muralhas da máquina.
Em um mundo de AI slop (conteúdo desleixado, criado por inteligência artificial) e rolagens sem sentido, este fenômeno me deixou mais otimista em relação ao futuro da internet, algo que eu não sentia há muito tempo.
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Descendo pelo buraco do coelho
O nome Farlands vem de um antigo erro técnico do jogo Minecraft.
Nas primeiras versões do jogo, se você andasse por tempo suficiente, um erro criava cenários distorcidos e caóticos, repletos de túneis e estruturas estranhas.
"As Farlands do Minecraft eram o extremo do jogo. Você literalmente chegava ao fim do mundo e não conseguia avançar mais", explica a professora de estudos da comunicação Jessica Maddox, da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Seu foco de estudo são as redes sociais.
As TikTok Farlands seguem a mesma ideia. "É o fim da internet, onde tudo fica estranho. Você sai do convencional e faz uma curva para o lado errado."
Com a ajuda dos comentários à postagem do vídeo de Walker, consegui seguir alguns conjuntos de caracteres aleatórios e saltar no vazio. Coloquei um código na barra de busca e encontrei algo totalmente diferente da minha experiência comum no TikTok.
Figuras apavorantes geradas por IA desfilavam pela tela. Rostos contorcidos em uma névoa de distorção pixelada. Alguma espécie de criatura alienígena com suas veias conectadas aos fios de uma TV gritava de agonia, enquanto um adolescente observava com um controle de videogame.
Grande parte deste material era perturbador demais para que a BBC pudesse oferecer um link. E eu recomendo um pouco de cautela antes de qualquer observação.
Os visitantes das Farlands assumem o controle do algoritmo do TikTok, para divulgar vídeos que o aplicativo normalmente não promoveria
Shane Moore/Lucas Wilm/Mason T.
Os próprios conjuntos de letras e números aleatórios compartilhados pelas pessoas como senhas para as Farlands são envoltos em mistério.
Em alguns casos, os usuários marcam seus próprios vídeos com esses códigos e os compartilham para promover seu trabalho. Mas conversei com algumas pessoas que juram terem encontrado códigos das Farlands por tentativa e erro e martelando o teclado.
Alguns dos códigos parecem trazer resultados verdadeiramente aleatórios. É difícil analisar o que realmente está acontecendo, pois a função de busca do TikTok fornece resultados diferentes para diferentes usuários.
A ideia, em si, é subverter deliberadamente o TikTok para atingirmos nossos próprios objetivos, segundo Walker.
"Isso faz parte da emoção", ela conta. "Você usa a plataforma de forma diferente da que ela se destina a ser usada."
"Você ultrapassa os limites do TikTok normal, além da fronteira onde ninguém sabe realmente o que acontece."
Nos comentários desses vídeos estranhos, é possível encontrar pessoas escrevendo repetidamente, em grandes blocos, "QUERO FICAR NAS FARLANDS". E alguns visitantes parecem acreditar que postar um comentário de 500 palavras aciona o algoritmo para mostrar conteúdo similar.
Será verdade? Impossível dizer. Os algoritmos das redes sociais são uma caixa-preta. Entrei em contato com o TikTok, mas não recebi resposta.
"As pessoas estão tentando reaver o controle dos seus feeds e das suas experiências na internet", explica Maddox.
"É um reflexo do nosso cansaço com os feeds gerados pelos algoritmos e da nossa ansiedade em relação à força que eles exercem sobre as nossas vidas, determinando o que observamos."
"A internet é avassaladora. De certa forma, as Farlands representam a esperança de que você tenha de fato encontrado o fim, chegando a um lugar onde realmente pode parar."
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Seguindo a tendência
Toda esta discussão sobre o "final da internet" é meio paradoxal.
O objetivo de "entrar" nas Farlands é descobrir vídeos difíceis de se encontrar. Alguns são genuinamente estranhos, criados por pessoas que não compreendem ou não se preocupam com as normas das redes sociais. Outros são intencionalmente ousados ou artísticos.
Mas algumas dessas postagens supostamente "obscuras" nas Farlands possuem milhões de visualizações. E sua popularidade aumentou, levando certos usuários a fazer novos vídeos para se adequar a esta tendência.
Encontrar este material é mais fácil: basta digitar "Farlands". Mas os usuários afirmam que estes vídeos não são autênticos.
Os verdadeiros vídeos das Farlands não têm títulos, nem marcações e "certamente, não têm a hashtag Farlands", como comentou um usuário em um vídeo popular.
Um verdadeiro vídeo das Farlands, segundo os especialistas no assunto, terá apenas 30 visualizações e virá de uma conta sem seguidores, que só pode ser encontrada por pessoas determinadas a sair em busca dele.
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'Meio assustador, meio bizarro'
As TikTok Farlands são um fenômeno relativamente novo. Mas existem ali muitos memes, ideias, estética e vídeos antigos.
Parte deste conteúdo traz de volta metáforas da era das creepypastas, um gênero de histórias de fantasmas do início da internet moderna.
Muitos vídeos compartilham a estética dos memes deep fried ("fritos"), com imagens que passam por diversos filtros até ficarem pixeladas e desgastadas.
Esta tendência remonta pelo menos a 2015. E os usuários discutiam o lado oculto do TikTok em 2019 e 2020, quando exploravam o chamado Deeptok.
"Realmente, parece uma miscelânea de materiais diferentes de toda a história da internet", segundo Walker. "É um nicho, meio assustador, meio bizarro."
Ainda assim, existe algo diferente por aqui. Para começar, grande parte do conteúdo popular que as pessoas descrevem como Farlands se parece mais com comentários sobre tecnologia e as próprias redes sociais.
As postagens de Shane Moore, mais conhecido como @smoorel8r, começam com as típicas resenhas sobre comida do TikTok, até que a imagem se degrada como se fosse um arquivo de vídeo corrompido, com cenas que parecem filmes de terror surgindo e desaparecendo.
Outros, como @realityisoptional.net e Lucas Wilm, produzem vídeos que se parecem menos com redes sociais e mais com os vídeos de arte que encontramos nos museus. Diversos criadores de conteúdo me disseram que eles já faziam este estilo de conteúdo antes que se começasse a falar nas Farlands.
Pergunto a Aidan Walker se a cobertura das Farlands por um órgão da imprensa convencional, como a BBC, poderia fazer tudo parecer menos atraente.
"Já é algo convencional", responde ele. "É grande parte do consumo de mídia de algumas pessoas." Em outras palavras, os criadores mais interessantes provavelmente já saíram dali.
Mas existe a sensação, no discurso sobre as Farlands, de que algo subversivo está acontecendo, especialmente porque as pessoas estão encontrando métodos de manipular os algoritmos.
"Eles desafiam a lógica do que deveria ser um bom conteúdo", segundo Maddox.
"O TikTok gosta de um certo conteúdo. O Instagram gosta de um certo conteúdo. As Farlands vão contra tudo isso."
Rebelião tecnológica
É preciso relembrar que, se tudo isso fizer você passar mais tempo no TikTok, o resultado será exatamente o que a plataforma deseja.
Seja como for, as Farlands fazem parte de uma tendência maior.
As pessoas vêm trocando há anos seus smartphones por "telefones burros". As câmeras analógicas e os fones de ouvido com fio estão de volta. A reação negativa à IA é tão popular que até o papa vem falando a respeito.
De forma geral, existe a sensação de que está surgindo uma rebelião tecnológica na nossa sociedade.
Pode ser apenas um breve e interessante desvio histórico. Ou pode ser um sinal de algo que está por vir.
Thomas Germain é jornalista sênior de tecnologia da BBC. Ele escreve (em inglês) a coluna Keeping Tabs e é um dos apresentadores do podcast The Interface. Seu trabalho revela os sistemas ocultos que conduzem sua vida digital e como você pode viver melhor dentro deles.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Technology.
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O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, já conta com mais de 17 milhões de seguidores no Instagram
Reuters
Foram necessários apenas 90 minutos para que Vozinha, o goleiro cabo-verdiano de 40 anos, passasse a ser uma sensação mundial, com mais seguidores no Instagram do que a lenda do futebol americano Tom Brady.
O impressionante desempenho de Vozinha contra a Espanha, na fase de grupos da Copa do Mundo, levou sua seleção a empatar em 0x0 com uma das seleções favoritas do torneio — resultado comemorado como vitória pelos cabo-verdianos.
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A enorme surpresa fez com que os 50 mil seguidores do goleiro de Cabo Verde no Instagram disparassem para 17,5 milhões, superando atletas como Brady, com 15,5 milhões.
Astros da Copa do Mundo como Vozinha têm a oportunidade de aproveitar sua recente fama nas redes sociais para gerar lucrativas oportunidades financeiras.
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Mas, para o especialista em comunicação Mike Serazio, esta possibilidade pode ser efêmera.
"É viral", explica ele. "Cresce muito rápido e cai com a mesma rapidez."
A professora de redes sociais e comunicação digital Brooke Duffy, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, afirma que influenciadores com milhões de seguidores podem receber pagamentos que ultrapassam a casa dos seis dígitos.
Sua presença de destaque nas redes sociais pode gerar parcerias com marcas e patrocinadores que pagam por postagens individuais.
"Os seguidores são uma forma de moeda que é importante, atualmente", explica Duffy. "Mais seguidores costumam se traduzir em renda mais alta."
Outro caminho para o estrelato
Tim Payne, da Nova Zelândia, durante a partida contra a Bélgica na primeira fase da Copa 2026
EPA/Shutterstock via BBC
Antes do início do torneio, o zagueiro Tim Payne, da Nova Zelândia, ganhou o apelido de "jogador menos conhecido" da Copa do Mundo, graças a um influenciador argentino.
Valen Scarsini é conhecido na internet como "elscarso". Ele compartilhou um vídeo convocando centenas de milhares de seguidores a promover o perfil de Payne online.
Payne se envolveu na campanha, postando mais e interagindo com o influenciador.
E, em poucos dias, o jogador passou de cerca de 5 mil para perto de seis milhões de seguidores no Instagram — mais do que a própria população da Nova Zelândia, que é de pouco mais de 5,3 milhões de pessoas, como destaca o próprio jogador.
Diferentemente do caso do cabo-verdiano Vozinha, a fama recente fama de Payne não se deveu ao seu desempenho no campo de jogo.
Este é um fenômeno cada vez mais frequente no mundo esportivo, segundo Mike Serazio. Ele é professor do Boston College, nos Estados Unidos, e pesquisou as conexões entre a comunicação e o esporte.
"Nós tivemos, nos últimos cinco a 10 anos, a ascensão de astros do esporte que são frutos de marketing, de seguidores nas redes sociais", explica ele. "Sua fama não é proporcional aos seus talentos esportivos."
Serazio destaca que qualquer jogador que chega à seleção nacional do seu país tem grandes talentos. Mas, antigamente, os atletas precisavam estar entre os melhores para fazer comerciais na televisão ou aparecer em embalagens de produtos.
"Você simplesmente não precisa da comunicação de massa como antigamente e os atletas compreendem isso", prossegue o professor.
"Os atletas vão às redes sociais e as empregam com a ambição de cultivar seguidores, conseguir contratos com marcas, ganhar dinheiro e alavancar sua popularidade."
A fama irá durar após a Copa?
Serazio acredita que a viralização direciona os rumos da audiência esportiva.
"O seu desempenho durante todo o jogo importa menos do que ter um momento único que funcione bem, que reverbere nos confins virais das redes sociais", explica ele.
"O momento viral é uma moeda mais valiosa. Ele importa mais do que a partida em si."
A questão é se um atleta que participa da Copa do Mundo e consegue milhões de novos admiradores pode transformar este sucesso em uma carreira além das quatro linhas do gramado.
"Você tem ali uma janela de atenção", prossegue o professor. "Ninguém sabia quem era o goleiro de Cabo Verde... e acho que não saberão quem é ele depois que terminar a Copa do Mundo."
"Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Mbappé, depois que se aposentarem, ainda conseguirão fazer contratos", segundo Serazio. Estes, segundo ele, não são "atletas que têm apenas um grande momento que pode alavancá-los além da sua carreira".
Um exemplo de atleta que aproveitou com sucesso seu público nas redes sociais é a jogadora americana de rugby Ilona Maher. Sua popularidade disparou durante os Jogos Olímpicos de 2024 em Paris, na França.
Maher tem seu próprio podcast, é embaixadora de marcas, serviu de modelo para a revista Sports Illustrated e ficou em segundo lugar na série de TV Dancing with the Stars. Maher também ganhou o Prêmio ESPY (o mais importante prêmio do esporte nos Estados Unidos), como Atleta Revelação de 2025.
Para Duffy, existem oportunidades de carreira a longo prazo para os novos astros das redes sociais. Mas é difícil calcular exatamente o quanto de dinheiro eles podem ganhar com isso.
Ela explica que o preço pago por postagens patrocinadas nas redes sociais não tem padrões tão rígidos quanto nos meios de comunicação tradicionais, como os comerciais na televisão.
"Existem muito poucas indicações sobre o que seria uma renda razoável", prossegue a professora.
"São indivíduos cujas carreiras, até agora, estiveram atreladas ao futebol. Por isso, é curioso imaginar como eles enfrentarão a variabilidade de um ecossistema nebuloso como a economia dos meios digitais."
O capital cultural desses astros virais da Copa do Mundo, agora, está no seu ponto mais alto. Mas o que isso significa para o futuro dos jogadores poderá depender de como eles conseguirão manter seus novos admiradores engajados após o fim do torneio.
Por que ‘Brasil’ virou ‘sutiã’ no ranking da Fifa traduzido para o português?
Alguns usuários notaram que a sigla do Brasil (BRA) é traduzida como "sutiã" no ranking da Copa no site da Fifa. (Veja na imagem abaixo).
A página do ranking de seleções no celular mostra o nome dos países abreviados (a França é exibida como FRA, e a Argentina, como ARG, por exemplo). No caso do Brasil, o site exibiu "BRA", que literalmente significa "sutiã" em inglês.
O erro foi identificado em um celular com tradução automática, e o g1 conseguiu reproduzi-lo em mais de um aparelho ao ativar o recurso de tradução manualmente.
Alguns usuários notaram que a sigla do Brasil (BRA) é traduzida como "sutiã" no ranking da Copa no site da FIFA.
Reprodução
Não é a primeira vez que o Brasil acaba sendo vítima de um erro virtual. Em uma pesquisa sobre jogo do país, a seção do Google chamada de "Visão Geral Criada por IA" afirmou que a equipe tinha sido eliminada pelo Japão com o placar de 1 a 0. (veja a imagem ao final).
A informação incorreta foi identificada pelo g1 cerca de 8 minutos após Gabriel Martinelli fazer o segundo gol do Brasil e 46 minutos depois de Casemiro empatar a partida.
O Brasil venceu o Japão por 2 a 1 e se classificou para as oitavas de final.
IA do Google mostrou Brasil eliminado pelo Japão antes do fim do jogo
Reprodução
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A nova unidade de negócios da Microsoft voltada ao uso de inteligência artificial (IA) para empresas será comandada por um brasileiro, o executivo Rodrigo Kede Lima.
Chamada Microsoft Frontier Company, a divisão foi criada, segundo a Microsoft, para ajudar empresas a incorporar inteligência artificial em suas operações e desenvolver novas aplicações para os negócios.
O executivo iniciou a carreira na IBM, passou pela Suzano e, mais recentemente, presidiu as operações da Microsoft na Ásia. Agora, assume o comando global da Microsoft Frontier Company.
Com mais de 30 anos de experiência no setor de tecnologia, Lima passará a liderar os esforços da Microsoft para ampliar o uso da inteligência artificial entre empresas. O executivo, que integra a companhia desde 2020, terá a missão de liderar projetos voltados à aplicação da tecnologia em diferentes setores, como operações, desenvolvimento de produtos e atendimento ao cliente.
"Em sua essência, a Microsoft Frontier Company ajudará os clientes a impulsionar resultados de negócios reais, incorporar a IA aos seus processos", disse.
No Brasil, a Microsoft anunciou no ano passado um plano de investimento de R$ 14,7 bilhões em infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial ao longo de três anos. Parte dos recursos será destinada à expansão de centros de dados (datacenters), estruturas que armazenam e processam dados e dão suporte a serviços digitais e aplicações de IA.
Além disso, a companhia afirma ter a meta de capacitar cerca de 5 milhões de brasileiros em habilidades relacionadas à inteligência artificial.
Presente no Brasil desde 1989, a Microsoft conta atualmente com mais de 1,3 mil funcionários no país e mantém uma rede de aproximadamente 25 mil empresas parceiras e revendedoras.
Rodrigo Kede Lima, novo presidente da Microsoft Frontier Company
Divulgação/Microsoft
O que é a Microsoft Frontier Company e como ela vai atuar?
Criada pela Microsoft para ampliar a adoção de inteligência artificial entre empresas, a Microsoft Frontier Company contará com um investimento de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,9 bilhões) e reunirá cerca de 6 mil profissionais de áreas como engenharia, tecnologia e diferentes setores da economia.
Segundo a Microsoft, a divisão terá foco no desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial para aplicações específicas dentro das empresas. A expectativa é que esses sistemas possam automatizar tarefas, apoiar a tomada de decisões e aumentar a eficiência operacional.
De acordo com Judson Althoff, presidente da divisão comercial da Microsoft, empresas como LSEG, Land O'Lakes, Unilever e Novo Nordisk já participam de projetos desenvolvidos dentro dessa estratégia de expansão da inteligência artificial.
Logo do YouTube
REUTERS/Lucy Nicholson
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (3) que notificou extrajudicialmente o Google no Brasil, pedindo a remoção imediata de perfis no YouTube que promovem e facilitam a criação de plataformas de apostas não autorizadas a operar no país.
A medida, afirmou a AGU em comunicado, busca "combater a afronta à legislação nacional e garantir o cumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF)".
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A notificação, feita por intermédio da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), é referente a tutoriais sobre "como criar uma plataforma de cassino" e estratégias de marketing para o "jogo do bicho online", afirma a AGU.
O órgão acrescentou que os vídeos foram publicados no YouTube e identificados a partir de apuração feita pela Agência Lupa.
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Segundo os advogados da União, os perfis se intitulam como de empresas de marketing digital, mas propagam livremente o jogo não regulado e estimulam práticas que configuram contravenção penal.
Na notificação, a AGU alerta que a circulação sistemática desses materiais representa uma ameaça à integridade da informação e à proteção dos consumidores, podendo estar conectada a crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
"A omissão na remoção dos conteúdos pode gerar responsabilidade civil solidária à plataforma", acrescentou.
Procurado pela Reuters no Brasil, o Google não respondeu de imediato.
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Dados foram anunciados no site Alibaba
Reuters
O gigante chinês de tecnologia Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic, no trabalho. A decisão foi tomada após a descoberta de recursos que podem ajudar a identificar usuários com ligação à China.
A proibição do Alibaba foi divulgada inicialmente por veículos de imprensa chineses e confirmada pela Reuters, com base em uma fonte familiarizada com o assunto. A proibição faz parte de uma disputa crescente entre as duas empresas.
Recentemente, a Anthropic acusou o Alibaba de copiar, de forma indevida, capacidades do modelo de IA Claude. O episódio também reflete a disputa cada vez mais intensa entre os Estados Unidos e a China pela liderança no desenvolvimento da inteligência artificial.
O Claude Code é uma ferramenta de programação baseada em inteligência artificial criada pela Anthropic para auxiliar desenvolvedores de software. Apesar das restrições impostas pela empresa a usuários e organizações chinesas, a plataforma se tornou popular entre programadores no país.
Segundo a Reuters, os funcionários do Alibaba estão sendo orientados a utilizar a plataforma de programação da própria empresa, chamada Qoder.
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Alibaba e Anthropic não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. A empresa chinesa também não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações até a publicação desta reportagem.
O que está por trás do bloqueio da IA do Claude pelos EUA
Anthropic acusa Alibaba de copiar capacidades de seu modelo de IA
A Anthropic afirmou no mês passado ter sido alvo de uma prática conhecida como "destilação", atribuída ao Alibaba. A técnica consiste em treinar um modelo de inteligência artificial menos avançado a partir das respostas geradas por outro mais sofisticado.
Segundo a Anthropic, a destilação pode acelerar os esforços da China para alcançar o nível tecnológico de sistemas avançados de IA, como o Mythos Preview, modelo experimental avançado de IA da Anthropic. A declaração consta em uma carta enviada pela empresa a dois senadores dos Estados Unidos e obtida pela Reuters.
A proibição ocorre poucos dias após desenvolvedores afirmarem que o Claude Code continha recursos capazes de coletar informações sobre o ambiente dos usuários, como fuso horário e configurações de conexão à internet, além de inserir marcadores discretos em mensagens enviadas aos servidores da Anthropic.
Um funcionário da Anthropic afirmou na terça-feira (30), em publicação na rede social X, que o recurso fazia parte de um experimento lançado em março para impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger os modelos da empresa contra práticas de destilação.
Ainda de acordo com a Reuters, as restrições impostas pela Anthropic a usuários da China são difíceis de aplicar na prática, já que algumas pessoas podem utilizar servidores localizados nos Estados Unidos para fazer suas conexões parecerem originadas naquele país.
Ainda assim, as companhias têm demonstrado maior preocupação com riscos legais e regulatórios.
Enquanto as empresas americanas de IA tentam impedir o acesso não autorizado, a revenda e a cópia de suas tecnologias, companhias chinesas de computação em nuvem e inteligência artificial têm apostado em modelos desenvolvidos localmente e em soluções de código aberto, como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu.
Ao mesmo tempo, os modelos de IA chineses vêm ampliando sua presença no mercado dos Estados Unidos, o que tem despertado preocupação entre especialistas do setor.
WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
Os nomes de usuário no WhatsApp vão acabar com a necessidade de ter o número de celular para começar conversas ou adicionar alguém a grupos.
Ainda vai levar um tempo para a opção ser totalmente implementada, mas, desde segunda-feira (29), o WhatsApp já oferece a reserva de nomes de usuário para seus mais de 3 bilhões de usuários.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
A reserva é a primeira etapa para que, no futuro, o WhatsApp libere a opção de acionar outras pessoas por meio dos apelidos.
O recurso gerou dúvidas para muitas pessoas, que perguntam se vale a pena usar o mesmo apelido de outras redes sociais e se ele é seguro contra mensagens de desconhecidos.
Reserva de nomes de usuário no WhatsApp
Divulgação/WhatsApp
O g1 reuniu respostas a algumas das principais dúvidas abaixo para ajudar usuários a se prepararem para quando o recurso estiver totalmente disponível.
Confira abaixo:
O que são nomes de usuário no WhatsApp?
Como criar um nome de usuário no WhatsApp?
Como excluir o seu nome de usuário?
Vale a pena usar o nome de usuário do Instagram no WhatsApp?
Como evitar mensagens de desconhecidos?
Será possível identificar se contato é real?
O que são nomes de usuário no WhatsApp?
O recurso de nomes de usuário do WhatsApp permite criar um identificador único para sua conta (como @Nome123) e impedir que desconhecidos saibam seu número de telefone.
Com um nome de usuário na sua conta, pessoas que não têm seu número na lista de contatos não terão acesso a ele ao receber suas mensagens ou ligações.
A reserva de nomes de usuário já está disponível, mas a opção de buscar pessoas pelo identificador deverá ser liberada no futuro. O WhatsApp afirmou que esta etapa acontecerá ainda este ano.
Os nomes de usuário já existem há mais tempo no Telegram, que oferece ainda a opção de usuários criarem um link para suas contas se quiserem ser encontrados mais facilmente.
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WhatsApp
Brett Jordan/Unsplash
Como criar um nome de usuário no WhatsApp?
Neste momento, não é possível ver o nome de usuário de outras pessoas nem entrar em contato com terceiros por meio desse identificador.
Mas o WhatsApp disse que liberou reservas antecipadas para que todos tenham a chance de garantir o nome de usuário desejado.
Para reservar seu nome de usuário, siga este caminho:
abra a seção de "Configurações";
clique em "Conta";
selecione a opção "Nome de usuário";
insira o apelido desejado;
clique em "Salvar".
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Como excluir o seu nome de usuário?
O WhatsApp alerta que, ao apagar um nome de usuário, ele ficará disponível e poderá ser escolhido por outras pessoas. Além disso, seu número de telefone será exibido novamente em conversas e ligações quando o recurso estiver disponível.
Para excluir seu nome de usuário, siga este passo a passo:
abra a seção de "Configurações";
clique em "Conta";
selecione a opção "Nome de usuário";
clique em "Editar";
clique em "Apagar nome de usuário" – ou "Mudar nome de usuário" para escolher outro;
confirme a escolha em "Apagar".
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WhatsApp
Reuters/Thomas White
Vale a pena usar o nome de usuário do Instagram no WhatsApp?
Depende. A resposta varia de acordo com quanto você deseja que sua conta seja encontrada por mais pessoas no WhatsApp.
Se a sua atividade é restrita a amigos e conhecidos, o mais indicado é criar um nome de usuário mais específico e diferente do que você usa em redes sociais como Instagram, X e TikTok.
Por outro lado, criadores de conteúdo e pequenas empresas podem considerar importante ter nomes de usuário que sejam fáceis para seus seguidores e clientes.
Se você deseja manter seu nome de usuário de outras redes sociais, mas quer limitar o acesso a pessoas conhecidas, a saída é habilitar as chaves de segurança. (saiba mais abaixo)
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Como evitar mensagens de desconhecidos?
Por padrão, qualquer pessoa poderá entrar em contato com você no WhatsApp se tiver seu nome de usuário. Para evitar mensagens e ligações indesejadas, o aplicativo criou chaves que funcionam como senhas de quatro dígitos para começar a conversa.
A chave é gerada pelo WhatsApp e pode ser atualizada a qualquer momento, dificultando o acesso de pessoas indesejadas à sua conta. Seus contatos, pessoas que sabem seu número e pessoas com quem você já conversa não precisarão dessa senha.
Para criar uma chave e evitar mensagens de desconhecidos no WhatsApp, siga este passo a passo:
abra a seção de "Configurações";
clique em "Conta";
selecione a opção "Nome de usuário";
clique em "Fale comigo pelo nome de usuário";
selecione "Pessoas que sabem minha chave";
confirme em "Salvar chave".
Quando o aplicativo identificar usuários com menos de 18 anos, a chave será ativada como medida padrão para proteger a privacidade de crianças e adolescentes.
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Será possível identificar se contato é real?
Num primeiro momento, não será possível garantir que o nome de alguém que enviou uma mensagem para você realmente se parece com o nome de usuário exibido na conta.
O WhatsApp não anunciou medidas como selos de verificação, que existem em outras plataformas e costumam dar mais credibilidade para o perfil.
Na Índia, a plataforma chegou a receber um pedido para adiar o lançamento do recurso no país. O governo indiano teme que a funcionalidade contribua para fraudes online.
Em resposta, o WhatsApp disse que "nomes de alto perfil", como os de pessoas e empresas famosas, poderão ser reivindicados pelos proprietários legítimos para evitar a falsificação de identidade.
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Gol da Croácia que foi anulado após o VAR detectar desvio e decretar impedimento.
REUTERS/Jeenah Moon
A partida entre Portugal e Croácia foi decidida nos mínimos detalhes. Quando os portugueses venciam por 2 a 1, no fim do segundo tempo da prorrogação, os croatas empataram. No entanto, com o auxílio da tecnologia da bola, foi detectado um desvio na bola que marcava o impedimento no gol, dando, assim, a classificação aos portugueses.
A bola da copa, Trionda, é equipada com sensores, inteligência artificial e até um sistema de carregamento.
Desenvolvida pela Adidas, a versão tecnológica da bola foi determinante na partida.
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Entre as tecnologias presentes, a Trionda dos jogadores traz um sensor de movimento capaz de rastrear tudo o que acontece durante a partida e envia dados em tempo real para o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).
Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador'
Na prática, a Trionda coleta e transmite informações 500 vezes por segundo. Com esses dados, os árbitros conseguem acompanhar com mais precisão cada movimento da bola ao longo do jogo.
Esse recurso, no entanto, não é novidade. Ele já estava presente na Al Rihla, utilizada na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Assim como no modelo da Copa anterior, o sensor da Trionda é alimentado por bateria. Por isso, de tempos em tempos, a bola precisa ser conectada à tomada para recarga.
Ao contrário dos modelos anteriores, em que o sensor de movimento ficava "suspenso" no centro da bola, ele agora está embutido em uma camada dentro de um dos quatro painéis da Trionda. (veja na imagem abaixo)
Sensores presentes nas bolas da Copa de 2026 (esquerda) e de 2022 (direita)
Divulgação/Adidas
Segundo a Adidas, os outros três painéis receberam contrapesos para compensar o peso do sensor e garantir que a bola mantenha o equilíbrio durante o jogo.
O número de painéis (as peças que formam a estrutura da bola) também mudou e foi reduzido significativamente. A Al Rihla, usada na Copa de 2022, tinha 20 painéis.
A empresa explica que as informações coletadas pelo sensor são combinadas com dados sobre o posicionamento dos jogadores e analisadas por inteligência artificial. Com isso, a arbitragem consegue revisar lances com mais rapidez, incluindo situações de impedimento e possíveis toques de mão.
Bola oficial da Copa do Mundo Fifa 2026.
Divulgação/Adidas
"Um dos nossos principais focos foi ajudar os árbitros a tomar decisões corretas o mais rápido possível, porque qualquer revisão do VAR interrompe o ritmo da partida", disse Hannes Schaefke, líder de inovação em futebol da Adidas, em entrevista ao The Athletic em 2025.
Assim como em anos anteriores, todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Kinexon, empresa de tecnologia de sistemas de rastreamento e análise de dados para esportes.
Mais tecnologias
A Fifa também usa uma tecnologia de digitalização 3D dos jogadores convocados para a Copa de 2026. A ideia é criar uma versão digital de cada atleta para ajudar a arbitragem.
Com esses avatares, os árbitros conseguem visualizar com mais precisão a posição do corpo dos jogadores no momento em que a bola é tocada, o que pode auxiliar na análise de lances como impedimentos. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Lenovo.
Outra novidade é o Football AI Pro, uma ferramenta de IA criada pela Fifa para auxiliar as comissões técnicas após as partidas. O sistema analisa dados dos jogos e gera relatórios com informações sobre desempenho dos atletas, aspectos táticos e possíveis estratégias.
Para isso, ele combina diferentes fontes de informação, como estatísticas da partida, dados de posicionamento dos jogadores e vídeos dos jogos. Segundo a Fifa, o objetivo é acelerar o trabalho de análise e ajudar as equipes a extrair informações de forma mais rápida e organizada.
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Viriginia lança Inteligência Artificial com sua personalidade.
Reprodução
Virginia Fonseca anunciou na noite de quarta-feira (1º) o lançamento de uma inteligência artificial baseada em sua personalidade. Desenvolvida pela plataforma Versio, a ferramenta permite que os seguidores conversem com uma versão digital da influenciadora mediante assinatura mensal.
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Segundo Virginia, a novidade foi criada porque ela recebe milhares de mensagens diariamente nas redes sociais e não consegue responder a todas. A IA, segundo ela, surge como uma alternativa para manter contato com quem acompanha seu conteúdo.
"Ela responde igualzinho a mim", afirmou a influenciadora ao apresentar a ferramenta.
De acordo com Virginia, a inteligência artificial reproduz seu jeito de falar e de interagir nas redes sociais. A versão digital pode conversar com os usuários, responder perguntas, dar conselhos e compartilhar dicas, permanecendo disponível a qualquer hora do dia.
Durante a apresentação da novidade, a influenciadora mostrou a IA respondendo à pergunta de uma fã que queria saber qual roupa usar em um jantar de aniversário. Após ver a resposta gerada pela ferramenta, Virginia disse que "eu simplesmente falaria exatamente isso".
Quanto custa
O acesso à IA de Virginia é pago. A plataforma Versio oferece planos mensais com valores entre R$ 29,90 e R$ 89,90, conforme a modalidade escolhida pelo usuário.
Além da influenciadora, a plataforma reúne versões digitais de outros criadores de conteúdo, especialistas e personalidades, permitindo que os assinantes interajam com diferentes perfis por meio de inteligência artificial.
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Alvo de críticas
Nas redes sociais, usuários criticaram a nova ferramenta. A maioria das menções ao lançamento no X (antigo Twitter) é em tom negativo.
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Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE
Embora ainda sejam o grupo que menos usa a internet, brasileiros com 60 anos ou mais registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais.
Segundo o IBGE, o crescimento pode estar relacionado "à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade".
Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos foram a única faixa etária a apresentar queda no uso da internet e do celular.
Uso de internet entre a populaçao com 60 anos ou mais subiu de 70,1% para 74,5% entre 2024 e 2025
Congerdesign/Pixabay
Nesse grupo, o uso da internet caiu de 84,9% para 84,4% em 2025. Entre as que não acessaram a rede, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%) e a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%).
O comportamento foi parecido no uso de celulares: idosos são a faixa etária com o maior crescimento, passando de 78,3% para 80,3% entre 2024 e 2025, enquanto o uso entre crianças de 10 a 13 anos caiu de 56,7% para 55,2%.
Entre as crianças, a principal razão apontada para a falta do celular foi a preocupação com privacidade e segurança.
Uso de internet cresce no Brasil
No geral, o uso da internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. Em 2024, esse percentual era de 89,2%.
Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários, 98,7% acessam a rede pelo celular.
O levantamento também mostrou que as áreas urbanas continuam com maior acesso à internet, mas a diferença em relação às áreas rurais diminuiu ao longo dos últimos anos. A distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.
Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE
O uso de internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na prática, 168,7 milhões de pessoas usam a internet no Brasil, com base no acesso feito nos 90 dias anteriores às entrevistas. É uma nova alta do índice, que alcançou 89,2% da população, em 2024, de acordo com o IBGE.
Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%).
Entre os usuários de internet no Brasil, 98,7% se conectam pelo celular. Na sequência, estão a televisão (57,8%), o computador (33,4%) e o tablet (9,2%).
Segundo o IBGE, 168,7 milhões de pessoas usam a internet no Brasil em 2025
Reprodução/Unsplash
Áreas urbanas continuam com maior uso de internet, mas a diferença para áreas rurais diminuiu nos últimos anos: a distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.
Entre os estudantes, 92,4% usaram a internet, sendo 97,2% da rede privada de ensino e 89,9% da rede pública. A diferença é maior entre alunos do ensino fundamental e diminui entre estudantes dos ensinos médio e superior.
Segundo o levantamento,17,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais não usaram a internet em 2025. Os principais motivos foram não saber usar a rede (44,9%) e a falta de necessidade (27,8%).
A pesquisa apontou ainda que 89,8% das pessoas com 10 anos ou mais tinham celular em 2025. Entre os que não tinham o aparelho, os principais motivos foram não saber usar (31,1%), não ver necessidade (21,1%) e o preço alto (14,9%).
Cresce uso de internet entre idosos
Embora ainda seja o grupo com menor proporção de usuários de internet, a população com 60 anos ou mais registrou o maior crescimento no uso da rede, segundo o IBGE.
O uso de internet nesta faixa etária cresceu de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Na comparação com 2019, a alta é ainda maior, chegando a 29,6 pontos percentuais.
O crescimento do uso de internet entre idosos pode ter sido causado "pela evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade", avalia o IBGE.
Idosos também foram o grupo com a maior alta no uso de celular, passando de 78,3%, em 2024, para 80,3%, em 2025. O crescimento em relação a 2019 foi de 13,6 pontos percentuais.
Preocupação com privacidade de crianças
A faixa etária de 10 a 13 anos foi a única a registrar queda no uso de internet, passando de 84,9%, em 2024, para 84,4%, em 2025.
Entre os que não usaram a internet no período avaliado, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%), a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%).
Crianças de 10 a 13 anos também usaram menos o celular em 2025, passando de 56,7% para 55,2%. A preocupação com privacidade e segurança foi o principal motivo para elas não usarem o aparelho.
A PNAD Contínua com dados de 2025 também apontou que:
93,9% dos domicílios tinham televisão, o que representou uma estabilidade e interrompeu uma sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica;
entre os domicílios com TV, 85,8% recebiam sinal digital ou analógico, 44,4% pagavam serviço de streaming de vídeo e 23,5% tinham serviço de TV por assinatura;
38,7% dos domicílios tinham computador, interrompendo a sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica;
11,6% dos domicílios tinham tablet;
97,4% dos domicílios tinham celular e 5,9% dos domicílios contavam com telefone fixo;
46,9% dos domicílios tinham rádio;
entre os domicílios com internet, 20,2% tinham algum tipo de dispositivo inteligente.
Sony deixará de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028
Unsplash/Kerde Severin
A Sony deixará de produzir discos físicos (CDs) para os novos videogames de seus consoles PlayStation a partir de janeiro de 2028, quando os títulos passarão a ser distribuídos apenas em formato digital, anunciou o grupo japonês.
"A produção de discos físicos para todos os novos jogos lançados em consoles PlayStation será interrompida a partir de janeiro de 2028", informou a Sony em uma publicação no blog da empresa.
A companhia afirmou que a mudança "não afetará os jogos que já tenham sido lançados ou que venham a ser lançados antes de janeiro de 2028 em formato físico".
O anúncio ocorre poucos meses antes do lançamento exclusivamente digital de Grand Theft Auto (GTA) VI, que pode se tornar o produto cultural mais vendido da história.
Nas redes sociais, alguns usuários criticaram que a ausência de disco físico eliminaria o mercado de segunda mão para esse título.
"É uma evolução natural para a Sony Interactive Entertainment, que se adapta às tendências dos consumidores, já que a preferência geral por mídias digitais supera amplamente a dos discos físicos", declarou a companhia.
Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual
Anatel e lojas online fazem acordo contra minicelulares usados em presídios
Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT.
Michael Dwyer/AP
A OpenAI discutiu a possibilidade de conceder ao governo dos Estados Unidos uma participação de 5%, informou o Financial Times nesta quinta-feira (2).
Pela proposta, a OpenAI sugeriu que outras empresas americanas de IA também entreguem participações semelhantes ao governo, segundo o jornal. Ainda não está claro se as demais companhias aceitariam.
A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação. A OpenAI e a Casa Branca não responderam de imediato aos pedidos de comentário.
No mês passado, o presidente Donald Trump disse que avaliava opções para dar ao público uma participação nas principais empresas de IA, em resposta a preocupações de que os cidadãos americanos não se beneficiem dos lucros esperados do setor.
Antes disso, a OpenAI havia proposto criar um “fundo de riqueza pública” para investir em empresas de IA e distribuir os rendimentos aos cidadãos. A Anthropic, por sua vez, afirmou que estudava um “dividendo digital”, definido como pagamentos aos americanos financiados por impostos sobre o setor de IA.
Agora no g1
Como funcionaria a proposta
O FT afirmou, citando duas pessoas familiarizadas com as conversas, que o CEO da OpenAI, Sam Altman, e executivos da empresa sugeriram que as principais companhias americanas de IA destinem 5% de seu capital a um veículo semelhante ao Alaska Permanent Fund, uma estatal criada com receitas do petróleo, que paga dividendos anuais aos moradores e ajuda a financiar o orçamento do Alasca.
Segundo o jornal, Altman discutiu a venda da participação com Trump, com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e com o secretário do Tesouro, Scott Bessent. Ele também conversou nas últimas semanas com o senador democrata Bernie Sanders.
O relatório vem depois de a OpenAI adiar, na semana passada, o lançamento público completo do GPT-5.6 a pedido do governo dos EUA. O anúncio ocorreu após o governo americano ordenar que a rival Anthropic suspendesse o acesso de estrangeiros a seus modelos de IA de fronteira, Fable 5 e Mythos 5, por riscos à segurança nacional.
Tanto a OpenAI quanto a Anthropic protocolaram, de forma confidencial, pedidos para abrir capital nos Estados Unidos.
Logotipo do Google
EPA
O Google, da Alphabet, perdeu nesta quinta-feira (2) a batalha contra uma multa recorde imposta pelas autoridades antitruste da União Europeia há oito anos por usar seu sistema operacional móvel Android para bloquear concorrentes — uma decisão judicial que provavelmente intensificará a repressão da Europa às grandes empresas de tecnologia.
A Comissão Europeia havia inicialmente aplicado uma multa de 4,34 bilhões de euros ao Google em 2018 por seus acordos que obrigavam os fabricantes de celulares a pré-instalar o Google Search, o navegador Chrome e a loja de aplicativos Google Play em seus dispositivos Android e os impediam de utilizar sistemas Android concorrentes.
Agora no g1
Posteriormente, um tribunal de primeira instância reduziu a multa para 4,1 bilhões de euros em 2022, depois que o mecanismo de busca mais popular do mundo contestou a penalidade da UE. O Google então recorreu ao Tribunal de Justiça da União Europeia, com sede em Luxemburgo, a mais alta instância judicial da Europa.
O tribunal deu razão à autoridade antitruste da UE.
“O recurso interposto pelo Google e sua controladora, a Alphabet, contra a sentença do Tribunal Geral é indeferido, confirmando assim a penalidade imposta pelo abuso de posição dominante do Google Search no contexto do sistema operacional Android”, afirmaram os juízes.
Um porta-voz do Google afirmou que a decisão não levou em conta seus investimentos para garantir que o Android permaneça aberto, interoperável e gratuito.
“De qualquer forma, adaptamos nossos acordos para cumprir a decisão inicial já em 2018 e continuamos focados na inovação contínua e na abertura para nossos usuários, parceiros e desenvolvedores”, afirmou o Google.
O Google acumulou cerca de 11 bilhões de euros em multas da UE nas últimas décadas por diversas infrações antitruste.
É provável que receba mais multas por supostamente favorecer seus próprios serviços e produtos nos resultados de busca e por práticas relacionadas à sua loja de aplicativos, ambas abrangidas pela Lei dos Mercados Digitais, que visa conter o poder das grandes empresas de tecnologia.
Memes da partida entre Bélgica e Senegal.
Reprodução/Redes Sociais
A Bélgica venceu Senegal por 3 a 2, de virada, nesta quarta-feira (1º), pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. A classificação foi garantida com um pênalti convertido nos acréscimos da prorrogação e repercutiu nas redes sociais, onde torcedores brasileiros compartilharam memes sobre a partida.
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Veja os memes:
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Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
Um homem da Califórnia processou a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, nesta quarta-feira (1º), alegando que o ChatGPT agravou seu transtorno bipolar.
Segundo o processo, o chatbot não teria identificado sinais de um episódio de mania e teria reforçado os delírios de Michael Lines, que chegou a acreditar ser Jesus Cristo. Em algumas conversas, a ferramenta teria até assumido o papel de uma entidade divina.
Michael, de 34 anos, afirmou na ação apresentada em um tribunal estadual de San Francisco que as conversas que teve com o ChatGPT no ano passado intensificaram um episódio de mania que ele enfrentava, transformando-o em um delírio que durou semanas e, por fim, o levou a tentar tirar a própria vida.
O processo afirma que a OpenAI desenvolveu um produto que apresenta riscos específicos para pessoas com transtornos mentais.
ChatGPT apoiava o usuário
Lines conversava com o GPT-4o, uma versão do chatbot da OpenAI que a empresa aposentou em fevereiro deste ano. Uma atualização do GPT-4o lançada em abril de 2025 foi considerada excessivamente concordante e elogiosa, levando a empresa a reverter a mudança e adotar medidas adicionais para reduzir respostas que apenas validassem o usuário, informou a companhia em uma publicação em seu blog.
O processo pede indenização e uma ordem judicial para obrigar a OpenAI a encerrar automaticamente conversas sobre autolesão e a interromper a divulgação de suas plataformas sem alertas adequados sobre riscos de segurança.
Um porta-voz da OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o processo.
Open AI é a dona do ChatGPT
Getty Images via BBC
“Este é o seu momento”, disse a IA ao homem
Lines, um atleta de levantamento de peso competitivo que sofreu uma lesão cerebral traumática antes de receber o diagnóstico de bipolaridade, afirmou no processo que contou repetidamente ao chatbot que fazia tratamento e usava medicamentos para o transtorno.
Segundo a ação, em vez de identificar sinais claros de um episódio de mania e orientá-lo a buscar ajuda, o chatbot teria validado a crença de Lines de que ele era Jesus Cristo e, posteriormente, teria assumido o papel de uma entidade divina durante as conversas.
Após semanas de interações, Lines contou ao chatbot que queria tirar a própria vida. “Este é o seu momento de sair, se desligar e deixar para trás o que está pesando sobre você”, teria respondido o robô, segundo o processo.
Lines, que havia tido uma overdose de medicamentos, sobreviveu após ser encontrado por autoridades policiais.
O que diz a ação?
A ação afirma que a OpenAI tinha conhecimento da condição específica de Lines porque ele havia informado repetidamente o ChatGPT sobre isso. Ainda assim, em vez de sinalizar seus comentários perigosos para uma análise humana, o chatbot teria reforçado seus delírios para manter o usuário engajado.
O processo alega que a empresa sabia que os recursos do ChatGPT poderiam ser especialmente prejudiciais para pessoas com transtornos mentais, mas não fez alterações específicas para esses usuários nem alertou sobre os riscos.
OpenAI e seu numerosos processos
A OpenAI enfrenta um número crescente de processos movidos por famílias que afirmam que o chatbot incentivou seus parentes a se machucarem.
A empresa também responde a ações que a acusam de ter ajudado autores de ataques em escolas e de não ter identificado conversas desse tipo para alertar autoridades.
A OpenAI afirma que treina seus modelos para orientar pessoas que demonstram intenção de se machucar a buscar ajuda e acessar recursos de apoio no mundo real.
A empresa também diz que seus modelos são treinados para recusar pedidos que possam “facilitar de forma significativa atos de violência” e para alertar autoridades quando conversas indicam “risco iminente e confiável de dano a outras pessoas”, com especialistas em saúde mental ajudando a avaliar casos mais complexos.
52 anos conectados: o Brasil lidera ranking mundial de tempo online
Com o passar dos anos, a internet se popularizou e deu origem a sites, redes sociais e outras plataformas que mudaram a vida das pessoas. No Brasil, um usuário passa, em média, 52 anos, 9 meses e 16 dias da vida conectado online.
Considerando a expectativa de vida de 76 anos, isso significa que mais de 68% da vida é passada online. Os dados são do levantamento da NordVPN, divulgado em abril deste ano e realizado com mais de 20 mil usuários de 20 países
O Brasil lidera o ranking e supera países como México, Lituânia, Austrália, Suécia e Coreia do Sul. Na outra ponta da lista está o Japão, onde os moradores passam, em média, 19 anos, 6 meses e 29 dias conectados à internet ao longo da vida.
Ranking dos países por tempo de vida online
Brasil: 52 anos
México: 43 anos
Lituânia: 31 anos
Austrália: 30 anos
Suécia: 30 anos
Coreia do Sul: 29 anos
Espanha: 29 anos
Reino Unido: 27 anos
Finlândia: 27 anos
Irlanda: 27 anos
Polônia: 26 anos
Itália: 26 anos
Holanda: 25 anos
Canadá: 25 anos
Estados Unidos: 25 anos
Suíça: 25 anos
Alemanha: 24 anos
França: 23 anos
Áustria: 23 anos
Japão: 20 anos
Celular está entre os principais alvos dos criminosos por causa do valor de revenda das peças no mercado clandestino e do acesso a aplicativos bancários
Gladys Peixoto/g1
Brasileiros passam 11 anos a mais na internet desde a última Copa do Mundo
O estudo também comparou os resultados de 2026 com os de 2022, ano da última Copa do Mundo, quando o Brasil foi eliminado pela Croácia nas quartas de final, após perder por 4 a 2 nos pênaltis.
Os dados mostram que o tempo médio de vida online dos brasileiros aumentou 11 anos nesse período, o maior crescimento entre os países analisados. Em seguida aparecem o Japão, com aumento de nove anos, e a Suécia, com oito anos.
Já alguns países registraram redução no tempo médio passado na internet. É o caso da Coreia do Sul (-5 anos), da Itália (-5 anos), da França (-5 anos) e da Alemanha (-1 ano).
O que os brasileiros compartilham na internet?
Além do tempo de uso, a pesquisa investigou quais informações pessoais os usuários costumam divulgar online.
Entre os brasileiros, 63% afirmam compartilhar o endereço e o status de relacionamento, a maior proporção entre os países analisados. Já a data de nascimento é divulgada por 78% dos entrevistados.
O levantamento também mostra que os celulares são o principal meio de acesso à internet. No Brasil, 91% dos entrevistados usam o smartphone para navegar, o maior percentual da pesquisa. O país também lidera o uso de computadores e notebooks para acessar a internet no trabalho, citado por 38% dos participantes.
Chaveamento da Copa do Mundo: veja os confrontos já definidos na 2ª fase
Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo, informou a entidade que controla o futebol mundial nesta quarta-feira (1º).
O número representa um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022, disputada no Catar.
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Esse aumento foi registrado depois que o Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários — um salto de 33% em relação a 2022. Os abusos raciais representaram 11% de todas as mensagens ofensivas identificadas.
A proporção de ataques motivados por racismo aumentou 3% em relação à fase de grupos no Catar. Segundo a Fifa, isso representou um "aumento significativo no material objetivamente pior e mais ofensivo" nas redes sociais.
"Disponível para todas as seleções, jogadores, técnicos e árbitros que participam de torneios da Fifa, o SMPS protege esses profissionais e seus seguidores contra conteúdos discriminatórios e ofensivos", afirmou a entidade em comunicado.
🔎 O SMPS utiliza uma combinação de tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras, além de proteger os seguidores dos jogadores da exposição a conteúdo abusivo.
A Fifa informou que 225 mil publicações foram selecionadas para análise humana. Dessas, os moderadores classificaram 89 mil como abusivas e adotaram medidas, enquanto cerca de 1.000 contas foram encaminhadas para investigação mais aprofundada.
Segundo a Fifa, o formato ampliado do torneio, com 48 seleções, ante as 32 do Catar, também contribuiu para o aumento do volume de conteúdo analisado.
As ferramentas de moderação automatizadas do serviço também ocultaram cerca de 181 mil comentários de ódio nas contas das seleções.
Além disso, mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo spam e conteúdo de bots ou contas falsas — um volume quatro vezes maior do que o registrado em 2022.
"Como parte da evolução do SMPS, o serviço também reúne evidências para as autoridades policiais", afirmou a Fifa.
“Mais de 100 casos foram identificados que atendem aos critérios legais para a abertura de processos judiciais contra os responsáveis.”
Os jogadores holandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram insultos racistas nas redes sociais após desperdiçarem pênaltis na derrota para o Marrocos.
Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo 2026
EUTERS/Claudia Greco
Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos
REUTERS/Nathan Frandino
Chuva de demissões, vigilância de funcionários, fuga de cérebros. Na Meta, a corrida pela inteligência artificial (IA) cobra um preço: um clima interno tóxico que nem mesmo a prosperidade da gigante da tecnologia consegue apaziguar.
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Há mais de um ano, a empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp vem enfrentando reduções de pessoal, uma reorganização caótica de sua pesquisa em IA e intensa pressão sobre seus funcionários.
Essa instabilidade contrasta fortemente com sua situação financeira. Impulsionada pela publicidade, que representa a maior parte de sua receita, a Meta registrou lucros de quase 23 bilhões de dólares (119 bilhões de reais, na cotação atual) no primeiro trimestre, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.
Por outro lado, seus gastos de investimento em IA dispararam. Mark Zuckerberg, seu fundador com poder quase absoluto, decidiu impor cortes drásticos e maior supervisão sobre suas equipes.
Agora no g1
Este ano, a empresa eliminou aproximadamente 8.000 cargos, quase 10% de sua força de trabalho. Demissões, supressões de postos e transferências forçadas afetaram quase um quinto dos empregados em apenas um ano.
A imprensa americana está repleta de relatos que descrevem uma "cultura do medo", onde todos temem a próxima onda de demissões e os rumores paralisam o trabalho.
Esses cortes financiam uma corrida frenética por infraestrutura: a Meta planeja investir até 145 bilhões de dólares (750 bilhões de reais) em inteligência artificial este ano, quase o dobro do valor do ano passado.
"Fábrica de extração de dados"
Após cerca de 6.500 funcionários serem realocados para a divisão de IA da Meta, alguns reclamaram de tarefas "monótonas" destinadas a treinar máquinas ou até mesmo automatizar seus próprios trabalhos.
Essa é a lógica por trás da controversa "Iniciativa de Aprimoramento das Capacidades do Modelo", lançada em abril e suspensa em 22 de junho. Ela registrava cliques, digitações e histórico de navegação de funcionários nos Estados Unidos para treinar agentes de IA.
Zuckerberg a defendeu durante uma reunião interna: "Os modelos de IA aprendem observando pessoas realmente inteligentes fazendo coisas", disse ele, segundo a Wired.
No entanto, mais de 1.600 funcionários assinaram uma petição para interromper a iniciativa, e alguns compararam a Meta a uma "fábrica de extração de dados".
Uma falha no sistema acabou expondo conversas privadas e métricas de desempenho para todos os funcionários, o que levou à sua suspensão.
"Embora não tenhamos indícios de que os funcionários tenham acessado esses dados, estamos suspendendo a iniciativa enquanto investigamos", afirmou um porta-voz da Meta.
"Beco sem saída"
A Meta busca expandir sua atuação para além das redes sociais.
A empresa também investe pesado em eletrônicos de consumo com óculos inteligentes e avalia um novo aplicativo de apostas online chamado Arena, possivelmente em parceria com a Polymarket e a Kalshi, segundo o The New York Times.
No entanto, problemas judiciais ameaçam consumir tempo e recursos.
Em março, um júri de Los Angeles considerou a Meta culpada pela primeira vez pelos efeitos da dependência em redes sociais, apenas um dia após outra condenação no Novo México por negligência na proteção de menores. A Meta recorreu, mas outros julgamentos são esperados este ano.
A empresa tenta recuperar terreno em relação a Google, OpenAI e Anthropic, que dominam a corrida pelos modelos de IA mais avançados. Os modelos da Meta, que já foram adiados diversas vezes, decepcionaram inclusive dentro da empresa.
Em entrevista ao Financial Times, LeCun, vencedor do Prêmio Turing, o equivalente ao Prêmio Nobel em Informática, considerou que a busca por "superinteligência" baseada em grandes modelos de linguagem (LLM) da Meta leva a "um beco sem saída".
Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA
Anthropic
Reuters
A Anthropic permitirá, a partir desta quarta-feira (1º), o acesso mundial aos seus modelos de inteligência artificial (IA) mais recentes e potentes, após o governo dos Estados Unidos suspender as restrições à comercialização dessas tecnologias, informou a empresa americana nesta terça-feira (30).
Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic a bloquear abruptamente o acesso aos dois modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, por motivos de segurança nacional.
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"Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a companhia em uma publicação no X. "Começaremos a restabelecer o acesso amanhã", acrescentou.
Na última sexta-feira (26), o governo suspendeu parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo o acesso ao modelo por alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" dos EUA.
Parceiros estrangeiros, especialmente as agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuavam sem acesso.
A Anthropic, que há meses mantém uma relação turbulenta com o governo dos EUA, não esclareceu se a medida permitirá que esses órgãos estrangeiros tenham acesso aos seus modelos de IA.
O governo de Donald Trump, que por muito tempo se mostrou contrário a qualquer regulamentação da IA, mudou de direção diante das capacidades cada vez mais avançadas desses modelos.
Nesta terça-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, classificou esses modelos como "armas nucleares digitais".
Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar.
Dado Ruvic/Reuters/Ilustração
O rápido desenvolvimento da IA oferece enormes benefícios potenciais para países e pessoas em todo o mundo, mas também apresenta grandes riscos, afirmaram 40 cientistas e especialistas renomados no primeiro relatório elaborado por um painel científico independente da ONU sobre a tecnologia.
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O relatório, que será apresentado aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre a governança da IA, em Genebra, de 6 a 7 de julho, oferece a primeira avaliação científica global e independente da IA, com um relatório mais completo e abrangente previsto para o próximo ano.
Os membros do painel foram selecionados em todas as regiões do mundo e cumprem um mandato de três anos, independentemente de qualquer governo, instituição ou empresa.
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A seguir, alguns detalhes do relatório preliminar:
• Os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA, mas as capacidades da tecnologia estão superando o entendimento científico e a capacidade de adaptação dos governos, com poucos métodos disponíveis para controlar sistemas de IA altamente autônomos.
• O copresidente do painel Yoshua Bengio observou evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA e afirmou que a ciência não pode garantir que a IA não causará danos catastróficos “seja por conta própria, seja devido a usuários mal-intencionados”, à medida que suas capacidades aumentam.
• “Os benefícios potenciais da IA são enormes”, concluiu o relatório. “A implantação rápida e descontrolada da tecnologia em grande escala também apresenta riscos consideráveis, incluindo danos à saúde mental dos usuários, uso potencial como ferramenta destrutiva, impactos nos sistemas sociais, econômicos e ambientais, e desafios associados ao controle da tecnologia.”
• A adoção da IA acelerou de forma ampla, mas desigual, entre países e setores. Globalmente, mais de um bilhão de pessoas agora usam IA conversacional semanalmente, mas a adoção nos países em desenvolvimento está atrasada.
• O desenvolvimento da IA está ainda mais concentrado, com os EUA respondendo por 75% do poder de computação entre os 500 maiores supercomputadores de IA do mundo, e a China, por 15%.
• Embora mais de 7.000 idiomas sejam falados em todo o mundo, os modelos atuais de IA são treinados para apenas uma pequena fração deles, e a tradução automática de alguns idiomas está repleta de erros que podem afetar diagnósticos de saúde e decisões de tratamento.
• Os riscos incluem possíveis impactos negativos sobre os direitos humanos, os sistemas sociais e o meio ambiente, com a circulação cada vez mais frequente de material de abuso sexual infantil gerado por IA e de violência sexual facilitada por deepfakes.
• A IA também facilita a produção e o direcionamento de conteúdo persuasivo em grande escala, contribuindo para uma “erosão gradual da integridade da informação que pode enfraquecer a confiança pública, a coesão social e a deliberação democrática”.
• A maioria dos países, incluindo as economias avançadas, carece do conhecimento técnico necessário para avaliar os novos modelos de IA mais avançados ou participar de forma significativa de sua governança.
Imagem de arquivo de 28 de junho de 2014 mostra robô humanóide japonês gigante "Pepper", durante exposição de aparelhos de alta tecnologia, em Tóquio
Yoshikazu Tsuno/AFP
O Japão planeja desenvolver um modelo próprio de inteligência artificial (IA) e ter 10 milhões de robôs equipados com a tecnologia atuando em mais de 10 setores até 2040, informou o governo.
Segundo a imprensa japonesa, o país vai investir quase US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) no desenvolvimento de um modelo soberano de IA pela Noetra, um consórcio formado por empresas como SoftBank e Sony.
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Vários países buscam desenvolver seus próprios sistemas de IA para reduzir a dependência excessiva e potencialmente perigosa de tecnologias dos Estados Unidos e da China.
Analistas esperam que o número de empresas investindo na Noetra chegue a 44, incluindo grupos dos setores automotivo, eletrônico, financeiro e de logística, entre outros, informou o jornal econômico Nikkei.
Agora no g1
A Noetra vai se concentrar especialmente em IA física. A tecnologia aplica a inteligência artificial em ambientes do mundo real, como carros autônomos, robôs em fábricas e até mordomos androides.
Apesar dos investimentos em larga escala e dos planos ambiciosos para robôs com IA, a aplicação da tecnologia e seu desempenho em situações reais ainda são limitados.
"A estratégia estabelece a meta de implantar aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040 e, com a inclusão dos setores de restaurantes, produção de alimentos e medicina, promoverá de forma intensa a adoção da tecnologia em um total de 18 áreas", declarou o ministro da Indústria, Ryosei Akazawa.
Com uma população cada vez mais envelhecida e em declínio, o país também espera que os robôs ajudem a suprir a escassez de mão de obra.
É #FAKE vídeo de cachorro entrando em casa com filhote de panda na boca; cena foi criada com IA
Reprodução
Circula nas redes sociais o vídeo de um cachorro entrando em casa enquanto carrega, na boca, um filhote de panda que, inicialmente, parece de brinquedo – mas, após um banho, revela-se que o bicho seria real. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como é o vídeo falso?
Publicado publicado no X em 28 de abril, o post tem a seguinte legenda, em inglês: "Um cachorro chega em casa com um brinquedo sujo, mas não é um brinquedo de verdade".
A descrição omite que se trata de um conteúdo fabricado com inteligência artificial (IA), como comprovam detectores de cenas criadas com esse recurso (veja detalhes abaixo).
Enquanto as cenas são exibidas, caixas de texto sobrepostas às imagens dizem: "Meu cachorro trouxe um brinquedo sujo lá de fora. Não era um brinquedo. Era um filhote de panda de verdade. Eu o sequei direitinho. Ele também parecia estar com muita fome. Quem diria? Um cachorro e um panda dormindo juntos. Algumas semanas se passaram e ele ficou maior. Minha filha também gosta dele. Aparentemente, era a mãe dele. Nós o vimos partir. Mas foi a decisão certa".
A trilha sonora do conteúdo é a dúsica "Someone you loved" ("Alguém que você amou"), de Lewis Capaldi.
Entre os 635 comentários, em diferentes idiomas, usuários parecem acreditar na história ou pelo menos sugerem dúvida. Veja três exemplos: "Isso é verdade? Como isso é possível?"; "Cão trazendo para casa um 'brinquedo' sujo que se revela ser um panda — a reviravolta mais fofa de todos os tempos! Caos puramente saudável"; e "Se for verdade, é engraçado pra caramba".
A conta que publicou o vídeo tem registro desde 2024 em Hong Kong e alterou o nome em fevereiro de 2026.
⚠️ Por que É #FAKE?
O Fato ou Fake usou a plataforma InVID para fragmentar o vídeo em diversos frames (imagens estáticas). Depois, submeteu essas "fotos" a três detectores de IA – e todos apontaram o uso desse recurso. Veja o resultado das análises (e infográficos na sequência):
Hive Moderation - probabilidade de 99,9% de as cenas serem sintéticas.
Detectvideo AI - "múltiplos sinais forenses estão elevados, resultando em uma probabilidade de 61% de IA/manipulação".
SightEngine - 56% de probabilidade de o material conter IA.
O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao detector de inteligência artificial Hive Moderation. A ferramenta apontou que existe probabilidade de 99,9% de as cenas terem sido geradas por IA.
Reprodução
A ferramenta Detectvideo AI apontou que "múltiplos sinais forenses estão elevados, resultando em uma probabilidade de 61% de IA/manipulação."
Reprodução
Para descobrir a origem do vídeo, o Fato ou Fake fez uma busca reversa por cada um dos frames em motores de busca, como Google Lens. Essa pesquisa permite saber se as imagens já circulavam anterior na internet – e em que contexto.
Os resultados indicaram que as versões mais antigas estão no ar desde 6 de março. Também atestam que não foram publicados em fontes confiáveis, como sites jornalísticos ou páginas oficiais de instituições, capazes de adicionar contexto factual às cenas e explicar quando e onde ocorreram.
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GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake
Alexa+: a assistente virtual ficou mais esperta, mas ainda erra meu nome
A Alexa+, versão recém-lançada para um grupo restrito de usuários no Brasil pela Amazon, ainda tem dificuldades para pronunciar nomes próprios corretamente, como "Henrique".
É, a Alexa+ não sabe falar meu nome. Saiu Henque, Renque e variantes. Minha favorita? Henquique.
No entanto, a chegada de recursos de inteligência artificial generativa deixou a assistente virtual mais inteligente.
Desde 2019, quando o serviço foi lançado no Brasil e concorria com o Google Nest, o comando de voz para a casa inteligente era inovador.
Com o passar do tempo, a assistente acabou se tornando uma espécie de interruptor de luxo para apagar luzes, checar a previsão do tempo e programar alarmes.
Nesse período, o próprio Google desistiu de lançar alto-falantes inteligentes no país.
Na versão antiga, pedir para tocar músicas de bandas com nomes específicos, como The XX, era um problema que resultava em seleções aleatórias.
A nova Alexa+ entende o pedido e até corrige a pronúncia para o inglês correto – “tocando the twentieth”. Não era “xis-xis” ou “équis-équis” (veja no vídeo no começo da reportagem)
O grande atrativo da Alexa+ é a capacidade de conversação. Ela te ganha no papo.
A voz foi alterada, embora seja possível retornar à versão anterior. O fato de não precisar repetir a palavra de ativação o tempo todo facilita o engate de diálogos. É possível pedir para ler as notícias do dia e, em seguida, iniciar uma conversa sobre a Copa do Mundo.
Até palpitou que o Brasil ganharia da Escócia por 2x0. Na gravação do vídeo, antes do jogo de segunda (29) do Brasil contra o Japão, ela também deu suas opiniões.
Dispositivos da Amazon que rodam a Alexa+
Divulgação
A inteligência artificial conta com uma memória de conversas, que ainda precisa de ajustes. Em testes com pedidos musicais, a assistente ignorou a instrução para não tocar a música "Creep", do Radiohead.
Após ser corrigida, ela suspendeu a faixa. Dias depois, ao retomar o tema, a Alexa+ havia se esquecido da restrição, mas prometeu anotar a preferência no aplicativo do celular, sempre reforçando o discurso de privacidade.
Algumas funcionalidades não fazem sentido em dispositivos sem tela, como o antigo Echo Studio usado no teste.
Pedir para montar um guia de turismo ou resumir documentos enviados por e-mail são tarefas que exigem um display para acompanhamento. Além disso, por questões de privacidade, a conexão do e-mail pessoal ao aparelho foi evitada.
No Amazon Echo com tela, o uso da Alexa+ parece fazer mais sentido
Reprodução
O aplicativo Amazon Alexa para smartphones funciona como uma central de informações dos dispositivos conectados, registrando as conversas e lembranças.
Acesso antecipado ao serviço Alexa+ e suas funcionalidades
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No entanto, ainda há falhas de integração.
A Alexa+ não conseguiu se conectar a um modelo de televisão que já era compatível com a versão anterior do assistente – e não há previsão da Amazon ou fabricantes de TVs atualizarem para a versão nova. Então, a TV segue funcionando com a Alexa, mas sem as novas funcionalidades.
Outro ponto negativo é a ausência de um site da Alexa+ em português.
Nos Estados Unidos, o portal é um diferencial importante, funcionando de forma semelhante ao ChatGPT ou ao Google Gemini. Segundo a Amazon Brasil, não há previsão de lançamento da página no idioma local.
O acesso à Alexa+ segue limitado e será liberado apenas para quem solicitar ou comprar um novo dispositivo Echo ou FireTV até o final de outubro. A Amazon liberou o acesso ao serviço a pedido do g1.
O valor da Alexa+ faz parte do pacote de serviços dos assinantes do Amazon Prime (R$ 19,90), que compensa pela novidade e pelo fato de não ter de pagar a mais pela assistente.
Já o pagamento da assinatura avulsa, fixada em R$ 99,99 ao mês sem os benefícios do Prime, não apresenta bom custo-benefício.
Veja a seguir uma lista de dispositivos da Amazon compatíveis com a nova Alexa+.
Os preços, consultados nas lojas on-line no final de junho, começavam em R$ 350 para os Fire TV Stick e ficavam na faixa entre R$ 500 e R$ 1.500 para os Amazon Echo.
Amazon Echo Dot
Amazon Echo Spot
Amazon Echo Show 8
Amazon Fire TV 4K
Amazon Fire TV HD
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